{"id":1041,"date":"2009-04-30T14:16:33","date_gmt":"2009-04-30T18:16:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=1041"},"modified":"2009-04-30T14:16:33","modified_gmt":"2009-04-30T18:16:33","slug":"brasil-e-destaque-no-ebi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/brasil-e-destaque-no-ebi\/1041","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 destaque no EBI"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><a href=\"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/\/destaque2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-1042\" title=\"destaque2\" src=\"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/\/destaque2-148x112.jpg\" alt=\"destaque2\" width=\"148\" height=\"112\" \/><\/a>Pioneiro no uso de biocombust\u00edveis em larga escala, o Brasil \u00e9 o segundo maior produtor de etanol do mundo e 16% de toda a energia usada no pa\u00eds vem da cana-de-a\u00e7\u00facar. O sucesso da experi\u00eancia brasileira com biocombust\u00edveis e a contribui\u00e7\u00e3o nacional para a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no setor foram destaques na Confer\u00eancia sobre Legisla\u00e7\u00e3o e Regula\u00e7\u00e3o de Biocombust\u00edveis, realizada na \u00faltima sexta-feira (24\/4) em Urbana, no estado norte-americano de Illinois.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Durante o evento, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da FAPESP, apresentou a palestra \u201cA hist\u00f3ria brasileira da constru\u00e7\u00e3o de uma bem-sucedida infraestrutura legal para biocombust\u00edveis\u201d, na qual descreveu a trajet\u00f3ria de desenvolvimento da bioenergia no pa\u00eds, iniciada em 1975 com o Programa Nacional do \u00c1lcool, ou Pr\u00f3-\u00c1lcool.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">A confer\u00eancia foi uma iniciativa do ramo de Illinois do Energy Biosciences Institute (EBI) \u2013 um novo centro de pesquisas sobre biocombust\u00edveis financiado pela empresa internacional de energia BP na Universidade de Illinois e na Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley. O convite para a apresenta\u00e7\u00e3o foi motivado pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), que mereceu destaque na palestra.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">\u201cO interesse do EBI na experi\u00eancia brasileira com biocombust\u00edveis \u00e9 enorme, sendo o caso brasileiro visto como um modelo de sucesso que eles gostariam de realizar nos Estados Unidos. Esperamos explorar v\u00e1rias possibilidades de colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d, disse Brito Cruz \u00e0 <strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">O EBI desenvolve programas cient\u00edficos e tem uma vigorosa atividade de pesquisa sobre aspectos legais e regulat\u00f3rios do mercado de biocombust\u00edveis. \u201cOs advogados e economistas que trabalham nesse programa t\u00eam seus escrit\u00f3rios ao lado dos laborat\u00f3rios de bioqu\u00edmica de solos e gen\u00f4mica de plantas, interagindo intensamente com os bi\u00f3logos, qu\u00edmicos e outros cientistas\u201d, contou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">No dia 5 de abril, Brito Cruz apresentou outra palestra sobre a trajet\u00f3ria da bioenergia no Brasil tamb\u00e9m nos Estados Unidos, durante o Simp\u00f3sio Keystone de Biologia Molecular e Celular, em Snowbird, no estado de Utah.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">\u201cAs apresenta\u00e7\u00f5es despertaram muito interesse e desencadearam diversas quest\u00f5es. V\u00e1rios pesquisadores nos procuraram para saber detalhes sobre a constru\u00e7\u00e3o dessa estrat\u00e9gia de sucesso. Um ponto que chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a valoriza\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o brasileira do ponto de vista cient\u00edfico nessa \u00e1rea\u201d, destacou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">O diretor cient\u00edfico da FAPESP procurou explicar \u00e0 plateia internacional como \u00e9 poss\u00edvel que um pa\u00eds industrializado como o Brasil tenha um recurso renov\u00e1vel \u2013 a cana-de-a\u00e7\u00facar \u2013 como segunda principal fonte de energia.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">\u201cMostrei como o Brasil desenvolveu o programa do \u00e1lcool desde 1975 e \u2013 apesar de diversos percal\u00e7os \u2013 atingiu a realiza\u00e7\u00e3o mais bem-sucedida no mundo do uso de biocombust\u00edveis em larga escala. Talvez a principal caracter\u00edstica dessa realiza\u00e7\u00e3o tenha sido o fato de que a estrat\u00e9gia brasileira de biocombust\u00edveis seja baseada no etanol de cana-de-a\u00e7\u00facar, uma planta que tem caracter\u00edsticas muito positivas do ponto de vista de convers\u00e3o da energia do sol em energia l\u00edquida\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Paralelamente, segundo Brito Cruz, houve no Brasil um esfor\u00e7o concentrado e bem-sucedido de pesquisa \u2013 realizada em associa\u00e7\u00e3o pelo mundo empresarial e acad\u00eamico \u2013 para tornar essa qualidade da cana-de-a\u00e7\u00facar ainda mais eficaz.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">\u201cIsso, ao lado de pol\u00edticas implantadas pelo estado brasileiro, levaram \u00e0 conquista desses importantes resultados que vemos hoje: 95% dos carros vendidos no Brasil s\u00e3o do tipo <em>flex-fuel<\/em>; o pa\u00eds \u00e9 o segundo maior produtor de etanol do mundo; e 16% de toda a energia usada no Brasil v\u00eam da cana-de-a\u00e7\u00facar. N\u00e3o s\u00e3o conquistas triviais\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>BIOEN<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser realidade no Brasil, Brito Cruz ressalta que a bioenergia tem grande potencial de expans\u00e3o no mundo. \u201cO Brasil faz tudo o que faz usando apenas 1% de suas \u00e1reas cultiv\u00e1veis. Ao mesmo tempo, fazemos isso sem plantar cana-de-a\u00e7\u00facar na Amaz\u00f4nia e em outras \u00e1reas florestais. Portanto, existe a possibilidade de o pa\u00eds aumentar essa produ\u00e7\u00e3o por um fator apreci\u00e1vel, uma vez que aproximadamente 30% das \u00e1reas ar\u00e1veis correspondem a pastos degradados que podem ser usados para plantar cana-de-a\u00e7\u00facar sem derrubar nenhuma \u00e1rvore. Com a vantagem, ainda, de favorecer a fixa\u00e7\u00e3o de carbono no solo\u201d, explicou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">O diretor cient\u00edfico da FAPESP tamb\u00e9m destacou no evento nos Estados Unidos os aspectos positivos da cana-de-a\u00e7\u00facar, relacionados \u00e0 produtividade, redu\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa e balan\u00e7o energ\u00e9tico favor\u00e1vel e ressaltou que, com estrat\u00e9gias de pesquisa e desenvolvimento, ser\u00e1 poss\u00edvel produzir mais com menos \u00e1rea, \u00e1gua e energia.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">De acordo com Brito Cruz, o BIOEN conta com investimentos iniciais de R$ 73 milh\u00f5es, participa intensamente n\u00e3o apenas da pesquisa cient\u00edfica, voltada para o avan\u00e7o do conhecimento, mas tamb\u00e9m representa um esfor\u00e7o para o incentivo da pesquisa cooperativa entre universidades e empresas.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">\u201cHoje, desenvolvemos programas nessa \u00e1rea com tr\u00eas empresas. A Dedini, com R$ 100 milh\u00f5es em cinco anos, e a Braskem, com R$ 50 milh\u00f5es em cinco anos \u2013 sendo que, nos dois casos, a FAPESP entra com a metade dos recursos e a empresa com a outra metade. Com a Oxiteno, estamos na sele\u00e7\u00e3o da primeira rodada de projetos, com um conv\u00eanio piloto de R$ 6 milh\u00f5es, que tem participa\u00e7\u00e3o do BNDES\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-family: Arial;\">O BIOEN tem cinco divis\u00f5es: Divis\u00e3o de Biomassa para Bioenergia (com foco em cana-de-a\u00e7\u00facar); Divis\u00e3o de Processo de Fabrica\u00e7\u00e3o de Biocombust\u00edveis; Divis\u00e3o de Biorrefinarias e Alcoolqu\u00edmica; Divis\u00e3o de Aplica\u00e7\u00f5es do Etanol para Motores Automotivos: motores de combust\u00e3o interna e c\u00e9lulas a combust\u00edvel; e Divis\u00e3o de Pesquisa sobre impactos socioecon\u00f4micos, ambientais e de uso da terra.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><strong><span style=\"font-family: Arial;\">Por F\u00e1bio de Castro<\/span><\/strong><span style=\"font-family: Arial;\"><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pioneiro no uso de biocombust\u00edveis em larga escala, o Brasil \u00e9 o segundo maior produtor de etanol do mundo e 16% de toda a energia usada no pa\u00eds vem da cana-de-a\u00e7\u00facar. 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