{"id":105890,"date":"2017-02-01T01:08:53","date_gmt":"2017-02-01T03:08:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=105890"},"modified":"2017-01-31T19:49:48","modified_gmt":"2017-01-31T21:49:48","slug":"desemprego-atinge-123-milhoes-de-pessoas-na-maior-taxa-desde-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/desemprego-atinge-123-milhoes-de-pessoas-na-maior-taxa-desde-2012\/105890","title":{"rendered":"Desemprego atinge 12,3 milh\u00f5es de pessoas na maior taxa desde 2012"},"content":{"rendered":"<p> O Brasil fechou 2016 com 12,3 milh\u00f5es de pessoas <strong><em>desempregadas<\/em><\/strong>, com a taxa m\u00e9dia m\u00f3vel encerrando o 4\u00ba trimestre em 12%, mostrando estabilidade em rela\u00e7\u00e3o aos 11,8% relativos ao 3\u00ba trimestre m\u00f3vel do mesmo ano (julho, agosto e setembro), mas ainda assim tem a maior taxa da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao 4\u00ba trimestre m\u00f3vel de 2015 (9%), a taxa de desemprego cresceu 3,1 pontos percentuais. Os dados fazem parte da pesquisa nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (Pnade Cont\u00ednua) e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). <\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o de desocupada no Brasil cresceu 2,7% frente ao trimestre de julho a setembro, aumentando 36% (ou mais 3,3 milh\u00f5es de pessoas desempregadas) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2015.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o ocupada do pa\u00eds no fechamento de 2016 chegou a 90,3 milh\u00f5es de trabalhadores, crescendo 0,5% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, chegando 2,1% ( 2 milh\u00f5es de pessoas) em rela\u00e7\u00e3o ao quarto trimestre de 2015. Cerca de 34 milh\u00f5es de pessoas ocupadas no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, n\u00famero que ficou est\u00e1vel no \u00faltimo trimestre m\u00f3vel do ano, mas recuando nos 12 meses de 2016, com 3,9% (ou menos 1,4 milh\u00e3o de pessoas).<\/p>\n<p>Cai n\u00famero de empregados no setor p\u00fablico<\/p>\n<p>Outra constata\u00e7\u00e3o importante da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua diz respeito ao contingente de pessoas ocupadas por grupamentos de atividade que caiu no trimestre m\u00f3vel de outubro a dezembro de 2016, em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre de julho a setembro do mesmo ano, em setores importantes da economia brasileira e, em geral demandadores de m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, entre os dois \u00faltimos trimestres do ano passado, houve retra\u00e7\u00f5es em setores como o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e servi\u00e7os sociais, que juntos registraram queda de 1,3% na taxa m\u00e9dia m\u00f3vel de desocupa\u00e7\u00e3o, o equivalente a 199 mil pessoas. <\/p>\n<p>Houve expans\u00e3o no emprego no grupamento de com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas, cuja taxa cresceu 3,3%, o equivalente a 559 mil pessoas; transporte, armazenamento e correio (2,5%, ou seja, mais 110 mil pessoas), alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o (3,1%, ou seja, mais 145 mil pessoas). Os demais grupamentos se mantiveram est\u00e1veis.<\/p>\n<p>Rendimento m\u00e9dio<\/p>\n<p>Apesar do aumento do desemprego ao longo do ano passado, que bateu recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012, com mais de 12 milh\u00f5es de pessoas sem empregos, o rendimento m\u00e9dio real habitualmente pago aos trabalhadores brasileiros se manteve est\u00e1vel entre 2015 e 2016.<\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o do IBGE, o rendimento m\u00e9dio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 2.043 ao longo de 2016, mostrando estabilidade em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 2.026 pagos no trimestre imediatamente anterior (junho a setembro), bem como em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 2.033 pagos no mesmo trimestre de 2015. <\/p>\n<p>A massa de rendimento real habitual pago em 2016 ficou em R$ 180 bilh\u00f5es, acusando aumento de 1,2% frente aos R$ 177,8 bilh\u00f5es pagos no trimestre anterior, mas ficando est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2015 (R$ 182,2 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Taxa m\u00e9dia de desocupa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Os dados divulgados hoje pelo IBGE relativos \u00e0 Pnad Cont\u00ednua indicam que a taxa de m\u00e9dia de desocupa\u00e7\u00e3o em 2016 foi 11,5%, ficando 3 pontos percentuais acima dos 8,5% relativos \u00e0 taxa m\u00e9dia de desocupa\u00e7\u00e3o de 2015.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o desocupada passou de 8,6 milh\u00f5es, na m\u00e9dia de 2015, para 11,8 milh\u00f5es, em 2016, uma alta de 37%, o equivalente a uma taxa m\u00e9dia de desocupados de 3,2 milh\u00f5es de trabalhadores. <\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia ocupada caiu de 92,1 milh\u00f5es de pessoas para 90,4 milh\u00f5es, o equivalente a menos 1,7 milh\u00f5es de trabalhares ocupados em m\u00e9dia ao longo do ano passado.<\/p>\n<p>Carteira assinada<\/p>\n<p>O pa\u00eds perdeu em 2016,  1,4 milh\u00f5es de postos de trabalho com carteira assinada no setor privado. Dados divulgados pelo IBGE indicam que o n\u00famero de empregados com carteira assinada no setor privado caiu 3,9% no ano passado, passando de 35,7 milh\u00f5es, em 2015, para 34,3 milh\u00f5es em 2016.<\/p>\n<p>Mesmo assim, o contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 34 milh\u00f5es de pessoas, apresentou estabilidade em compara\u00e7\u00e3o com o trimestre de julho a setembro de 2016.<\/p>\n<p>Na outra ponta, no per\u00edodo de outubro a dezembro de 2016, as categorias dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,5 milh\u00f5es de pessoas) apresentou eleva\u00e7\u00e3o (2,4%) em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre de julho a setembro de 2016 (mais 248 mil pessoas).<\/p>\n<p>A categoria dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria (22,1 milh\u00f5es de pessoas) registrou expans\u00e3o (1,3%) frente ao trimestre de julho a setembro de 2016 (mais 274 mil pessoas). Em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior o movimento foi queda (3,4%, ou seja, &#8211; 784 mil pessoas).<\/p>\n<p>O contingente de empregadores, estimado em 4,1 milh\u00f5es de pessoas, apresentou estabilidade frente ao trimestre imediatamente anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, esse contingente registrou eleva\u00e7\u00e3o de 4,8% (mais 190 mil pessoas).<\/p>\n<p>A categoria dos trabalhadores dom\u00e9sticos, estimada em 6,1 milh\u00f5es de pessoas, se manteve est\u00e1vel tanto em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre de julho a setembro de 2016 quanto frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2015.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Val\u00e9ria Aguiar<br \/>\n01\/02\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil fechou 2016 com 12,3 milh\u00f5es de pessoas desempregadas, com a taxa m\u00e9dia m\u00f3vel encerrando o 4\u00ba trimestre em 12%, mostrando estabilidade em rela\u00e7\u00e3o aos 11,8% relativos ao 3\u00ba trimestre m\u00f3vel do mesmo ano (julho, agosto e setembro), mas ainda assim tem a maior taxa da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012. 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