{"id":109200,"date":"2017-03-17T00:06:40","date_gmt":"2017-03-17T03:06:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=109200"},"modified":"2017-03-16T19:57:40","modified_gmt":"2017-03-16T22:57:40","slug":"pesquisa-indica-que-consumidor-permanece-pessimista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/pesquisa-indica-que-consumidor-permanece-pessimista\/109200","title":{"rendered":"Pesquisa indica que consumidor permanece pessimista"},"content":{"rendered":"<p> Os <strong><em>consumidores brasileiros continuam pessimistas<\/em><\/strong>. \u00c9 o que mostra o Indicador de Confian\u00e7a do Consumidor (ICC), medido pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC) Brasil e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo mensal \u00e9 baseado em avalia\u00e7\u00f5es da economia e da pr\u00f3pria vida financeira, quanto ao momento atual e expectativas para os pr\u00f3ximos seis meses. Numa escala de zero a 100, foram registrados 41,4 pontos em fevereiro, \u00edndice abaixo do n\u00edvel neutro de 50 pontos, refletindo a m\u00e1 avalia\u00e7\u00e3o da economia. O resultado \u00e9 pouco diferente dos 41,9 pontos de janeiro.<\/p>\n<p>O subindicador de Percep\u00e7\u00e3o do Cen\u00e1rio Atual, que comp\u00f5e o Indicador de Confian\u00e7a, acusou 29,7 pontos em fevereiro de 2017, sendo que a avalia\u00e7\u00e3o da vida financeira ficou em 39,8 pontos.<\/p>\n<p>J\u00e1 a avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica atual obteve 19,5 pontos. Em termos percentuais, quatro em cada dez consumidores (42%) classificam a pr\u00f3pria vida financeira como ruim ou muito ruim. Os que a classificam como regular somaram 41%, enquanto 15% a consideram boa ou muito boa.<\/p>\n<p>Os principais motivos para a avalia\u00e7\u00e3o negativa s\u00e3o o or\u00e7amento apertado e dificuldades para pagar as contas (33%), desemprego (31%) e atraso no pagamento de d\u00edvidas (15%). Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia, 82% dos entrevistados acreditam que a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 ruim ou muito ruim, contra somente 3% que consideram a situa\u00e7\u00e3o boa ou muito boa. Para 14%, o quadro econ\u00f4mico atual \u00e9 regular.<\/p>\n<p>Quadro econ\u00f4mico atual \u00e9 regular para 14%<\/p>\n<p>Entre os que fazem uma avalia\u00e7\u00e3o negativa, a maioria relativa (49%) atribui o resultado \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e ao mau uso dos recursos p\u00fablicos. Outros 27% creditam ao alto desemprego e 15% disseram que os pre\u00e7os dos produtos aumentaram.<\/p>\n<p>\u201cA percep\u00e7\u00e3o quase un\u00e2nime de que a economia vai mal \u00e9 reflexo de dois anos seguidos de recess\u00e3o econ\u00f4mica\u201d, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, em nota.<\/p>\n<p>\u201cMesmo quem n\u00e3o foi atingido diretamente pela crise tem conhecimento das m\u00e1s not\u00edcias do cen\u00e1rio econ\u00f4mico e \u00e9 por isso que a percep\u00e7\u00e3o de deteriora\u00e7\u00e3o da economia \u00e9 mais acentuada do que a da vida financeira\u201d, explica.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s expectativas para a pr\u00f3pria vida financeira, a maioria absoluta (56%) est\u00e1 otimista. Outros 26% n\u00e3o est\u00e3o nem pessimistas nem otimistas e 14% mostram-se pessimistas.<\/p>\n<p>Entre os otimistas, o principal motivo \u00e9 acreditar em arrumar novo emprego ou receber uma promo\u00e7\u00e3o (31%). J\u00e1 entre os pessimistas, os principais motivos apontados s\u00e3o: descren\u00e7a na melhora da economia (27%), situa\u00e7\u00e3o financeira atual muito ruim (20%), pre\u00e7o das coisas continua aumentando (19%) e medo do desemprego (11%).<\/p>\n<p>O indicador tamb\u00e9m revelou que o mau momento da economia reflete-se de v\u00e1rias maneiras na vida dos brasileiros. O que mais tem pesado, no entanto, \u00e9 o custo de vida, mencionado por 53% dos entrevistados.<\/p>\n<p>O desemprego, que atinge quase 13 milh\u00f5es de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), foi mencionado por 21% dos entrevistados, o endividamento por 11% e a queda da renda por 10%.<\/p>\n<p>Somente 4% disseram que nada pesa no or\u00e7amento familiar. Ainda de acordo com o indicador, 47% dos entrevistados afirmam ter pelo menos um desempregado em casa, sendo que 21% moram com pelo menos duas pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO desemprego \u00e9 um dos efeitos sociais mais sens\u00edveis da crise econ\u00f4mica. Impacta diretamente na confian\u00e7a dos consumidores e, portanto, no consumo\u201d, disse Marcela Kawauti. Na opini\u00e3o dos entrevistados, o que contribui para o alto custo de vida \u00e9 o aumento nos pre\u00e7os do supermercado (64%), aumento na conta de luz (58%) e na telefonia 38%.<\/p>\n<p>Como foi feita a pesquisa<\/p>\n<p>Foram entrevistados 801 consumidores em 12 capitais: S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Bras\u00edlia,  Goi\u00e2nia, Manaus e Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>A pesquisa foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes  sociais. Os  dados  foram  coletados  pela internet e presencialmente entre os  dias 1\u00ba e 14 de fevereiro.<\/p>\n<p>Kelly Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n17\/03\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os consumidores brasileiros continuam pessimistas. \u00c9 o que mostra o Indicador de Confian\u00e7a do Consumidor (ICC), medido pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC) Brasil e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). 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