{"id":113757,"date":"2017-05-23T00:09:28","date_gmt":"2017-05-23T03:09:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=113757"},"modified":"2017-05-22T16:34:57","modified_gmt":"2017-05-22T19:34:57","slug":"tratamento-de-pre-hipertensao-reduz-desenvolvimento-de-pressao-alta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/tratamento-de-pre-hipertensao-reduz-desenvolvimento-de-pressao-alta\/113757","title":{"rendered":"Tratamento de pr\u00e9-hipertens\u00e3o reduz desenvolvimento de press\u00e3o alta"},"content":{"rendered":"<p> Uma pesquisa cient\u00edfica de \u00e2mbito nacional coordenada por pesquisadores do Hospital de Cl\u00ednicas de Porto Alegre (HCPA) mostrou que o tratamento contra a <strong><em>press\u00e3o alta<\/em><\/strong> \u00e9 mais eficaz quando iniciado na fase de pr\u00e9-hipertens\u00e3o. O estudo, batizado de Prever Preven\u00e7\u00e3o pelos pesquisadores, contou com a participa\u00e7\u00e3o de 31 cientistas de 11 estados brasileiros e dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A primeira parte da pesquisa foi realizada com pacientes que registraram press\u00e3o arterial entre 120\/80 mil\u00edmentro Hg (mmHg) e 139\/89 mmHg, ou seja, na fase de pr\u00e9-hipertens\u00e3o. Em um primeiro momento, eles receberam orienta\u00e7\u00f5es e suporte para modificar a alimenta\u00e7\u00e3o e praticar exerc\u00edcios f\u00edsicos com regularidade.<\/p>\n<p>\u201cSe a pessoa n\u00e3o reduzisse a press\u00e3o em tr\u00eas meses, tendo esse apoio, tendo esse material ilustrativo, ela era ent\u00e3o convidada para participar do estudo propriamente dito\u201d, explicou uma das coordenadoras da pesquisa, Sandra Fuchs, professora de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisadora do HCPA.<\/p>\n<p>Os pacientes pr\u00e9-hipertensos foram, ent\u00e3o, divididos em dois grupos. O primeiro grupo foi medicado com meia dose di\u00e1ria de um diur\u00e9tico composto por clortalidona e amilorida, enquanto o segundo recebeu um comprimido de placebo por dia. Os pesquisadores, ent\u00e3o, realizaram avalia\u00e7\u00f5es trimestrais com os participantes para aferir a press\u00e3o arterial e avaliar poss\u00edveis aumentos ou redu\u00e7\u00f5es da dosagem, de acordo com a evolu\u00e7\u00e3o do quadro de cada um.<\/p>\n<p>Ao fim dos 18 meses, os cientistas verificaram que os pacientes medicados com diur\u00e9tico apresentaram redu\u00e7\u00e3o de quase 45% no desenvolvimento de press\u00e3o alta, em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que receberam o placebo. \u201cQuase metade deixou de se tornar hipertenso porque tomou esse medicamento em baixa dose\u201d, ressaltou Sandra.<\/p>\n<p>Outro resultado verificado nessa primeira parte do estudo foi a redu\u00e7\u00e3o da massa ventricular do cora\u00e7\u00e3o nos pacientes que receberam clortalidona e amilorida. O aumento de massa \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica do cora\u00e7\u00e3o ao aumento da press\u00e3o sangu\u00ednea. \u201cCom o tempo, passa a ser patol\u00f3gico. A\u00ed se inicia o desenvolvimento de doen\u00e7as card\u00edacas\u201d. Essa redu\u00e7\u00e3o de massa n\u00e3o foi verificada em pacientes medicados com placebo.<\/p>\n<p>A professora Sandra Fuchs acredita que os resultados do estudo deveriam servir de base para mudan\u00e7as nas diretrizes nacionais de tratamento da hipertens\u00e3o. \u201cN\u00e3o podemos mais aceitar que um sujeito com 135 mmHg seja mandado para casa sem nenhum medicamento, apenas com orienta\u00e7\u00f5es para mudan\u00e7as no estilo de vida\u201d, afirmou a pesquisadora. Ela ressaltou que a press\u00e3o alta \u00e9 a maior causa de morte em todo o mundo. \u201cO tratamento na fase de pr\u00e9-hipertens\u00e3o certamente salvaria muitas vidas\u201d, completou.<\/p>\n<p>Pacientes hipertensos<\/p>\n<p>A segunda etapa da pesquisa  foi feita com pacientes que j\u00e1 se encontravam na fase de hipertens\u00e3o, ou seja, com press\u00e3o arterial acima de 140\/90 mmHg.<\/p>\n<p>Os volunt\u00e1rios foram divididos em dois grupos pelos pesquisadores. O primeiro grupo foi tratado com o mesmo medicamento do estudo anterior, composto por clortalidona e amilorida, enquanto o segundo recebeu o diur\u00e9tico Losartana, fornecido gratuitamente pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade a pessoas com hipertens\u00e3o. Os pacientes tamb\u00e9m foram avaliados a cada tr\u00eas meses pelo per\u00edodo de 18 meses, como na primeira fase do estudo.<\/p>\n<p>Ao fim do per\u00edodo, os participantes do primeiro grupo apresentaram redu\u00e7\u00e3o de 2,3 mmHg na press\u00e3o sist\u00f3lica em compara\u00e7\u00e3o com o segundo grupo. Al\u00e9m disso, os volunt\u00e1rios que receberam Losartana precisaram de doses maiores da medica\u00e7\u00e3o para controlar a press\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>\u201cA hipertens\u00e3o \u00e9 o principal fator de risco para o desenvolvimento de doen\u00e7a cardiovascular. Por isso, \u00e9 importante saber qual o medicamento que funciona melhor para baixar a press\u00e3o do paciente\u201d, ressaltou a professora Sandra Fuchs. Segundo ela, o diur\u00e9tico feito \u00e0 base de clortalidonia e amilorida \u00e9 um medicamento de baixo custo, mais barato que a Losartana.<\/p>\n<p>A pesquisadora, no entanto, disse que respeita a autonomia e a convic\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos para prescrever medicamentos. \u201cO que o nosso estudo faz \u00e9 trazer novas informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o estavam dispon\u00edveis e, a partir disso, as pessoas t\u00eam de reconhecer que a pesquisa, sendo v\u00e1lida, est\u00e1 mostrando qual \u00e9 o tratamento que funciona melhor\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Daniel Isaia &#8211; Correspondente da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: A\u00e9cio Amado<br \/>\n23\/05\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa cient\u00edfica de \u00e2mbito nacional coordenada por pesquisadores do Hospital de Cl\u00ednicas de Porto Alegre (HCPA) mostrou que o tratamento contra a press\u00e3o alta \u00e9 mais eficaz quando iniciado na fase de pr\u00e9-hipertens\u00e3o. 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