{"id":11410,"date":"2009-09-12T10:16:40","date_gmt":"2009-09-12T14:16:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=11410"},"modified":"2009-09-12T10:16:40","modified_gmt":"2009-09-12T14:16:40","slug":"auto-exame-e-instrumento-eficaz-para-o-diagnostico-precoce-do-cancer-de-pele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/auto-exame-e-instrumento-eficaz-para-o-diagnostico-precoce-do-cancer-de-pele\/11410","title":{"rendered":"Auto-exame \u00e9 instrumento eficaz para o diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de pele"},"content":{"rendered":"<p>No Brasil, o c\u00e2ncer de pele \u00e9 o tipo de tumor maligno de maior incid\u00eancia tanto em homens quanto em mulheres. O \u00faltimo levantamento do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA) estimou cerca de 120 mil novos casos em 2008, e sua incid\u00eancia vem aumentando mundialmente. A letalidade do c\u00e2ncer de pele n\u00e3o \u00e9 considerada alta, entretanto, a demora no diagn\u00f3stico pode causar graves complica\u00e7\u00f5es. Por esse motivo, dermatologistas t\u00eam recomendado, al\u00e9m das medidas de fotoprote\u00e7\u00e3o, a realiza\u00e7\u00e3o do auto-exame da pele (leia mais abaixo). &#8220;Ele pode ser um \u00f3timo instrumento para a detec\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer de pele ou sua preven\u00e7\u00e3o. Levantada a suspeita, deve-se procurar imediatamente por um dermatologista, que realizar\u00e1 os exames adequados para a confirma\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da presen\u00e7a de um tumor maligno&#8221;, orienta o Dr. Mauro Enokihara, dermatologista conselheiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia &#8211; Regional S\u00e3o Paulo (SBD-SP) e Presidente do Grupo Brasileiro de Melanoma.\u00a0<br \/>\nO m\u00e9dico alerta, no entanto, que o auto-exame \u00e9 apenas uma maneira de o paciente auxiliar o m\u00e9dico no diagn\u00f3stico precoce. &#8220;A hip\u00f3tese de c\u00e2ncer s\u00f3 pode ser confirmada ou descartada pelos exames espec\u00edficos realizados pelo dermatologista. Todo tipo de altera\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea deve ser motivo para se procurar o dermatologista para elucida\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica&#8221;. Indiv\u00edduos de pele, cabelo e olhos claros que t\u00eam maior risco de desenvolverem c\u00e2ncer de pele e, por isso, observar atentamente sinais pigmentados diferentes na pele. &#8220;\u00c9 importante ressaltar, tamb\u00e9m, que existe o melanoma das extremidades (m\u00e3os, p\u00e9s e nas unhas) que \u00e9 mais comum na ra\u00e7a negra&#8221;, completa o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Entretanto, qualquer indiv\u00edduo que perceba uma pinta ou mancha de cor acastanhada, de formato e bordas irregulares, com tonalidades de cores diferentes e altera\u00e7\u00e3o de tamanho, deve levar em conta a possibilidade de melanoma. &#8220;O fato de se ter alguma dessas altera\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 o suficiente para se suspeitar de melanoma. Mas se elas est\u00e3o se modificando, o paciente deve, ent\u00e3o, procurar o m\u00e9dico dermatologista para elucidar o diagn\u00f3stico&#8221;, esclarece Dr. Mauro Enokihara. Feridas que n\u00e3o cicatrizam ou les\u00f5es cut\u00e2neas aumentando de tamanho tamb\u00e9m est\u00e3o inclu\u00eddas entre os sinais suspeitos, que merecem uma elucida\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s faixas et\u00e1rias, devem ter cuidado redobrado adultos de 20 a 50 anos, que s\u00e3o os mais afetados pelo melanoma, o tipo mais perigoso de c\u00e2ncer de pele. Idosos acima dos 60 anos tamb\u00e9m devem ter aten\u00e7\u00e3o especial, pois essa \u00e9 a faixa et\u00e1ria em que \u00e9 maior a incid\u00eancia de c\u00e2nceres de pele n\u00e3o melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular). &#8220;Para indiv\u00edduos que apresentam maior risco, \u00e9 recomend\u00e1vel a realiza\u00e7\u00e3o do auto-exame a cada tr\u00eas meses e no corpo todo&#8221;, orienta o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Para concluir o diagn\u00f3stico, existem dois exames espec\u00edficos que o dermatologista pode realizar. Um deles \u00e9 o chamado exame dermatosc\u00f3pico, tamb\u00e9m conhecido como microscopia de superf\u00edcie. \u00c9 feito com um aparelho que, colocado sobre a pinta ou sinal suspeito de melanoma, aumenta a imagem de 10 a 40 vezes. &#8220;Pela visualiza\u00e7\u00e3o das estruturas encontradas pode-se levar \u00e0 suspei\u00e7\u00e3o de que se trata de les\u00e3o benigna ou maligna, sem cortes ou invas\u00e3o da pele&#8221;, diz o m\u00e9dico. Outro exame \u00e9 o histopatol\u00f3gico, ou anatomopatol\u00f3gico, um exame mais invasivo, por\u00e9m, mais preciso. Consiste na realiza\u00e7\u00e3o de um bi\u00f3psia, ou seja, sob anestesia local, remove-se a pinta ou mancha suspeita com l\u00e2mina de bisturi ou um aparelho pr\u00f3prio para esta finalidade. O material \u00e9 enviado para laborat\u00f3rio de anatomia patol\u00f3gica onde ser\u00e1 processado e depois examinado pelo patologista, que atrav\u00e9s da descri\u00e7\u00e3o microsc\u00f3pica poder\u00e1 definir se h\u00e1 les\u00e3o benigna ou maligna.<\/p>\n<p>Auto-exame: como proceder<\/p>\n<p>Para realizar o auto-exame, basta colocar-se diante de um espelho e observar cuidadosamente o corpo de frente e de costas, dos lados direito e esquerdo para examinar:<\/p>\n<p>1) Rosto;<br \/>\n2) Tronco;<br \/>\n3) Pernas;<br \/>\n4) Antebra\u00e7os e bra\u00e7os, inclusive axilas;<br \/>\n5) M\u00e3os e p\u00e9s, tanto as faces dorsal, como palmas e plantas, e tamb\u00e9m os espa\u00e7os entre os dedos;<br \/>\n6) Com o aux\u00edlio de um espelho de m\u00e3o, examinar costas, a parte de tr\u00e1s do pesco\u00e7o e o couro cabeludo, separando os cabelos com um pente, e tamb\u00e9m a regi\u00e3o genital e perianal.<\/p>\n<p>Uma maneira simples para lembrar-se que tipo de sinais devem ser observados \u00e9 a chamada regra do ABCD:<\/p>\n<p>A (assimetria) &#8211; uma metade da pinta n\u00e3o se parece com a outra;<br \/>\nB (borda) &#8211; significa contorno irregular e com fraca defini\u00e7\u00e3o;<br \/>\nC (cor) &#8211; pinta que apresenta varia\u00e7\u00e3o de cor de uma \u00e1rea para outra, podendo variar das tonalidades marrom, preto e at\u00e9 branco, vermelho e azul;<br \/>\nD (dimens\u00e3o) &#8211; sinais ou manchas pigmentadas que possuem di\u00e2metro maior que 6 mm, o equivalente a um l\u00e1pis comum.<\/p>\n<p>O auto-exame, se realizado com freq\u00fc\u00eancia, ajuda a conhecer sinais preexistentes, ou aqueles que apresentam modifica\u00e7\u00f5es ao longo do tempo. Caso haja alguma suspeita, o procedimento auxiliar\u00e1 o diagn\u00f3stico precoce, fundamental no tratamento<\/p>\n<p>de todos os tipos de c\u00e2ncer. O reconhecimento de tumores malignos nas fases iniciais pode at\u00e9 mesmo levar \u00e0 cura do tumor, evitando que a doen\u00e7a atinja outras partes do corpo.<\/p>\n<p>Sobre a SBD-SP<\/p>\n<p>A Sociedade Brasileira de Dermatologia &#8211; Regional do Estado de S\u00e3o Paulo (SBD-SP) \u00e9 uma entidade m\u00e9dica sem fins lucrativos, organizada com a finalidade de fomentar a pesquisa, o ensino e o aprimoramento cient\u00edfico da dermatologia como especialidade m\u00e9dica. Fundada em 1970, a SBD-SP congrega atualmente mais de 2.000 associados. A entidade organiza uma s\u00e9rie de eventos durante todo o ano, como os Cursos de Educa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Continuada em Dermatologia (CEMC-D), as Jornadas, a RADESP (Reuni\u00e3o Anual dos Dermatologistas do Estado de S\u00e3o Paulo, realizada no final de cada ano), e cursos sobre essa especialidade voltados exclusivamente para jornalistas. Al\u00e9m dos eventos regionais, a SBD-SP d\u00e1 apoio aos eventos e iniciativas da SBD Nacional, como a Campanha contra o C\u00e2ncer de Pele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, o c\u00e2ncer de pele \u00e9 o tipo de tumor maligno de maior incid\u00eancia tanto em homens quanto em mulheres. O \u00faltimo levantamento do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA) estimou cerca de 120 mil novos casos em 2008, e sua incid\u00eancia vem aumentando mundialmente. 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