{"id":1182,"date":"2009-05-05T15:09:19","date_gmt":"2009-05-05T19:09:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=1182"},"modified":"2009-05-05T15:12:00","modified_gmt":"2009-05-05T19:12:00","slug":"maternidade-e-trabalho-uma-relacao-que-pode-ser-harmoniosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/maternidade-e-trabalho-uma-relacao-que-pode-ser-harmoniosa\/1182","title":{"rendered":"Maternidade e trabalho: uma rela\u00e7\u00e3o que pode ser harmoniosa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; \"><span>A hist\u00f3ria da mulher no mercado de trabalho, no Brasil, est\u00e1 sendo escrita com base, fundamentalmente, em dois quesitos: a queda da taxa de fecundidade e o aumento no n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o feminina. Estes fatores v\u00eam acompanhando, passo a passo, a crescente inser\u00e7\u00e3o da mulher no mercado e a eleva\u00e7\u00e3o de sua renda. Em 1990, a parcela feminina chegava a 34,4%. Em 2006, as mulheres ocupavam quase 42% dos postos de trabalho. A m\u00e3o-de-obra feminina est\u00e1 permeada em todos os setores. S\u00e3o raros, atualmente, os segmentos exclusivamente masculinos. Elas est\u00e3o cada vez mais conquistando posi\u00e7\u00f5es&#8230; No entanto, ainda falta muito para alcan\u00e7arem uma posi\u00e7\u00e3o de igualdade em rela\u00e7\u00e3o aos homens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; line-height: normal; \"><span style=\"font-size: 12pt; \">Para consolidar sua posi\u00e7\u00e3o no mercado, a mulher tem adiado, cada vez mais, projetos pessoais, como a maternidade. A redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de filhos \u00e9 um dos fatores que tem contribu\u00eddo para facilitar a presen\u00e7a da m\u00e3o-de-obra feminina. \u201cA redu\u00e7\u00e3o da fecundidade ocorreu com mais intensidade nas d\u00e9cadas de 70 e 80. Os anos 90 j\u00e1 come\u00e7aram com uma taxa baixa de fecundidade: 2,6% que cai para 2,3% no fim da d\u00e9cada. Com menos filhos, as mulheres puderam conciliar melhor o papel de m\u00e3e e trabalhadora\u201d, afirma o ginecologista e obstetra, Al\u00e9ssio Calil Mathias, diretor da Cl\u00ednica Genesis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; line-height: normal; \"><span style=\"font-size: 12pt; \">As rea\u00e7\u00f5es sobre a gravidez de uma funcion\u00e1ria nem sempre foram tratadas com amistosidade no mundo corporativo. At\u00e9 algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s, em muitas companhias existiam restri\u00e7\u00f5es para a admiss\u00e3o de mulheres em geral, e a faixa et\u00e1ria mais atingida era entre 20 e 30 anos. A gravidez representava altos custos na folha de pagamento da empresa. \u201cHoje, observamos uma mudan\u00e7a na postura das organiza\u00e7\u00f5es e isso se deve \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o e \u00e0 maturidade da mulher no campo profissional e ao pr\u00f3prio aumento da competitividade nas coloca\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d, afirma Alessio Calil Mathias.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: normal; \"><strong><em><span style=\"font-size: 12pt; \">Trabalho x gravidez<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><span><span>No af\u00e3 de se tornar uma pessoa realizada e bem-sucedida, n\u00e3o \u00e9 de hoje que a mulher vem se dedicando de corpo e alma \u00e0 vida profissional. Considerada competente, pr\u00f3-ativa e orientada para resultados, sente que conquistou seu espa\u00e7o no mercado de trabalho e, portanto, pode respirar aliviada.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><span><span>Com a carreira nos trilhos, a mulher passa a achar que chegou a hora de realizar o antigo sonho da maternidade. \u201cQuem j\u00e1 passou por isso, no entanto, sabe que tomar a decis\u00e3o de engravidar nem sempre \u00e9 f\u00e1cil. Equilibrar-se nos pap\u00e9is de m\u00e3e e profissional \u00e9 um dos principais desafios da mulher\u201d, defende a psic\u00f3loga V\u00e2nia Botelho, que integra o corpo cl\u00ednico da Genesis.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>Foi-se o tempo em que ser m\u00e3e era motivo para uma mulher desistir de uma carreira bem-sucedida. \u201cHoje, as profissionais est\u00e3o se dando conta de que a maternidade potencializa as compet\u00eancias e ajuda na gest\u00e3o da carreira e dos neg\u00f3cios. Mas para que esta experi\u00eancia possa ser bem sucedida, \u00e9 preciso que a mulher abra espa\u00e7o para a maternidade na sua vida\u201d, diz a psic\u00f3loga.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>A seguir a especialista relaciona algumas atitudes que podem auxiliar a mulher que deseja ser m\u00e3e:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 40.5pt; text-align: justify; text-indent: -22.5pt; \"><strong><span><span>1)<span style=\"font: normal normal normal 7pt\/normal 'Times New Roman'; \">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/span><\/span><\/span><\/strong><strong><span>Planeje a gravidez \u2013<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/span><\/strong><span>levando-se em considera\u00e7\u00e3o o local em que se trabalha,<strong><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/strong>\u00e9 poss\u00edvel<strong><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/strong>planejar a gravidez e comunicar a decis\u00e3o \u00e0 empresa com anteced\u00eancia. Esta \u00e9 uma das maneiras eficientes de evitar eventuais conflitos. \u00c9 poss\u00edvel tirar a licen\u00e7a-maternidade num momento mais sossegado da vida profissional. Al\u00e9m disto, com exce\u00e7\u00e3o de indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica contr\u00e1ria, as mulheres gr\u00e1vidas podem trabalhar, normalmente, at\u00e9 o nono m\u00eas;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 40.5pt; text-align: justify; text-indent: -22.5pt; \"><strong><span><span>2)<span style=\"font: normal normal normal 7pt\/normal 'Times New Roman'; \">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/span><\/span><\/span><\/strong><strong><span>Prepare o seu sucessor \u2013<\/span><\/strong><span><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>al\u00e9m de planejar o melhor momento para engravidar, uma boa medida \u00e9 preparar pessoas capazes para assumir suas tarefas, durante a licen\u00e7a-maternidade. \u201cA empresa precisa continuar a andar, para que a aus\u00eancia da profissional n\u00e3o provoque ressentimento nos colegas\u201d, alerta V\u00e2nia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong><em><span>Ap\u00f3s a gravidez, nada de culpa<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><span lang=\"PT\">De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Sebrae (Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas ) e realizada pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que rastreia o empreendedorismo em 31 pa\u00edses do mundo, aconteceu um grande salto feminino nesse segmento. O percentual de pequenos neg\u00f3cios abertos por elas saltou de 29%, em 2000, para 46%, em 2003. Enquanto os homens investem em um novo empreendimento mais por oportunidade, grande parte das mulheres arrega\u00e7am as mangas por necessidade. A maioria das brasileiras \u00e9 m\u00e3e (51%), segundo pesquisa realizada pelo IBOPE M\u00eddia, chamada M\u00e3es Contempor\u00e2neas, na qual foram analisadas mulheres das oito principais regi\u00f5es metropolitanas do Pa\u00eds. Do total de m\u00e3es, 68% acham dif\u00edcil conciliar trabalho, maternidade e casamento. Para as que trabalham (67%), a profiss\u00e3o significa realiza\u00e7\u00e3o pessoal (90%) e independ\u00eancia (81%). Por\u00e9m, mais da metade das entrevistadas gostaria de dedicar mais tempo aos filhos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>As mulheres, em geral, sentem imensa culpa e ficam inseguras em deixar o beb\u00ea para voltar \u00e0 rotina do trabalho. \u201cSe a m\u00e3e se sente muito dividida em retomar a atividade profissional, uma alternativa \u00e9 investigar as causas da culpa, por meio de psicoterapia ou de alguma outra atividade que a coloque em contato consigo mesma\u201d, aconselha a psic\u00f3loga V\u00e2nia Botelho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>Para auxiliar as mulheres nesta etapa da vida, a especialista faz algumas recomenda\u00e7\u00f5es:<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.4pt; text-align: justify; line-height: normal; \"><strong><span style=\"font-size: 12pt; \">1)Potencialize o seu tempo de trabalho \u2013<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: 12pt; \">eliminar a culpa da m\u00e3e que trabalha fora n\u00e3o \u00e9 tarefa das mais f\u00e1ceis. Mas \u00e9 poss\u00edvel controlar a ang\u00fastia desse conflito. \u201cEm primeiro lugar, a mulher precisa do apoio da fam\u00edlia, principalmente do marido. Tamb\u00e9m n\u00e3o deve sofrer por exercer a maternidade. A mulher tem direitos garantidos por lei, como licen\u00e7a-maternidade e amamenta\u00e7\u00e3o durante o expediente&quot;, lembra a psic\u00f3loga. E por fim, para exercer a profiss\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio organizar a rotina da crian\u00e7a, confiando sua guarda a terceiros;<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-left: 35.4pt; text-align: justify; line-height: normal; \"><strong><span style=\"font-size: 12pt; \">2)Se for necess\u00e1rio, diminua a sua jornada de trabalho, mas n\u00e3o pare de trabalhar em fun\u00e7\u00e3o do beb\u00ea &#8211;<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 12pt; \"><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>trabalhar meio per\u00edodo funciona como um processo de adapta\u00e7\u00e3o para m\u00e3e e filho. \u201cDaqui a dez anos esses beb\u00eas v\u00e3o reivindicar\u00a0 independ\u00eancia e desenvolver os pr\u00f3prios interesses.V\u00e3o se orgulhar da m\u00e3e e de suas realiza\u00e7\u00f5es. \u00c9 importante a mulher agir, consciente dessa evolu\u00e7\u00e3o, sempre considerando os dois lados da rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e e filho para fazer a melhor escolha para ambos\u201d, orienta V\u00e2nia Botelho,<\/span><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria da mulher no mercado de trabalho, no Brasil, est\u00e1 sendo escrita com base, fundamentalmente, em dois quesitos: a queda da taxa de fecundidade e o aumento no n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o feminina. 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