{"id":122590,"date":"2017-10-04T00:37:18","date_gmt":"2017-10-04T03:37:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=122590"},"modified":"2017-10-03T15:42:37","modified_gmt":"2017-10-03T18:42:37","slug":"gestantes-devem-ser-testadas-mais-de-uma-vez-para-a-presenca-do-zika","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/gestantes-devem-ser-testadas-mais-de-uma-vez-para-a-presenca-do-zika\/122590","title":{"rendered":"Gestantes devem ser testadas mais de uma vez para a presen\u00e7a do Zika"},"content":{"rendered":"<p> Karina Toledo\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Testes moleculares para detec\u00e7\u00e3o do v\u00edrus <strong><em>Zika<\/em><\/strong> \u2013 que permitem identificar o material gen\u00e9tico do pat\u00f3geno em fluidos como sangue, urina, s\u00eamen e saliva durante a fase aguda da infec\u00e7\u00e3o \u2013 t\u00eam sido usados rotineiramente no pr\u00e9-natal de gestantes com sintomas da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Apesar disso, um novo estudo sugere que o resultado negativo obtido em um \u00fanico exame pode n\u00e3o ser suficiente para tranquilizar familiares e m\u00e9dicos. Feito no Brasil, o trabalho ser\u00e1 publicado em novembro na revista\u00a0.<\/p>\n<p>\u201cAcompanhamos um grupo de gestantes com diagn\u00f3stico confirmado de Zika e testamos sua urina ao longo de v\u00e1rios meses \u2013 com intervalos de aproximadamente uma semana. Em algumas dessas mulheres, a carga viral na urina sumia e depois voltava a aparecer\u201d, disse Maur\u00edcio Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (Famerp) e coordenador da pesquisa\u00a0.<\/p>\n<p>O trabalho incluiu 13 mulheres em diferentes est\u00e1gios da gesta\u00e7\u00e3o (de 4 a 38 semanas), atendidas no Hospital da Crian\u00e7a e Maternidade (HCM) de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Segundo Nogueira, em uma das volunt\u00e1rias foi poss\u00edvel detectar o v\u00edrus na urina por at\u00e9 sete meses. Em cinco mulheres, o resultado voltou a dar positivo para a presen\u00e7a do v\u00edrus mesmo ap\u00f3s a carga ter zerado em exames anteriores. Em todos os casos, o pat\u00f3geno desapareceu do organismo logo ap\u00f3s o parto.<\/p>\n<p>\u201cEsses dados sugerem que, durante a gravidez, o v\u00edrus continua se replicando na crian\u00e7a ou na placenta \u2013 que servem de reservat\u00f3rio para o pat\u00f3geno. Por\u00e9m, a carga viral nos fluidos maternos \u00e9 intermitente e muito baixa, quase no limiar da detec\u00e7\u00e3o\u201d, disse Nogueira.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, nos casos em que o resultado do teste molecular d\u00e1 negativo, o ideal seria repetir o exame pelo menos mais duas vezes, com intervalos n\u00e3o inferiores a uma semana.<\/p>\n<p>\u201cCostumamos fazer esse tipo de exame com amostras de urina por ser mais f\u00e1cil de obter e tamb\u00e9m porque no sangue a carga viral \u00e9 ainda mais baixa e desaparece mais rapidamente\u201d, disse.<\/p>\n<p>Tr\u00eas das mulheres acompanhadas no estudo tiveram beb\u00eas com complica\u00e7\u00f5es provavelmente causadas pelo Zika \u2013 dois apresentaram altera\u00e7\u00f5es nos testes de audi\u00e7\u00e3o e um nasceu com um cisto no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi poss\u00edvel estabelecer uma correla\u00e7\u00e3o entre o n\u00famero de vezes que o v\u00edrus foi detectado na m\u00e3e e a ocorr\u00eancia de desfechos adversos. \u201cPara isso ser\u00e3o necess\u00e1rios novos estudos com um n\u00famero maior de participantes\u201d, disse Nogueira.<\/p>\n<p>Teste polivalente<\/p>\n<p>Um novo teste r\u00e1pido que permite identificar em amostras de sangue tanto o v\u00edrus Zika como os quatro sorotipos do v\u00edrus da dengue durante a fase aguda da infec\u00e7\u00e3o foi descrito por um grupo internacional em\u00a0\u00a0recentemente na revista\u00a0Science Translational Medicine, com coautoria de Nogueira.<\/p>\n<p>Segundo os autores, o m\u00e9todo tem baixo custo e n\u00e3o oferece risco de rea\u00e7\u00e3o cruzada como outros testes. Composto por uma fita com anticorpos que muda de cor na presen\u00e7a de uma prote\u00edna viral conhecida como NS1, o teste imunocromatogr\u00e1fico foi desenvolvido no Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A valida\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo contou com a colabora\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es de pesquisa de diversos pa\u00edses, entre elas a Famerp. \u201cTestamos em amostras de sangue de pacientes com diagn\u00f3stico confirmado tanto de dengue como de Zika atendidos no Hospital de Base de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto\u201d, disse Nogueira.<\/p>\n<p>O trabalho foi conduzido no \u00e2mbito dos projetos &#8220;&#8221;\u00a0e &#8220;&#8221;, apoiados pela FAPESP. Tamb\u00e9m colaboraram cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais, da Universidade Federal de Sergipe, da Fiocruz e do Instituto Evandro Chagas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Karina Toledo\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Testes moleculares para detec\u00e7\u00e3o do v\u00edrus Zika \u2013 que permitem identificar o material gen\u00e9tico do pat\u00f3geno em fluidos como sangue, urina, s\u00eamen e saliva durante a fase aguda da infec\u00e7\u00e3o \u2013 t\u00eam sido usados rotineiramente no pr\u00e9-natal de gestantes com sintomas da doen\u00e7a. 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