{"id":147306,"date":"2018-07-29T23:53:56","date_gmt":"2018-07-30T02:53:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=147306"},"modified":"2018-07-29T23:53:56","modified_gmt":"2018-07-30T02:53:56","slug":"sintomas-respiratorios-persistentes-podem-indicar-outras-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/sintomas-respiratorios-persistentes-podem-indicar-outras-doencas\/147306","title":{"rendered":"Sintomas respirat\u00f3rios persistentes podem indicar outras doen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p> A vida moderna est\u00e1 mais intensa, com tantos compromissos e falta de tempo livre, que n\u00e3o \u00e9 incomum subestimarmos os sinais que o organismo mostra quando h\u00e1 algo errado. Com a queda da temperatura, comum no outono e no inverno, os casos de gripe costumam aumentar. &#8220;Tosse, espirros, falta de ar, chiado, dificuldade para respirar e dor no peito s\u00e3o frequentes nesses casos, mas, se houver persist\u00eancia do quadro, o ideal \u00e9 procurar ajuda m\u00e9dica para investigar o que est\u00e1 acontecendo&#8221;, esclarece o Dr. Carlos Henrique Teixeira, m\u00e9dico oncologista do Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz. Sintomas como falta de ar, dor para respirar e emagrecimento, associados a tosse persistente, podem significar algo mais s\u00e9rio, como o <strong><em>c\u00e2ncer de pulm\u00e3o<\/em><\/strong> &#8211; um dos tumores mais incidentes no mundo, com mais de um milh\u00e3o de casos novos por ano2. <\/p>\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 a principal causa de morte entre todos os tipos de c\u00e2ncer, sendo respons\u00e1vel por 19,4% de todos os \u00f3bitos de c\u00e2ncer no mundo3. Segundo o INCA (Instituto Nacional do C\u00e2ncer), para 2018 est\u00e3o previstos no Brasil 31.270 novos casos, sendo 18.740 em homens, e 12.530 em mulheres3.<\/p>\n<p>&#8220;Como os sintomas s\u00e3o, na maioria das vezes, respirat\u00f3rios, eles podem ser confundidos com quadros mais leves e mascararem a doen\u00e7a, fazendo com que o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o aconte\u00e7a em est\u00e1gios avan\u00e7ados&#8221;, alerta o especialista. Outro fator que contribui para o diagn\u00f3stico tardio \u00e9 o aparecimento dos sintomas somente em est\u00e1gios mais avan\u00e7ados4. Al\u00e9m disso, existem mais de 10 subtipos do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o4. Entre 80 e 92% s\u00e3o do tipo n\u00e3o-pequenas c\u00e9lulas (CPNPC)5, dos quais 43,3% s\u00e3o identificados como adenocarcinoma6.<\/p>\n<p>&#8220;Identificar corretamente o subtipo da neoplasia \u00e9 primordial para definir o tratamento mais apropriado e resultados mais eficazes&#8221;, enfatiza o Dr. Carlos Henrique Teixeira. Por exemplo, entre 22 e 33% dos casos de adenocarcinoma ocorrem em raz\u00e3o de muta\u00e7\u00f5es no receptor do fator de crescimento epid\u00e9rmico (EGFR)5 \u2013 subtipo que \u00e9 mais incidente em n\u00e3o fumantes7.<\/p>\n<p>Apesar da letalidade do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, os tratamentos contra esse tipo de tumor evolu\u00edram na \u00faltima d\u00e9cada. A terapia alvo, uma das principais inova\u00e7\u00f5es, atua com maior precis\u00e3o, geralmente em c\u00e9lulas do tumor que possuem muta\u00e7\u00f5es. O afatinibe, por exemplo, indicado como primeira linha de tratamento para pacientes adultos com c\u00e2ncer de pulm\u00e3o de n\u00e3o-pequenas c\u00e9lulas (CPNPC), com histologia de adenocarcinoma e muta\u00e7\u00f5es de EGFR, faz parte desta lista de medicamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o9.<\/p>\n<p>O estudo cl\u00ednico LUX-Lung 7, publicado em 2016, comprovou esses resultados positivos. Pacientes tratados com o afatinibe apresentaram mais que o dobro da probabilidade de sobrevida e aus\u00eancia de progress\u00e3o da doen\u00e7a em 2 anos, em compara\u00e7\u00e3o com gefitinibe10. Al\u00e9m de ser superior em efic\u00e1cia, o medicamento possui bom perfil de seguran\u00e7a, possibilitando a melhora significativa dos sintomas da doen\u00e7a e da qualidade de vida dos pacientes11.<\/p>\n<p>&#8220;A variedade dos subtipos da doen\u00e7a torna os exames para a identifica\u00e7\u00e3o exata de cada subtipo essenciais para a escolha do melhor tratamento, como no caso das muta\u00e7\u00f5es do EGFR&#8221;, defende o oncologista. Mas vale ressaltar que geralmente os primeiros exames utilizados para constatar a presen\u00e7a do tumor s\u00e3o os exames de imagem, como a radiografia e a tomografia de t\u00f3rax4.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do subtipo adenocarcinoma, h\u00e1 duas outras formas de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o n\u00e3o-pequenas c\u00e9lulas (CPNPC): grandes c\u00e9lulas (menos comum, afetando pouco mais de 4% dos pacientes com CPNPC) e o escamoso (aproximadamente 1\/4 dos casos de CPNPC) 12.<\/p>\n<p>O que causa o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o<\/p>\n<p>Apesar do tabagismo ser a principal causa do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, a neoplasia tamb\u00e9m acomete n\u00e3o fumantes13 e fumantes passivos14. O adenocarcinoma com muta\u00e7\u00f5es no receptor do fator de crescimento epid\u00e9rmico (EGFR), por exemplo, \u00e9 mais incidente em n\u00e3o fumantes7.<\/p>\n<p>Dentre as demais causas envolvidas no c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, al\u00e9m do fator gen\u00e9tico, est\u00e3o a inala\u00e7\u00e3o de alguns agentes qu\u00edmicos t\u00f3xicos e a polui\u00e7\u00e3o1.<\/p>\n<p>Sobre a Boehringer Ingelheim<\/p>\n<p>A Boehringer Ingelheim \u00e9 uma das 20 principais farmac\u00eauticas do mundo e possui cerca de 50.000 funcion\u00e1rios globalmente. Atua h\u00e1 mais de 130 anos para trazer solu\u00e7\u00f5es inovadoras em suas tr\u00eas \u00e1reas de neg\u00f3cios: sa\u00fade humana, sa\u00fade animal e fabrica\u00e7\u00e3o de biof\u00e1rmacos. Em 2016, obteve vendas l\u00edquidas de cerca de \u20ac 15.9 bilh\u00f5es e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento corresponderam a 19,6% do faturamento l\u00edquido (mais de \u20ac 3 bilh\u00f5es). No Brasil h\u00e1 mais de 60 anos, a Boehringer Ingelheim possui escrit\u00f3rios em S\u00e3o Paulo e Campinas, e f\u00e1bricas em Itapecerica da Serra e Paul\u00ednia. A empresa recebeu, em 2018, pelo segundo ano consecutivo, a certifica\u00e7\u00e3o Top Employers, que a elege como uma das melhores empregadoras do mundo por seu diferencial nas iniciativas de recursos humanos. Para mais informa\u00e7\u00f5es, visite www.boehringer-ingelheim.com.br e www.facebook.com\/BoehringerIngelheimBrasil<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>American Cancer Society. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.cancer.org\/cancer\/lung-cancer\/prevention-and-early-detection\/signs-and-symptoms.html. Acesso em abril de 2018.<br \/>\nFerlay J, Soerjomataram I, Ervik M, Dikshit R, Eser S, Mathers C, Rebelo M, Parkin DM, Forman D, Bray, F. GLOBOCAN 2012 v1.0, Cancer Incidence and Mortality Worldwide: IARC CancerBase No. 11 [Internet]. Lyon, France: International Agency for Research on Cancer; 2013. Available from:http:\/\/globocan.iarc.fr, acesso em 22\/maio\/2018.<br \/>\nInstituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca). Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.inca.gov.br\/estimativa\/2018\/casos-taxas-brasil.asp. Acesso em maio de 2018.<br \/>\nA.C. Camargo Cancer Center. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.accamargo.org.br\/tudo-sobre-o-cancer\/pulmao\/33\/. Acesso em maio de 2018.<br \/>\nAraujo LH, Baldotto C, Castro G, et al. Lung cancer in Brazil. J Bras Pneumol. 2018;44(1):55-64.<br \/>\nCosta G, Thuler LC, Ferreira CG. Epidemiological changes in the histological subtypes of 35,018 non-small-cell lung cancer cases in Brazil. Lung Cancer. 2016;97:66-72.<br \/>\nShi Y, Au JS, Thongprasert S, et al. A prospective, molecular epidemiology study of EGFR mutations in Asian patients with advanced non-small-cell lung cancer of adenocarcinoma histology (PIONEER). J Thorac Oncol. 2014;9(2):154-62<br \/>\nYang J, Wu Y-L, Schuler M, et al. Afatinib versus cisplatin chemotherapy for EGFR mutation-positive lungadenocarcinoma (LUX-Lung 3 and LUX-Lung 6): analysis of overall survival data from two randomised, phase 3trials. Lancet Oncol 2015; http:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lancet\/article\/PIIS1470-2045(14)71173-8\/abstract.<br \/>\nBula de Giotrif &#8211; aprovada pela ANVISA no DOU de 29\/02\/16. [acesso em 15\/04\/2016]. Dispon\u00edvel em:http:\/\/pesquisa.in.gov.br\/imprensa\/jsp\/visualiza\/index.jsp?data=29\/02\/2016&#038;jornal=1010&#038;pagina=26&#038;totalArquivos=92.<br \/>\nPark K, Tan EH, O&#8217;byrne K, et al. Afatinib versus gefitinib as first-line treatment of patients with EGFR mutation-positive non-small-cell lung cancer (LUX-Lung 7): a phase 2B, open-label, randomised controlled trial. Lancet Oncol. 2016; 17 :577-89<br \/>\nWu YL, Sequist LV, Hu CP, et al. Updated Analysis of Response and Patient-reported Outcomes (PRO) in Two Large Open-label, Phase III Studies (LUX-Lung 3 and LUX-Lung 6) of Afatinib versus Chemotherapy in Patients with Advanced NSCLC Harbouring EGFR Mutations. P\u00f4ster at ESMO Congress, Madrid, Spain, 26-30 September 2014, 1251P.<br \/>\nMascarenhas E, Lessa G. Perfil cl\u00ednico e s\u00f3cio-demogr\u00e1fico de pacientes com c\u00e2ncer de pulm\u00e3o n\u00e3o-pequenas c\u00e9lulas atendidos num servi\u00e7o privado. J Bras Oncol Clin. 2010;7(22):49-54.<br \/>\nDe Souza MC, Vasconcelos AG, Rebelo MS, Rebelo PA, Cruz OG. Profile of patients with lung cancer assisted at the National Cancer Institute, according to their smoking status, from 2000 to 2007. Rev Bras Epidemiol. 2014;17(1):175-88.<br \/>\nInstituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca). Dispon\u00edvel em:http:\/\/www1.inca.gov.br\/situacao\/arquivos\/causalidade_tabagismo.pdf. Acesso em abril de 2018.<\/p>\n<p>Victor Sartori<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida moderna est\u00e1 mais intensa, com tantos compromissos e falta de tempo livre, que n\u00e3o \u00e9 incomum subestimarmos os sinais que o organismo mostra quando h\u00e1 algo errado. 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