{"id":153059,"date":"2018-09-26T23:16:02","date_gmt":"2018-09-27T02:16:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=153059"},"modified":"2018-09-26T23:16:02","modified_gmt":"2018-09-27T02:16:02","slug":"abertura-de-dados-de-pesquisa-torna-uso-de-recursos-mais-eficiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/abertura-de-dados-de-pesquisa-torna-uso-de-recursos-mais-eficiente\/153059","title":{"rendered":"Abertura de dados de pesquisa torna uso de recursos mais eficiente"},"content":{"rendered":"<p> Andr\u00e9 Juli\u00e3o\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Nove meses depois de\u00a0\u00a0que o Brasil \u00e9 o pa\u00eds com o maior n\u00famero de artigos cient\u00edficos em <strong><em>acesso aberto<\/em><\/strong> no mundo, ag\u00eancias de fomento de 11 pa\u00edses europeus e a Comiss\u00e3o Europeia anunciaram que, at\u00e9 2020, toda pesquisa financiada com dinheiro p\u00fablico deve ser publicada em peri\u00f3dicos de acesso aberto, em que n\u00e3o \u00e9 preciso pagar para ler os artigos.<\/p>\n<p>A medida parece ser um caminho inevit\u00e1vel num momento em que a publica\u00e7\u00e3o dos resultados passa a ser cada vez mais aberta e ganham corpo estruturas e pol\u00edticas para tornar mesmo dados n\u00e3o associados a publica\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para outros pesquisadores.<\/p>\n<p>\u201cOs objetivos tanto na Holanda como na Europa s\u00e3o bem ambiciosos. Vemos a chamada\u00a0open science\u00a0como o futuro. Por isso, estamos propondo pol\u00edticas e construindo infraestruturas para fazer do compartilhamento de dados uma realidade\u201d, disse Ingrid Dillo, diretora do Data Archiving and Networked Services (DANS), na Holanda, que h\u00e1 10 anos apoia pesquisadores holandeses na disponibiliza\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o a longo prazo de seus dados. O instituto \u00e9 financiado pela Academia de Artes e Ci\u00eancias da Holanda (KNAW) e pelo principal \u00f3rg\u00e3o de fomento \u00e0 pesquisa do pa\u00eds (NWO).<\/p>\n<p>Dillo foi uma das convidadas do evento\u00a0, ocorrido na sede da FAPESP em 20 de setembro.<\/p>\n<p>O evento contou ainda com representantes das sete universidades p\u00fablicas paulistas, que apresentaram suas iniciativas em compartilhamento e gest\u00e3o de dados. Essas universidades fazem parte de um grupo de trabalho coordenado na FAPESP para cria\u00e7\u00e3o de uma rede de reposit\u00f3rios de dados abertos de pesquisa. A FAPESP reconhece a import\u00e2ncia da gest\u00e3o adequada dos dados de pesquisa como parte essencial das\u00a0.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m como parte dessas iniciativas, houve uma apresenta\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es levadas adiante na SciELO sobre\u00a0open access, com refer\u00eancia a publica\u00e7\u00f5es, uma parte integrante da\u00a0open science.<\/p>\n<p>\u201cEstamos discutindo as novas pr\u00e1ticas e pol\u00edticas da FAPESP que est\u00e3o sendo seguidas e implementadas na \u00e1rea de ci\u00eancia aberta e dados abertos\u201d, disse\u00a0, professora do Instituto de Computa\u00e7\u00e3o da Unicamp e membro da Coordena\u00e7\u00e3o do\u00a0, organizadora do evento.<\/p>\n<p>\u201cNa Holanda, isso \u00e9 algo consolidado, s\u00e3o mais de 10 anos de trabalho para a cria\u00e7\u00e3o de um sistema de dados abertos. No Canad\u00e1, \u00e9 uma iniciativa mais recente, mas j\u00e1 com grandes reposit\u00f3rios que podem nos ajudar no Brasil\u201d, disse Medeiros \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cO que estamos tentando fazer no Canad\u00e1 \u00e9 criar parcerias entre v\u00e1rios setores, como bibliotecas, pesquisadores e provedores de infraestrutura. Essas parcerias apenas reafirmam os esfor\u00e7os que cada grupo pode trazer para permitir criar melhores servi\u00e7os para os nossos pesquisadores. Esse pode ser um modelo para as ag\u00eancias de fomento brasileiras\u201d, disse Lee Wilson, gerente de sistemas da Portage Network, iniciativa criada em 2015 pela Canadian Association of Research Libraries, outro dos palestrantes do evento.<\/p>\n<p>Open data: open science<\/p>\n<p>\u201cA no\u00e7\u00e3o de ter os dados abertos permite que uma gama de pesquisadores possa colaborar tanto do ponto de vista da pesquisa como compartilhando conhecimento, reutilizando resultados, dados e m\u00e9todos de outros. Isso ajuda a criar tecnologia, ci\u00eancia, conhecimento, riqueza econ\u00f4mica e social\u201d, disse Medeiros.<\/p>\n<p>Um exemplo de uso de dados compartilhados est\u00e1 em estudos na \u00e1rea de gen\u00f4mica, como os conduzidos por\u00a0, pesquisador do Instituto de Matem\u00e1tica, Estat\u00edstica e Computa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (IMECC) da Unicamp e membro do comit\u00ea gestor da Brazilian Initiative on Precision Medicine (BIPMed).<\/p>\n<p>Carvalho \u00e9 um dos respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o de uma nova ferramenta que poder\u00e1 facilitar a identifica\u00e7\u00e3o de variantes gen\u00e9ticas causadoras de doen\u00e7as (leia mais em\u00a0).<\/p>\n<p>\u201cOs custos de produ\u00e7\u00e3o de dados na \u00e1rea de gen\u00f4mica s\u00e3o relativamente elevados e a disponibilidade de indiv\u00edduos que doem amostras de DNA e RNA s\u00e3o bastante restritas. Portanto, a estrat\u00e9gia de\u00a0open science\u00a0e\u00a0open data\u00a0tem sido essencial para as tarefas que executamos\u201d, disse Carvalho.<\/p>\n<p>Ele explica que pode utilizar, por exemplo, um conjunto de dados que tenham sido produzidos por outros grupos de pesquisa, de forma a aumentar o poder estat\u00edstico das infer\u00eancias que pode fazer em suas an\u00e1lises. \u201cDois grupos podem analisar juntos os dados gerados por cada um separadamente\u201d, disse Carvalho, que tamb\u00e9m \u00e9 da Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa da Unicamp e representou o pr\u00f3-reitor no evento.<\/p>\n<p>Transpar\u00eancia<\/p>\n<p>Al\u00e9m do compartilhamento de resultados e dados, que podem ser reaproveitados em outras pesquisas, outras vantagens da\u00a0open science\u00a0\u00e9 a transpar\u00eancia e a reprodutibilidade. N\u00e3o por acaso a Holanda tem uma iniciativa t\u00e3o forte nesse campo.<\/p>\n<p>Em 2011, ficaram conhecidos casos de fraude em pesquisas naquele pa\u00eds, que acarretaram em demiss\u00f5es e uma grave crise de reputa\u00e7\u00e3o para as universidades que empregavam os pesquisadores que forjaram resultados.<\/p>\n<p>\u201cOs casos de fraude na Holanda acabaram sendo um tipo de b\u00ean\u00e7\u00e3o [para que tiv\u00e9ssemos apoio para fazer com que isso n\u00e3o ocorra novamente]. Tivemos um psic\u00f3logo e pessoas das ci\u00eancias m\u00e9dicas que forjaram trabalhos. Eles produziram artigos que chamaram muita aten\u00e7\u00e3o, mas no final soube-se que eles n\u00e3o tinham feito pesquisa de verdade e os dados n\u00e3o existiam\u201d, disse Dillo.<\/p>\n<p>Segundo a diretora do Data Archiving and Networked Services, esse foi um grande golpe para as universidades holandesas.<\/p>\n<p>\u201cO resultado bom que veio disso \u00e9 que hoje os dirigentes das universidades est\u00e3o muito mais atentos para o fato de que os dados s\u00e3o muito importantes. Depois desses casos, eles fizeram muitos esfor\u00e7os para definir pol\u00edticas de dados e tamb\u00e9m criar infraestruturas computacionais onde eles possam ser armazenados de forma adequada\u201d, disse Dillo.<\/p>\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es do evento Open Science \/ Open Data: Challenges and Best Practices in Scientific Data Management est\u00e3o dispon\u00edveis em:\u00a0.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Juli\u00e3o\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Nove meses depois de\u00a0\u00a0que o Brasil \u00e9 o pa\u00eds com o maior n\u00famero de artigos cient\u00edficos em acesso aberto no mundo, ag\u00eancias de fomento de 11 pa\u00edses europeus e a Comiss\u00e3o Europeia anunciaram que, at\u00e9 2020, toda pesquisa financiada com dinheiro p\u00fablico deve ser publicada em peri\u00f3dicos de acesso aberto, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":148157,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":""},"categories":[351,370],"tags":[],"class_list":{"0":"post-153059","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-cursos","8":"category-inscricao"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=153059"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153059\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148157"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=153059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=153059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=153059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}