{"id":164295,"date":"2019-01-03T00:12:59","date_gmt":"2019-01-03T02:12:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=164295"},"modified":"2019-01-03T00:12:59","modified_gmt":"2019-01-03T02:12:59","slug":"balanca-comercial-brasileira-teve-superavit-de-us-583-bi-em-201","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2019\/balanca-comercial-brasileira-teve-superavit-de-us-583-bi-em-201\/164295","title":{"rendered":"Balan\u00e7a comercial brasileira teve super\u00e1vit de US$ 58,3 bi em 201"},"content":{"rendered":"<p> O saldo da <strong><em>balan\u00e7a comercial<\/em><\/strong> em 2018 foi de US$ 58,3 bilh\u00f5es. De acordo, com o Minist\u00e9rio da Economia, esse \u00e9 o \u201csegundo melhor desempenho registrado desde 1989\u201d. O saldo contabiliza a diferen\u00e7a entre as exporta\u00e7\u00f5es (US$ 239,5 bilh\u00f5es) e as importa\u00e7\u00f5es (US$ 181,2 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>No ano passado, tanto as exporta\u00e7\u00f5es (9,6%) e as importa\u00e7\u00f5es (19,7%) aumentaram em valor monet\u00e1rio. A corrente de com\u00e9rcio, que soma os totais de exporta\u00e7\u00e3o e de importa\u00e7\u00e3o, foi de US$ 420,7 bilh\u00f5es, US$ 52 bilh\u00f5es acima do resultado alcan\u00e7ado em 2017. Conforme o minist\u00e9rio, esse \u00e9 o maior valor em cinco &#8211; desde 2014, \u201cquando somou US$ 454 bilh\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Em nota oficial, o minist\u00e9rio salienta que o crescimento entre 2017 e 2018 das exporta\u00e7\u00f5es \u201c\u00e9 consequ\u00eancia tanto do aumento dos volumes embarcados (4,1%), quanto dos pre\u00e7os (5,1%).<\/p>\n<p>Aas exporta\u00e7\u00f5es de produtos b\u00e1sicos subiram 17,2% e totalizaram US$ 118,9 bilh\u00f5es. Os produtos manufaturados tiveram crescimento de 7,4%, e somaram US$ 86,6 bilh\u00f5es. As exporta\u00e7\u00f5es dos produtos semimanufaturados tiveram queda na compara\u00e7\u00e3o anual (3,1%) e contabilizam US$ 30,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o de produto b\u00e1sico, manufaturado e semimanufaturado depende do grau de elabora\u00e7\u00e3o. Os produtos b\u00e1sicos s\u00e3o aqueles comercializados em estado igual ou pr\u00f3ximo ao encontrado na natureza. Os manufaturados s\u00e3o industrializados, com maior valor agregado. Os semimanufaturados s\u00e3o aqueles foram comercializados antes da forma final de consumo \u2013 como, por exemplo, a celulose antes de ser transformada em papel.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m cresceram em pre\u00e7o e quantidade. Os pre\u00e7os dos artigos importados tiveram aumento de 5,7% e o volume cresceu 13,5%. Combust\u00edveis, insumos e bens de capital foram os principais itens importados.<\/p>\n<p>Mercados e produtos<br \/>\nConforme nota do Minist\u00e9rio da Economia, \u201chouve aumento de importa\u00e7\u00f5es em todas as grandes categorias econ\u00f4micas: bens de capital (US$ 28,6 bilh\u00f5es, +76,5%); bens intermedi\u00e1rios (US$ 104,9 bilh\u00f5es, +11,6%); bens de consumo (US$ 25,5 bilh\u00f5es, +9,1%); e combust\u00edveis e lubrificantes (US$ 22,0 bilh\u00f5es, +24,9%)\u201d.<\/p>\n<p>Houve aumento das exporta\u00e7\u00f5es para os considerados \u201cprincipais mercados\u201d de produtos brasileiros: China, Uni\u00e3o Europeia e Estados Unidos. As transa\u00e7\u00f5es com os chineses renderam US$ 66,6 bilh\u00f5es (alta de 32,2% na compara\u00e7\u00e3o com 2017). Com os europeus, as exporta\u00e7\u00f5es totalizaram US$ 42,1 bilh\u00f5es (mais 20,1%). A venda de produtos aos norte-americanos rendeu US$ 28,8 bilh\u00f5es (mais 6,6%).<\/p>\n<p>Para a China, os principais produtos exportados foram as commodities minerais (petr\u00f3leo bruto, min\u00e9rio de ferro, ferro em ligas) e os produtos agropecu\u00e1rios (soja, algod\u00e3o, celulose, carne bovina e de frango). No caso da Uni\u00e3o Europeia, as principais vendas foram de soja e farelo de soja, min\u00e9rio de ferro, celulose, caf\u00e9 em gr\u00e3o, petr\u00f3leo bruto e min\u00e9rio de cobre.<\/p>\n<p>Para os Estados Unidos, a melhoria das exporta\u00e7\u00f5es foi influenciada pelo crescimento das vendas de a\u00e7o semimanufaturado, petr\u00f3leo bruto, partes de motores de avi\u00f5es, m\u00e1quinas e aparelhos para terraplanagem. Seis de cada dez produtos exportados para os americanos s\u00e3o de bens manufaturados. \u201cCom isso o mercado norte-americano se consolida como o maior destino de produtos industrializados do Brasil\u201d, destaca a nota oficial do Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, a Argentina segue como principal parceiro comercial do Brasil, um total de US$ 14,9 bilh\u00f5es. O Minist\u00e9rio da Economia salienta, no entanto, que as exporta\u00e7\u00f5es para o pa\u00eds vizinho ca\u00edram 15,5% na compara\u00e7\u00e3o de 2018 com 2017, por causa da redu\u00e7\u00e3o de produtos automotivos.<\/p>\n<p>Os destinos das exporta\u00e7\u00f5es correspondem aos principais fornecedores de produtos importados pelo Brasil. Conforme o Minist\u00e9rio da Economia, as compras de produtos chineses totalizaram US$ 35,5 bilh\u00f5es (alta de 26,6% na compara\u00e7\u00e3o com 2017).<\/p>\n<p>Da Uni\u00e3o Europeia, as importa\u00e7\u00f5es somaram US$ 34,8 bilh\u00f5es (mais 7,9%). O Brasil gastou US$ 28,9 bilh\u00f5es para aquisi\u00e7\u00e3o de produtos de origem norte-americana (mais 16,1%). As importa\u00e7\u00f5es da Argentina tiveram movimento contr\u00e1rio das exporta\u00e7\u00f5es, alta de 16,7% na compara\u00e7\u00e3o anual, um total de US$ 11,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>03\/01\/2019<br \/>\nPor Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Sabrina Craide<br \/>\nhttp:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O saldo da balan\u00e7a comercial em 2018 foi de US$ 58,3 bilh\u00f5es. De acordo, com o Minist\u00e9rio da Economia, esse \u00e9 o \u201csegundo melhor desempenho registrado desde 1989\u201d. O saldo contabiliza a diferen\u00e7a entre as exporta\u00e7\u00f5es (US$ 239,5 bilh\u00f5es) e as importa\u00e7\u00f5es (US$ 181,2 bilh\u00f5es). 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