{"id":2325,"date":"2009-06-03T21:36:26","date_gmt":"2009-06-04T01:36:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=2325"},"modified":"2009-06-03T21:36:26","modified_gmt":"2009-06-04T01:36:26","slug":"poeira-do-deserto-faz-chover-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/poeira-do-deserto-faz-chover-na-amazonia\/2325","title":{"rendered":"Poeira do deserto faz chover na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">A poeira do deserto do Saara, na \u00c1frica, tem uma influ\u00eancia importante no regime de chuvas da Amaz\u00f4nia. A afirma\u00e7\u00e3o, que pode parecer inusitada \u00e0 primeira vista, foi comprovada em um estudo realizado por um grupo internacional de pesquisadores \u2013 com participa\u00e7\u00e3o brasileira \u2013, publicado na revista <em>Nature Geoscience<\/em>.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">De acordo com Paulo Artaxo, professor do Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e um dos autores do trabalho, o objetivo foi realizar, pela primeira vez em uma regi\u00e3o tropical do planeta, medidas de aeross\u00f3is conhecidos como n\u00facleos de condensa\u00e7\u00e3o de gelo \u2013 part\u00edculas que t\u00eam a propriedade de formar nuvens convectivas, influenciando a precipita\u00e7\u00e3o, a din\u00e2mica das nuvens e a quantidade de entrada e sa\u00edda de radia\u00e7\u00e3o solar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">\u201cAs nuvens convectivas na Amaz\u00f4nia, que ficam entre 12 e 15 quil\u00f4metros de altitude, t\u00eam suas gotas congeladas. Para que possam aparecer part\u00edculas de gelo nessas nuvens \u00e9 preciso existir os n\u00facleos de condensa\u00e7\u00e3o de gelo. Pela primeira vez medimos as propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas desses n\u00facleos\u201d, disse \u00e0 <strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">Segundo Artaxo, ao fazer as medidas, o grupo descobriu que a vegeta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Amaz\u00f4nia e a poeira proveniente do Saara s\u00e3o as duas principais fontes dos n\u00facleos de condensa\u00e7\u00e3o de gelo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">\u201cA import\u00e2ncia disso \u00e9 que a maior parte da chuva na Amaz\u00f4nia \u00e9 proveniente das nuvens convectivas. E \u00e9 a primeira vez que detectamos essas part\u00edculas. Identificamos como n\u00facleos de gelo e medimos suas propriedades f\u00edsicas, qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas\u201d, disse o tamb\u00e9m coordenador do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amaz\u00f4nia (LBA) e ex-coordenador da \u00e1rea de geoci\u00eancias da FAPESP.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">Para realizar o estudo, o grupo utilizou modelos matem\u00e1ticos que simulam o comportamento das nuvens de gelo em condi\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas. \u201cA parte surpreendente \u00e9 que a poeira do Saara \u00e9 respons\u00e1vel por uma fra\u00e7\u00e3o significativa dos n\u00facleos de condensa\u00e7\u00e3o de gelo da Amaz\u00f4nia, especialmente em altas altitudes e temperaturas mais baixas\u201d, explicou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">Com a pesquisa, o grupo concluiu que a concentra\u00e7\u00e3o e a abund\u00e2ncia de n\u00facleos de condensa\u00e7\u00e3o de gelo na Amaz\u00f4nia podem ser explicadas, em sua quase totalidade, por emiss\u00f5es locais de part\u00edculas biol\u00f3gicas complementadas pela importa\u00e7\u00e3o da poeira saariana.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">Segundo Artaxo, os estudos ter\u00e3o continuidade dentro de um Projeto Tem\u00e1tico apoiado pela FAPESP no \u00e2mbito do Programa FAPESP sobre Pesquisa Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais (PFPMCG). \u201cFaremos novos estudos dentro desse Tem\u00e1tico que acaba de ser aprovado. Tentaremos simular e medir como se d\u00e1 a variabilidade sazonal dos n\u00facleos de condensa\u00e7\u00e3o de gelo sobre a Amaz\u00f4nia\u201d, destacou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">Al\u00e9m de Artaxo, participaram do estudo Markus Petters, Sonia Kreidenweis e Colette Heald, do Departamento de Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas da Universidade Estadual do Colorado (Estados Unidos), Scot Martin, da Escola de Engenharia e Ci\u00eancias Aplicadas da Universidade de Harvard (Estados Unidos), e Rebecca Garland, Adam Wollny e Ulrich P\u00f6schl, do Departamento de Biogeoqu\u00edmica do Instituto de Qu\u00edmica Max Planck (Alemanha).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"background: white none repeat scroll 0%;\"><strong><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">Por F\u00e1bio de Castro<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\"><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\">Ag\u00eancia FAPESP<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 9.5pt; font-family: Verdana;\"> \u2013<\/span><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Arial;\"><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poeira do deserto do Saara, na \u00c1frica, tem uma influ\u00eancia importante no regime de chuvas da Amaz\u00f4nia. 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