{"id":3145,"date":"2009-06-18T16:47:31","date_gmt":"2009-06-18T20:47:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=3145"},"modified":"2009-06-18T21:29:22","modified_gmt":"2009-06-19T01:29:22","slug":"influencias-alimentares-na-glicemia-materna-e-na-saude-do-bebe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/influencias-alimentares-na-glicemia-materna-e-na-saude-do-bebe\/3145","title":{"rendered":"Influ\u00eancias alimentares na glicemia materna e na sa\u00fade do beb\u00ea"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>Muita coisa tem mudado em nossa avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e nutricional das gestantes. Mas um tema especialmente novo foi revelado atrav\u00e9s de um grande estudo que os americanos chamaram de HAPO, uma sigla que significa Hiperglicemia Materna e seus Resultados Adversos na Gesta\u00e7\u00e3o. A pesquisa acompanhou mais de 23.000 gestantes e seus beb\u00eas e chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que pequenas varia\u00e7\u00f5es no a\u00e7\u00facar do sangue das m\u00e3es influenciavam na adiposidade do corpo do beb\u00ea e na sua produ\u00e7\u00e3o de insulina. H\u00e1 ainda no estudo muitas evid\u00eancias de que o tamanho do beb\u00ea ao nascer est\u00e1 associado \u00e0 maior adiposidade na vida futura dessas crian\u00e7as, com o aparecimento de obesidade e de altera\u00e7\u00f5es em seus p\u00e2ncreas que conferem a eles um maior risco de diabetes.\u00a0 \u201cA conclus\u00e3o deste trabalho passar\u00e1 a ter um grande peso em nossa avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e nutricional das gestantes, principalmente porque se basearam em \u2018gestantes normais\u2019, ou seja, gestantes que n\u00e3o apresentavam diabetes gestacional\u201d, conta a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><strong><em><span>Mudan\u00e7as que deixam a gestante vulner\u00e1vel ao diabetes<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>Durante os nove meses, a gestante passa a conviver com um enorme volume hormonal proveniente da sua placenta, que, se por um lado, garante a manuten\u00e7\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o, por outro, altera consistentemente seu metabolismo, deixando-a propensa a apresentar amplas oscila\u00e7\u00f5es da glicemia ou de a\u00e7\u00facar no sangue. At\u00e9 aqui, tudo bem, pois a maioria das gestantes tolera bem tais mudan\u00e7as e consegue manter seus n\u00edveis de a\u00e7\u00facar dentro do normal e, portanto, livre do diabetes gestacional. \u201cMas, quando a gestante, j\u00e1 exposta aos fatores hormonais que facilitam a ocorr\u00eancia das eleva\u00e7\u00f5es da glicose, apresenta outros fatores de risco, ela estar\u00e1 mais vulner\u00e1vel \u00e0 ocorr\u00eancia do diabetes\u201d, conta a endocrinologista. Dentre estes fatores de riscos adicionais, podemos citar mulheres que j\u00e1 engravidam com sobrepeso ou obesidade, fumantes, aquelas com antecedentes pessoais de partos complicados e com antecedentes familiares de diabetes, portadoras da S\u00edndrome dos Ov\u00e1rios Polic\u00edsticos e, finalmente, incluem-se, neste grupo, gestantes que ganham peso excessivo durante a gesta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>Aproximadamente 7% de todas as gesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o afetadas pelo diabetes gestacional, resultando em mais de 200.000 casos anuais nos Estados Unidos. No Brasil, as estimativas n\u00e3o s\u00e3o diferentes. O Projeto Diretrizes, organizado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, em conjunto com a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira, definiu estimativas de preval\u00eancia da doen\u00e7a em torno de 2,4 a 7,2% das gestantes. \u201cA quest\u00e3o b\u00e1sica e que implica no aumento do risco materno fetal pode ser explicada pelo efeito das eleva\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis da glicemia da gestante. Esse relativo aumento do a\u00e7\u00facar no sangue da gestante atravessa a placenta e alcan\u00e7a o beb\u00ea, causando nele uma eleva\u00e7\u00e3o semelhante da glicemia, o que o induz a uma maior produ\u00e7\u00e3o de insulina e todas as conseq\u00fc\u00eancias delet\u00e9rias do excesso desse horm\u00f4nio\u201d, explica a m\u00e9dica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><strong><em><span>Complica\u00e7\u00f5es materno fetais induzidas pela hiperglicemia materna<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>As complica\u00e7\u00f5es fetais, que, antes, pens\u00e1vamos ocorrer apenas no diabetes gestacional, podem ocorrer nas gesta\u00e7\u00f5es livres do diabetes, mas sujeitas a oscila\u00e7\u00f5es glic\u00eamicas, anteriormente consideradas inofensivas. \u201cNas gestantes com diabetes, a intensidade dessas altera\u00e7\u00f5es pode levar ao nascimento de fetos macross\u00f4micos, os grandes beb\u00eas nascidos de gestantes diab\u00e9ticas, que ocorrem em at\u00e9 52% dos casos de diabetes gestacional descompensado\u201d, explica Ellen Paiva.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>Al\u00e9m da macrossomia, esses beb\u00eas t\u00eam maiores riscos de malforma\u00e7\u00f5es fetais, que ocorrem em cerca de 8% dos casos, altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas, como as arriscadas baixas da glicose e do c\u00e1lcio ao nascer, parto prematuro, desenvolvimento de obesidade e diabetes na adolesc\u00eancia, at\u00e9 mesmo o \u00f3bito fetal, que ocorre em cerca de 14% dos casos com mal controle. \u201cPara as gestantes, o risco \u00e9 o desenvolvimento da pr\u00e9-eclampsia\u00a0 e eclampsia &#8211; a hipertens\u00e3o da gravidez &#8211; que pode levar a quadros graves de convuls\u00f5es e morte materna, al\u00e9m do quase certo desenvolvimento de diabetes definitivo ao longo da vida dessas mulheres\u201d, diz a diretora do Citen.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>Nas gestantes n\u00e3o diab\u00e9ticas, mas com maiores eleva\u00e7\u00f5es glic\u00eamicas, os pesquisadores constataram o nascimento de beb\u00eas com mais gordura corporal e maior produ\u00e7\u00e3o de insulina. \u201cO estudo nos revela que pequenas eleva\u00e7\u00f5es glic\u00eamicas maternas, muito menores do que aquelas anteriormente estipuladas como perigosas, podem atravessar a barreira placent\u00e1ria e alcan\u00e7ar o feto, estimulando nele uma excessiva produ\u00e7\u00e3o de insulina\u201d, conta Ellen Paiva.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>\u201cA insulina acelera os mecanismos de estocagem de energia sob a forma de gordura, propiciando o nascimento de beb\u00eas com muito\u00a0 mais gordura corporal e com um mecanismo acionado para que possam continuar lidando dessa mesma forma com os nutrientes que chegam at\u00e9 eles, ou seja, estocando mais do que queimando, com uma grande chance de serem obesos ou\u00a0 at\u00e9 diab\u00e9ticos no futuro\u201d, revela a endocrinologista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><strong><em><span>Preven\u00e7\u00e3o e\u00a0 tratamento do diabetes gestacional<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><strong><span> <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>O objetivo da orienta\u00e7\u00e3o nutricional da gestante de risco, principalmente daquelas que est\u00e3o ganhando muito peso ou daquelas com glicose sangu\u00ednea em n\u00edveis lim\u00edtrofes, \u00e9 propiciar uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada para ela e seu beb\u00ea, permitindo a nutri\u00e7\u00e3o de ambos e o desenvolvimento adequado da crian\u00e7a, sem as arriscadas oscila\u00e7\u00f5es glic\u00eamicas ou o ganho de peso excessivo de ambos. \u201cA orienta\u00e7\u00e3o nutricional da gestante come\u00e7a pelo c\u00e1lculo das calorias a serem consumidas diariamente e as necessidades cal\u00f3ricas variam de acordo com a idade, o peso pr\u00e9-gestacional, o n\u00edvel de atividade f\u00edsica e o estado nutricional\u201d, explica Ellen Paiva, que tamb\u00e9m \u00e9 m\u00e9dica nutr\u00f3loga.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>A maioria das mulheres na idade adulta necessita ingerir uma m\u00e9dia de 1800 calorias\/dia para manter o peso, mesmo sem estarem gr\u00e1vidas. Durante a gesta\u00e7\u00e3o, esta m\u00e9dia se mant\u00e9m no primeiro trimestre. \u201cJ\u00e1 sabemos que a gestante n\u00e3o precisa comer por dois, porque isso pode levar a um ganho excessivo de peso, assim como n\u00e3o deve tentar perder peso durante a gesta\u00e7\u00e3o, pois pode ficar desnutrida, comprometendo o desenvolvimento fetal\u201d, diz a nutr\u00f3loga.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>Durante o segundo e o terceiro trimestres de gesta\u00e7\u00e3o, o gasto cal\u00f3rico da mulher aumenta, em m\u00e9dia, 300 calorias\/dia e sua alimenta\u00e7\u00e3o deve permitir um ganho de peso de 10-12kg at\u00e9 o t\u00e9rmino da gesta\u00e7\u00e3o, nas mulheres com peso pr\u00e9-gestacional normal, de 12-14kg, naquelas abaixo do peso ideal e no m\u00e1ximo 9kg para as que apresentam sobrepeso ou s\u00e3o obesas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><strong><em><span>Uma dieta bem balanceada<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>A dieta da gestante diab\u00e9tica deve ser balanceada, ou seja, deve conter cerca de 40\u00a0 a 50% de carboidratos, 25-30% de prote\u00ednas e 25-30% de gordura, muito semelhante \u00e0s que se destinam \u00e0s\u00a0 gestantes \u201cnormais\u201d. O valor cal\u00f3rico n\u00e3o deve ser muito restrito, n\u00e3o se admitindo valores menores do que 1200calorias ao dia. Um m\u00e9todo simplificado seria adotar os seguintes crit\u00e9rios:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<ul style=\"margin-top: 0cm;\" type=\"disc\">\n<li style=\"margin-left: 15px;\"><span>Gestante com peso normal \u2013 30 calorias\/kg de peso\/dia;<\/span><\/li>\n<li style=\"margin-left: 15px; text-align: justify;\"><span>Gestante com obesidade ou sobrepeso \u2013 25 calorias\/kg de peso\/dia;<\/span><\/li>\n<li style=\"margin-left: 15px; text-align: justify;\"><span>Gestante com baixo peso \u2013 35 calorias\/kg de peso\/dia.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>\u201cA gestante diab\u00e9tica deve se alimentar cerca de seis vezes ao dia, sendo tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas e tr\u00eas lanches. O \u00faltimo lanche deve ser feito antes de dormir para se evitar hipoglicemias noturnas com altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas que tamb\u00e9m colocam em risco a gesta\u00e7\u00e3o\u201d, informa Ellen Paiva.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>O grande tabu para as pessoas com diabetes, de uma maneira geral, e para as gestantes com diabetes, em especial, \u00e9 o consumo de carboidratos. A regra b\u00e1sica \u00e9 n\u00e3o abolir esse nutriente, pois, inevitavelmente, a gestante ter\u00e1 uma dieta rica em prote\u00edna e gordura, o que n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel. \u201cTodas as refei\u00e7\u00f5es devem conter uma por\u00e7\u00e3o de carboidratos, de prefer\u00eancia os carboidratos complexos como p\u00e3es, arroz, cereais, batata, mandioca, milho; de prefer\u00eancia integrais, uma vez que o conte\u00fado em fibras desses alimentos faz com que eles tenham uma absor\u00e7\u00e3o mais lenta e fisiol\u00f3gica, proporcionando uma saciedade mais longa e a melhora do tr\u00e2nsito intestinal\u201d, explica a diretora do Citen.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>\u201cOs carboidratos chamados simples (a\u00e7\u00facar) devem ser evitados ou utilizados com parcim\u00f4nia, uma vez que causam absor\u00e7\u00e3o intestinal r\u00e1pida do a\u00e7\u00facar e com isso levam \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es agudas e amplas na glicemia materno fetal, o que n\u00e3o \u00e9 bom nem para a m\u00e3e, nem para o beb\u00ea\u201d, avisa a m\u00e9dica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>Al\u00e9m dos carboidratos, a gestante deve ingerir frutas, verduras, legumes, carnes magras e latic\u00ednios. A ingest\u00e3o de frutas deve atender \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es de 3 a 4 por\u00e7\u00f5es de frutas diariamente e a de os latic\u00ednios, de 2 a 3 por\u00e7\u00f5es. Esses \u00faltimos garantem o aporte de c\u00e1lcio necess\u00e1rio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do esqueleto do beb\u00ea, sem sacrificar a reserva esquel\u00e9tica da m\u00e3e.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>\u201c A gestante diab\u00e9tica, que n\u00e3o alcan\u00e7ar os valores glic\u00eamicos normais, alem de seguir um plano nutricional individual, deve receber medicamentos como a metformina ou a insulina. Deve ainda fazer controles glic\u00eamicos em casa, tanto antes, como\u00a0 duas horas ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, utilizando aparelhos de medi\u00e7\u00e3o da glicemia e fitas reagentes apropriadas\u201d, recomenda a endocrinologista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><strong><em><span>Ap\u00f3s o parto, os cuidados continuam&#8230;<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>Ap\u00f3s o parto, a glicemia da gestante com diabetes gestacional volta ao normal, desaparecendo qualquer vest\u00edgio da doen\u00e7a. Entretanto, essas gestantes devem ser monitoradas durante os anos que se seguem, assim como seus filhos, pois essa calmaria \u00e9 apenas aparente. \u201cCerca de 45% dessas pacientes tornam-se definitivamente diab\u00e9ticas nos pr\u00f3ximos 10-12 anos. Esta \u00e9 mais\u00a0 uma cilada que caracteriza essa doen\u00e7a, aparentemente t\u00e3o inofensiva, mas verdadeiramente devastadora\u201d, alerta a m\u00e9dica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin: 0px;\"><span>A mensagem promissora \u00e9 de que a maioria dos estudos, que avaliam a evolu\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as fruto de gesta\u00e7\u00f5es complicadas, com diabetes gestacional, revelam que o acompanhamento apropriado destas gesta\u00e7\u00f5es est\u00e1 associado a uma taxa menor de ganho de peso das gestantes, assim como de complica\u00e7\u00f5es hipertensivas na gesta\u00e7\u00e3o. Para os beb\u00eas, temos alcan\u00e7ado uma menor taxa de complica\u00e7\u00f5es perinatais\u00a0 como macrossomia, morte neonatal, les\u00f5es ortop\u00e9dicas de bra\u00e7os e clav\u00edculas, baixa aguda e perigosa do a\u00e7\u00facar no sangue do beb\u00ea, logo em suas primeiras horas de vida. \u201cEnfim, temos conseguido driblar as complica\u00e7\u00f5es materno fetais do diabetes, resta-nos, agora, entender melhor e evitar as altera\u00e7\u00f5es glic\u00eamicas mais sutis nas m\u00e3es e em seus beb\u00eas, para que possamos dar mais um passo no acompanhamento pr\u00e9-natal das gestantes\u201d, conclui a endocrinologista Ellen Simone Paiva.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muita coisa tem mudado em nossa avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e nutricional das gestantes. 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