{"id":31469,"date":"2010-09-15T11:51:51","date_gmt":"2010-09-15T15:51:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=31469"},"modified":"2010-09-15T11:53:06","modified_gmt":"2010-09-15T15:53:06","slug":"valor-financeiro-para-a-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/valor-financeiro-para-a-biodiversidade\/31469","title":{"rendered":"Valor financeiro para a biodiversidade"},"content":{"rendered":"<p>Criar um <strong><em>valor financeiro para a biodiversidade<\/em><\/strong> \u00e9 o melhor caminho para que  empresas, comunidades, governos locais e nacionais e organismos internacionais  convirjam para a tarefa de proteger o meio ambiente e usem os recursos naturais  de maneira sustent\u00e1vel. Esse \u00e9 o ponto fundamental da estrat\u00e9gia apresentada  pelo economista indiano Pavan Sukhdev, coordenador do estudo \u201cA Economia dos  Ecossistemas e da Biodiversidade\u201d (TEEB, na sigla em ingl\u00eas), que participou  nesta ter\u00e7a-feira, 14 de setembro, de semin\u00e1rio no escrit\u00f3rio da Confedera\u00e7\u00e3o  Nacional da Ind\u00fastria (CNI) em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cApesar da boa vontade e da legisla\u00e7\u00e3o, continuamos a destruir a  biodiversidade, porque n\u00e3o olhamos para os benef\u00edcios da conserva\u00e7\u00e3o em termos  econ\u00f4micos. \u00c0quilo que est\u00e1 na natureza n\u00e3o \u00e9 dado valor econ\u00f4mico. Esse \u00e9 o  problema\u201d, afirmou Sukhdev durante entrevista. O ponto b\u00e1sico, segundo ele, \u00e9  que a natureza n\u00e3o cobra pelos \u201cservi\u00e7os prestados\u201d (\u00e1gua pot\u00e1vel, nutrientes do  solo, sol, vento) e, por isso, empresas e pessoas d\u00e3o como garantida a  continuidade eterna desses recursos.<\/p>\n<p>Para o diretor-executivo da CNI, Jos\u00e9 Augusto Fernandes, quando se coloca um  pre\u00e7o num \u201cproduto que n\u00e3o tem pre\u00e7o\u201d, o mercado ajuda a controlar a  preserva\u00e7\u00e3o. \u201cDa\u00ed surgem as oportunidades, como, por exemplo, na ind\u00fastria de  cosm\u00e9ticos, que retira da natureza a mat\u00e9ria-prima, mas a preserva para poder  continuar contando com o recurso\u201d, explicou Fernandes, que tamb\u00e9m participou do  semin\u00e1rio internacional \u201cInd\u00fastria e Biodiversidade\u201d, promovido pela CNI.<\/p>\n<p>Pavan Sukhdev salientou n\u00e3o ser uma quest\u00e3o de pagar pelo uso dos recursos,  mas sim calcular um valor do que se preserva, do que se desperdi\u00e7a, do que se  destr\u00f3i e assim por diante. No caso daqueles recursos preservados, eles deveriam  entrar, segundo a conclus\u00e3o do TEEB, nos ativos das empresas e nas contas  nacionais dos pa\u00edses. \u201c\u00c9 um bem que a empresa ou o pa\u00eds tem, ent\u00e3o precisa ser  contabilizado. Quando o for, ser\u00e1 dado \u00e0 natureza o devido valor\u201d, disse.<\/p>\n<p>Mais emprego &#8212; O economista indiano, que desde 2007 est\u00e1 \u00e0 frente do TEEB,  vinculado ao Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), assegurou  ser poss\u00edvel a todos os pa\u00edses, e em especial o Brasil, criar mais empregos a  partir do momento em que as empresas atuarem mais fortemente na preserva\u00e7\u00e3o do  meio ambiente.<\/p>\n<p>Para embasar sua afirma\u00e7\u00e3o, usou n\u00fameros de empregos diretos na \u00e1rea de  energia. \u201cNo mundo todo, as pessoas empregadas nas empresas de petr\u00f3leo e g\u00e1s,  que fornecem cerca de 85% a 90% da energia do planeta, s\u00e3o cerca de 2,2 milh\u00f5es.  Hoje, as fontes de energias renov\u00e1veis, como e\u00f3lica e solar, j\u00e1 empregam 2,3  milh\u00f5es de trabalhadores\u201d, revelou Sukhdev.<br \/>\nO indiano, economista s\u00eanior do Deutsche Bank, garantiu haver muitas  oportunidades de neg\u00f3cios relacionados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. No  cap\u00edtulo do TEEB dedicado ao setor de neg\u00f3cios, algumas informa\u00e7\u00f5es comprovam a  afirma\u00e7\u00e3o de Sukhdev: as vendas globais de alimentos e bebidas org\u00e2nicas somaram  US$ 46 bilh\u00f5es em 2007, tr\u00eas vezes mais do que em 1999; entre 2008 e 2009, o  mercado global de produtos pesqueiros com r\u00f3tulo ecol\u00f3gico aumentou mais de 50%,  tendo atingido US$ 1,5 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A estimativa que consta do estudo \u00e9 que, em 2020, os produtos agr\u00edcolas  certificados ter\u00e3o um mercado de US$ 210 bilh\u00f5es, ante US$ 40 bilh\u00f5es hoje (2,5%  do mercado global de alimentos e bebidas).<\/p>\n<p>O TEEB ser\u00e1 apresentado, na \u00edntegra, na Confer\u00eancia das Partes sobre  Biodiversidade (COP-10), que ser\u00e1 realizada em outubro, em Nagoya, no Jap\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criar um valor financeiro para a biodiversidade \u00e9 o melhor caminho para que empresas, comunidades, governos locais e nacionais e organismos internacionais convirjam para a tarefa de proteger o meio ambiente e usem os recursos naturais de maneira sustent\u00e1vel. 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