{"id":31640,"date":"2010-09-23T16:46:14","date_gmt":"2010-09-23T20:46:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=31640"},"modified":"2010-09-23T16:46:14","modified_gmt":"2010-09-23T20:46:14","slug":"cerca-de-80-das-adolescentes-nao-se-sentem-seguras-online-revela-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2010\/cerca-de-80-das-adolescentes-nao-se-sentem-seguras-online-revela-pesquisa\/31640","title":{"rendered":"Cerca de 80% das adolescentes n\u00e3o se sentem seguras online, revela pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: small;\">Apenas um ter\u00e7o das meninas brasileiras entrevistadas sabe como denunciar uma situa\u00e7\u00e3o de perigo na internet<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Em pesquisa realizada em todo o Brasil, cerca de 80% das adolescentes entrevistadas declararam se sentir inseguras no ambiente online, apesar de afirmarem conhecer as amea\u00e7as. E apenas um ter\u00e7o delas sabe como denunciar uma situa\u00e7\u00e3o de perigo online. O levantamento, realizado no pa\u00eds pela CPP Brasil (Parceria para a Prote\u00e7\u00e3o da Crian\u00e7a e do Adolescente), faz parte da publica\u00e7\u00e3o internacional da ONG Plan &#8220;Fronteiras Digitais e Urbanas: Meninas em um ambiente em transforma\u00e7\u00e3o&#8221; (&#8220;Digital and Urban Frontiers: Girls in a Changing Landscape&#8221;), lan\u00e7ada nesta quarta-feira em S\u00e3o Paulo. O documento internacional traz um retrato de como as tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o (TICs) t\u00eam impactado a vida de meninas em todo o mundo, bem como os riscos a que elas se exp\u00f5em com a explora\u00e7\u00e3o dessas inova\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">O levantamento no Brasil mostra que:<br \/>\n.\u00a0\u00a0\u00a0 84% das meninas possuem um celular;<br \/>\n.\u00a0\u00a0\u00a0 60% disseram saber sobre os perigos online;<br \/>\n.\u00a0\u00a0\u00a0 82% j\u00e1 utilizaram a Internet e 27% disseram estar sempre online;<br \/>\n.\u00a0\u00a0\u00a0 Quanto mais conhecimento e consci\u00eancia as meninas t\u00eam sobre as TICs, maior o grau de seguran\u00e7a que sentir\u00e3o online;<br \/>\n.\u00a0\u00a0\u00a0 79% das meninas disseram que n\u00e3o se sentiam seguras online;<br \/>\n.\u00a0\u00a0\u00a0 Quase metades das meninas que responderam \u00e0 pesquisa afirmaram que seus pais sabem o que elas acessam online;<br \/>\n.\u00a0\u00a0\u00a0 Somente um ter\u00e7o das meninas sabe como relatar um perigo quando est\u00e3o online;<br \/>\n.\u00a0\u00a0\u00a0 Quase 50% das meninas disseram que gostariam de encontrar pessoalmente algu\u00e9m que tenham conhecido online.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">A pesquisa mostrou que o uso das TICs est\u00e1 crescendo muito rapidamente, particularmente entre os jovens de 15 a 17 anos. Entre eles, durante o per\u00edodo de 2005 a 2008, houve o maior aumento percentual de todos os setores da popula\u00e7\u00e3o, de 33,7 para 62,9%. A maioria das meninas nesta pesquisa possu\u00eda telefones celulares (86%) e usava a internet (82%). Pouco mais de um quarto delas declarou que estava &#8220;sempre online&#8221;. Entre as meninas que tinham acesso a um computador, geralmente passavam de uma a sete horas online por dia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Os dados do levantamento nacional foram recolhidos por meio de uma pesquisa online, respondida por cerca de 400 adolescentes de diversos estados, e de grupos focais de discuss\u00e3o, que contaram com a participa\u00e7\u00e3o de mais de 40 meninas, de escola p\u00fablica e privada, residentes nas cidades de S\u00e3o Paulo e Santo Andr\u00e9. &#8220;O estudo retrata realidades de meninas em situa\u00e7\u00f5es culturais e econ\u00f4micas muito diferentes. Isso nos permite pensar em solu\u00e7\u00f5es que podem diferir de acordo com o territ\u00f3rio e regi\u00e3o pesquisada&#8221;, apontou Luiz Rossi, gestor da CPP Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">A publica\u00e7\u00e3o traz ainda uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es, dirigidas ao governo, empresas, sociedade, fam\u00edlias e \u00e0s pr\u00f3prias internautas, para aumentar a seguran\u00e7a das adolescentes no ambiente online. &#8220;As fam\u00edlias, principalmente os pais, podem contribuir muito para diminuir a exposi\u00e7\u00e3o das adolescentes. Em muitos casos, ali\u00e1s, \u00e9 preciso primeiro promover a inclus\u00e3o digital dos pais, para que esses se familiarizem com as ferramentas online e possam acompanhar mais de perto a navega\u00e7\u00e3o dos filhos&#8221;, afirmou Rossi. Al\u00e9m do envolvimento da fam\u00edlia, o relat\u00f3rio aponta a necessidade do engajamento dos atores locais, estaduais e nacionais para defesa e implementa\u00e7\u00e3o das leis do setor e de novas pesquisas focadas na rela\u00e7\u00e3o das meninas com as TICs.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">O relat\u00f3rio faz parte da campanha internacional da Plan &#8220;Because I am a Girl&#8221; (&#8220;Porque Sou uma Menina&#8221;), que anualmente publica relat\u00f3rios sobre a situa\u00e7\u00e3o das meninas em diferentes ambientes e regi\u00f5es do mundo. No Brasil, a Plan desenvolve projetos visando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do abuso e da explora\u00e7\u00e3o sexual de adolescentes facilitados pelas TICs, com a promo\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre os benef\u00edcios e malef\u00edcios da utiliza\u00e7\u00e3o das ferramentas online. Entre as iniciativas, est\u00e3o campanhas de fortalecimento de redes comunit\u00e1rias e de est\u00edmulo ao protagonismo infanto-juvenil; de orienta\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rios de estabelecimentos de acesso \u00e0 internet (lan houses, cyber caf\u00e9s e outros); e a forma\u00e7\u00e3o de parcerias com organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas que j\u00e1 desenvolvem a\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 garantia dos direitos e ao combate ao abuso e explora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">A CPP \u00e9 uma iniciativa internacional financiada pela Ag\u00eancia Canadense de Desenvolvimento Internacional (Canadian International Development Agency &#8211; CIDA) e coordenada pelo Instituto Internacional para os Direitos e Desenvolvimento da Crian\u00e7a e Adolescente (International Institute for Child Rights and Development &#8211; IICRD), uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental baseada na Universidade de Victoria, no Canad\u00e1. Atuando no Brasil desde 2009, a CPP trabalha em parceria com diversas organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas reconhecidas nacional e internacionalmente, entre elas Plan Brasil, SaferNet, Childhood Brasil, NECA (Associa\u00e7\u00e3o dos Pesquisadores de N\u00facleos de Estudos e Pesquisas sobre a Crian\u00e7a e Adolescente), Associa\u00e7\u00e3o Obra do Ber\u00e7o, Secretaria de Inclus\u00e3o Social de Santo Andr\u00e9, Secretaria de Participa\u00e7\u00e3o e Parceira de S\u00e3o Paulo, Instituto Paramitas, Pol\u00edcia Militar de S\u00e3o Paulo, Pol\u00edcia Federal, Funda\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica e Microsoft.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Fronteiras Digitais e Urbanas: Meninas em um ambiente em transforma\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/span><a href=\"http:\/\/www.plan.org.br\/\" target=\"_blank\"><span style=\"font-size: small;\">www.plan.org.br<\/span><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.plan.org.br\/publicacoes\/download\/fronteiras_digitais_urbanas_meninas_ambiente_transformacao_EN.pdf\" target=\"_blank\"><span style=\"font-size: small;\">www.plan.org.br\/publicacoes\/download\/fronteiras_digitais_urbanas_meninas_ambiente_transformacao_EN.pdf<\/span><\/a><span style=\"font-size: small;\"> &#8211; <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas um ter\u00e7o das meninas brasileiras entrevistadas sabe como denunciar uma situa\u00e7\u00e3o de perigo na internet Em pesquisa realizada em todo o Brasil, cerca de 80% das adolescentes entrevistadas declararam se sentir inseguras no ambiente online, apesar de afirmarem conhecer as amea\u00e7as. 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