{"id":33442,"date":"2011-02-03T13:14:57","date_gmt":"2011-02-03T17:14:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=33442"},"modified":"2011-02-03T13:14:57","modified_gmt":"2011-02-03T17:14:57","slug":"perda-de-mercado-interno-para-china-atinge-45-das-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2011\/perda-de-mercado-interno-para-china-atinge-45-das-empresas\/33442","title":{"rendered":"Perda de mercado interno para China atinge 45% das empresas"},"content":{"rendered":"<p>Quase a metade (exatamente 45%) das empresas industriais brasileiras que competem com empresas da China perdeu participa\u00e7\u00e3o no mercado dom\u00e9stico em 2010. A revela\u00e7\u00e3o \u00e9 da<strong><em> Sondagem Especial China<\/em><\/strong>, divulgada nesta quinta-feira, 3 de fevereiro, pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/p>\n<p>A pesquisa, realizada com 1.529 empresas entre 4 e 19 de outubro \u00faltimo, informa que em quatro setores \u2013 produtos de metal, couros, cal\u00e7ados e t\u00eaxteis &#8211; a queda na participa\u00e7\u00e3o das vendas no mercado interno pela concorr\u00eancia com produtos chineses atingiu mais da metade das ind\u00fastrias. No setor de couros, 31% das empresas pesquisadas informaram ter sido significativa a perda de mercado no ano passado.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento da CNI, embora as pequenas empresas estivessem menos expostas \u00e0 disputa com produtos chineses, foi esse grupo que mais sofreu os impactos da concorr\u00eancia no mercado interno.<\/p>\n<p>\u201cEntre as pequenas empresas, o percentual que registrou queda na participa\u00e7\u00e3o de mercado de seus produtos alcan\u00e7ou 49%. O percentual se reduz para 32% entre as grandes empresas\u201d, assinala a Sondagem Especial China.<\/p>\n<p>O gerente-executivo da Unidade de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da CNI, Fl\u00e1vio Castelo Branco, que divulgou a pesquisa, atribuiu principalmente \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o cambial o processo de perda de mercado. \u201cH\u00e1 fatores de competitividade bem mais favor\u00e1veis para a China, como custo salarial menor, juros mais baixos, infraestrutura mais eficiente, escala de produ\u00e7\u00e3o muito maior, menores barreiras burocr\u00e1ticas, mas o fator mais relevante \u00e9 o c\u00e2mbio\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>O estudo da CNI mostra que a concorr\u00eancia interna com produtos da China afeta uma em cada quatro empresas industriais brasileiras, alcan\u00e7ando 28% delas. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 concorr\u00eancia, observa a entidade, aumenta conforme o tamanho das empresas. O percentual das pequenas empresas que afirmam concorrer com produtos chineses no mercado dom\u00e9stico \u00e9 de 24%, enquanto nas m\u00e9dias \u00e9 de 32% e alcan\u00e7a 41% entre as empresas de grande porte.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a chinesa \u00e9 mais intensa em seis setores industriais, entre os quais material eletr\u00f4nico e de comunica\u00e7\u00e3o, t\u00eaxteis, equipamentos hospitalares e de precis\u00e3o, cal\u00e7ados e m\u00e1quinas e equipamentos. Nos segmentos de material eletr\u00f4nico e de comunica\u00e7\u00e3o e t\u00eaxteis, a competi\u00e7\u00e3o interna com os chineses \u00e9 especialmente intensa, atingindo mais de 70% das empresas dos dois setores, detectou a pesquisa.<\/p>\n<p>Mais acirrada &#8211; A Sondagem Especial constata que a competi\u00e7\u00e3o com produtos chineses \u00e9 mais acirrada no mercado externo do que internamente. Nada menos do que 67% das empresas brasileiras exportadoras que concorrem com empresas chinesas no mercado internacional registraram perda de clientes. Exatos 4,2% deixaram de exportar devido \u00e0 disputa e apenas 27% mantiveram ou at\u00e9 aumentaram o n\u00famero de clientes apesar da concorr\u00eancia chinesa.<\/p>\n<p>Pesquisa semelhante realizada pela CNI em 2006 apontava percentual praticamente id\u00eantico de empresas sujeitas \u00e0 concorr\u00eancia externa com a China \u2013 54%, contra 55% agora -, mas a perda de clientela tinha sido significativamente menor, afetando, h\u00e1 quatro anos, 58% das ind\u00fastrias exportadoras, em oposi\u00e7\u00e3o aos 67% detectados em outubro passado.<\/p>\n<p>O levantamento da CNI constata que metade das empresas brasileiras j\u00e1 adotou estrat\u00e9gia para disputar o mercado com a China, interna e externamente, priorizando os investimentos na qualidade ou design dos produtos, mais do que a redu\u00e7\u00e3o de custos e ganhos de produtividade.<\/p>\n<p>Conforme a pesquisa, 48% das ind\u00fastrias est\u00e3o investindo na qualidade ou design e 45% em diminui\u00e7\u00e3o de custos e ganhos de produtividade. No estudo de 2006, tais percentuais eram de 40% e 48%, respectivamente, demonstrando haver, hoje, maior preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade.<\/p>\n<p>A Sondagem Especial China revela ainda que 10% das grandes empresas brasileiras t\u00eam f\u00e1brica pr\u00f3pria na China e 5% terceirizam parte da produ\u00e7\u00e3o com empresas chinesas, possivelmente como resposta \u00e0 concorr\u00eancia. Nada menos do que 21% das empresas pesquisadas importaram mat\u00e9ria-prima da China, 9% adquiriram l\u00e1 produtos finais e 8% compraram m\u00e1quinas e equipamentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase a metade (exatamente 45%) das empresas industriais brasileiras que competem com empresas da China perdeu participa\u00e7\u00e3o no mercado dom\u00e9stico em 2010. A revela\u00e7\u00e3o \u00e9 da Sondagem Especial China, divulgada nesta quinta-feira, 3 de fevereiro, pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). 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