{"id":3413,"date":"2009-06-22T10:05:37","date_gmt":"2009-06-22T14:05:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=3413"},"modified":"2009-06-22T10:05:37","modified_gmt":"2009-06-22T14:05:37","slug":"estudo-mostra-que-juros-podem-ser-seis-vezes-menor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/estudo-mostra-que-juros-podem-ser-seis-vezes-menor\/3413","title":{"rendered":"Estudo mostra que juros podem ser seis vezes menor"},"content":{"rendered":"<p>An\u00e1lise indica tamb\u00e9m que a Selic e as taxas que chegam ao consumidor nunca foram proporcionais em 10 anos; entidade defende quedas regulares entre as duas taxas<\/p>\n<p>Estudo in\u00e9dito realizado pela Fecomercio aponta que existem diferen\u00e7as enormes entre empr\u00e9stimos de carteiras muito parecidas, como o Cr\u00e9dito Direto ao Consumidor (CDC) e o empr\u00e9stimo pessoal. A taxa de juros m\u00e9dia equivale hoje a 134% ao ano, sendo que a menor taxa \u00e9 de 41% ao ano para o CDC em bancos e a maior \u00e9 de 259% ao ano para o empr\u00e9stimo pessoal em financeiras. &#8220;Ou seja, os juros poderiam ser seis vezes menor se o consumidor optasse pelo empr\u00e9stimo mais barato. E mesmo assim as financeiras e os bancos teriam lucro&#8221;, analisa Antonio Carlos Borges, economista e diretor-executivo da Fecomercio.<br \/>\nA Federa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m avaliou a Selic, uma das principais taxas que contribui para a defini\u00e7\u00e3o dos juros para o consumidor. De acordo com a an\u00e1lise, dentro de um per\u00edodo de quase uma d\u00e9cada, o custo de capta\u00e7\u00e3o de bancos e financeiras e o custo de repasse final do dinheiro nunca foram proporcionais, e as cont\u00ednuas quedas n\u00e3o est\u00e3o sendo um est\u00edmulo para uma redu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para o consumidor.<\/p>\n<p>Entre janeiro de 2000 e abril de 2009, dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Executivos de Finan\u00e7as, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade (Anefac) mostram que a Selic caiu de 19% para 11,25% (uma queda de 41%) e a taxa m\u00e9dia de juros ao consumidor caiu de 163% para 134%, uma queda de meros 18%.<\/p>\n<p>&#8220;As consecutivas quedas na taxa Selic n\u00e3o t\u00eam se aproximado \u00e0quelas praticadas para o consumidor. E apenas a redu\u00e7\u00e3o do custo b\u00e1sico do dinheiro n\u00e3o vai resolver o problema do enorme spread banc\u00e1rio. Cabe ao governo e, principalmente, ao consumidor pressionar a redu\u00e7\u00e3o dessa diferen\u00e7a entre taxas&#8221;, afirma Borges.<\/p>\n<p>Segundo o economista, esse grande diferencial pode ser explicado por conta do campo f\u00e9rtil que as institui\u00e7\u00f5es financeiras encontram para praticar taxas de juros discriminadas e muito elevadas. &#8220;Os bancos culpam o risco, os custos administrativos dos compuls\u00f3rios e dos tributos, para cobrar altas taxas de spreads. Essa realidade n\u00e3o ser\u00e1 alterada apenas por vontade pr\u00f3pria dessas institui\u00e7\u00f5es financeiras. Cabe ao consumidor analisar as melhores op\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o avaliou as diversas modalidades de empr\u00e9stimos entre financeiras e bancos. Em abril, o custo de empr\u00e9stimo pessoal em financeiras foi de 11,24%, enquanto em bancos, 5,39%. Se o mesmo empr\u00e9stimo fosse feito por CDC, o custo seria ainda menor, de 2,88%.<\/p>\n<p>A Fecomercio aponta algumas sa\u00eddas para resolver a quest\u00e3o: 1) o governo deve reduzir a tributa\u00e7\u00e3o, fiscalizar pr\u00e1ticas abusivas e garantir acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o; 2) as institui\u00e7\u00f5es financeiras devem reduzir os custos administrativos e a margem de lucro; e 3) os consumidores devem pesquisar as linhas de cr\u00e9dito existentes e suas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Borges afirma que o consumidor parece ser passivo a esses diferenciais devido \u00e0 falta de informa\u00e7\u00e3o sobre o tema e de sensibilidade ao custo dos financiamentos que toma. Segundo o economista, o consumidor n\u00e3o deve aceitar a primeira oferta. Ele tem de tentar negociar d\u00edvidas e condi\u00e7\u00f5es. &#8220;A troca de banco, cart\u00e3o e financeira tamb\u00e9m \u00e9 uma estrat\u00e9gia para tornar as taxas dos bancos mais competitivas&#8221;, sugere o economista. &#8220;E o governo tamb\u00e9m tem sua parcela de culpa quando n\u00e3o pratica a fiscaliza\u00e7\u00e3o de taxas abusivas e tamb\u00e9m n\u00e3o reduz impostos. Portanto, h\u00e1 um conjunto de fatores que n\u00e3o deixam a taxa de juros ao consumidor flutuar mais atrelada \u00e0 Selic&#8221;, finaliza.<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o tem servi\u00e7os exclusivos para auxiliar o pequeno e m\u00e9dio empres\u00e1rio a obterem financiamentos de cr\u00e9ditos com mais facilidades.<\/p>\n<p>Sobre a Fecomercio<\/p>\n<p>A Fecomercio (Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio do Estado de S\u00e3o Paulo) \u00e9 a principal entidade sindical paulista dos setores de com\u00e9rcio e servi\u00e7os. Representa 151 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 600 mil empresas, um universo que corresponde a 10% do PIB brasileiro e gera em torno de cinco milh\u00f5es de empregos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise indica tamb\u00e9m que a Selic e as taxas que chegam ao consumidor nunca foram proporcionais em 10 anos; entidade defende quedas regulares entre as duas taxas Estudo in\u00e9dito realizado pela Fecomercio aponta que existem diferen\u00e7as enormes entre empr\u00e9stimos de carteiras muito parecidas, como o Cr\u00e9dito Direto ao Consumidor (CDC) e o empr\u00e9stimo pessoal. 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