{"id":44345,"date":"2013-05-16T15:09:17","date_gmt":"2013-05-16T18:09:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=44345"},"modified":"2013-05-16T15:09:17","modified_gmt":"2013-05-16T18:09:17","slug":"o-escience-integra-pesquisas-em-computacao-e-estudos-nas-mais-variadas-areas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/o-escience-integra-pesquisas-em-computacao-e-estudos-nas-mais-variadas-areas\/44345","title":{"rendered":"O eScience integra pesquisas em computa\u00e7\u00e3o e estudos nas mais variadas \u00e1reas"},"content":{"rendered":"<p>Por Elton Alisson\u00a0Ag\u00eancia FAPESP\u00a0<em><strong>eScience<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Um software de visualiza\u00e7\u00e3o de dados astron\u00f4micos pela internet permite que cientistas em diversas partes do mundo acessem milhares de imagens de objetos celestes, coletadas por grandes telesc\u00f3pios espaciais, por observat\u00f3rios e por institui\u00e7\u00f5es internacionais de pesquisa em astronomia.<\/p>\n<p>Por meio desses dados, os usu\u00e1rios podem realizar an\u00e1lises temporais e combinar observa\u00e7\u00f5es realizadas em v\u00e1rios comprimentos de onda de energia irradiada pelos corpos celestes, como raios X, radia\u00e7\u00e3o infravermelha, ultravioleta e gama e ondas de r\u00e1dio, para elucidar os processos f\u00edsicos que ocorrem no interior desses objetos e compartilhar suas conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>Denominado\u00a0<a href=\"http:\/\/www.worldwidetelescope.org\/Home.aspx\" target=\"_blank\">World Wide Telescope<\/a>, o software, que come\u00e7ou a ser desenvolvido em 2002 pela Microsoft Research, em parceria com pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, \u00e9 um exemplo de como as novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TICs) mudaram a forma como os dados cient\u00edficos passaram a ser gerados, administrados e compartilhados, al\u00e9m da pr\u00f3pria maneira como se faz ci\u00eancia hoje, afirma Tony Hey, vice-presidente da Microsoft Research.<\/p>\n<p>\u201cOs telesc\u00f3pios espaciais, assim como as m\u00e1quinas de sequenciamento gen\u00e9tico e aceleradores de part\u00edculas, est\u00e3o gerando um volume de dados at\u00e9 ent\u00e3o nunca visto. Para lidar com esse fen\u00f4meno e possibilitar que os cientistas possam manipular e compartilhar esses dados, precisamos de uma s\u00e9rie de tecnologias e ferramentas de ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o que possibilitem fazer ci\u00eancia de forma melhor, mais r\u00e1pida e com maior impacto. \u00c9 isso o que chamamos de\u00a0eScience\u201d, disse Hey durante o Latin American eScience Workshop 2013, realizado nos dias 14 e 15 de maio no Espa\u00e7o Apas, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Promovido pela FAPESP e pela Microsoft Research, o evento reuniu pesquisadores e estudantes da Europa, da Am\u00e9rica do Sul e do Norte, da \u00c1sia\u00a0e da Oceania para discutir avan\u00e7os em diversas \u00e1reas do conhecimento possibilitados pela melhoria na capacidade de an\u00e1lise de grandes volumes de informa\u00e7\u00f5es produzidas por projetos de pesquisa.<\/p>\n<p>A cerim\u00f4nia de abertura do evento foi presidida por Celso Lafer, presidente da FAPESP, e contou com a presen\u00e7a de Michel Levy, presidente da Microsoft Brasil, e de Jos\u00e9 Tadeu de Faria, superintendente do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento no Estado de S\u00e3o Paulo, representando o ministro.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m conhecida como ci\u00eancia orientada por dados, a \u00e1rea de eScience integra pesquisas em computa\u00e7\u00e3o a estudos nas mais variadas \u00e1reas por meio do desenvolvimento de softwares espec\u00edficos para visualiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o permite a interpreta\u00e7\u00e3o dos dados, a formula\u00e7\u00e3o de teorias, testes por simula\u00e7\u00e3o e o levantamento de novas hip\u00f3teses de pesquisa com base em correla\u00e7\u00f5es dif\u00edceis de serem observadas sem o apoio da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas tecnologias utilizadas na ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o v\u00e3o ajudar a resolver problemas cient\u00edficos. Em contrapartida, a utiliza\u00e7\u00e3o dessas ferramentas para solucionar problemas cient\u00edficos tamb\u00e9m possibilitar\u00e1 o pr\u00f3prio desenvolvimento da ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o\u201d, disse Hey, que foi professor da Universidade de Southampton, no Reino Unido.<\/p>\n<p>Segundo Hey, a an\u00e1lise, visualiza\u00e7\u00e3o, prospec\u00e7\u00e3o (data mining, na express\u00e3o em ingl\u00eas), preserva\u00e7\u00e3o e compartilhamento de grandes volumes de dados representam grandes desafios n\u00e3o s\u00f3 na ci\u00eancia hoje, mas tamb\u00e9m no setor privado.<\/p>\n<p>Por isso, na opini\u00e3o dele, \u00e9 preciso treinar os cientistas para lidar com\u00a0o\u00a0big data\u00a0\u2013 como \u00e9 chamado o conjunto de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas capaz de lidar com a acumula\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de dados pouco estruturados, capturados de diversas fontes e\u00a0 da ordem de petabytes (quatrilh\u00f5es de bytes) \u2013 tanto para realiza\u00e7\u00e3o de projetos cient\u00edficos, como tamb\u00e9m para atuarem, eventualmente, em empresas. \u201cO\u00a0data scientist\u00a0[cientista capaz de lidar com grandes volumes de dados] ser\u00e1 um requisito imprescind\u00edvel para o cientista\u201d, disse Hey.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia intensiva em dados n\u00e3o \u00e9 nova, mas as escalas espaciais e temporais de estudos realizados atualmente sobre temas relacionados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, por exemplo, s\u00e3o cada vez maiores, exigindo novas ferramentas. Por meio de novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel analisar dados gerados em tempo real, como no monitoramento de h\u00e1bitats.<\/p>\n<p>De acordo com\u00a0Hey, desde 1950 se come\u00e7ou a utilizar computadores para explorar, por meio de simula\u00e7\u00f5es, \u00e1reas da ci\u00eancia at\u00e9 ent\u00e3o inacess\u00edveis. \u201cNo in\u00edcio, no entanto, os cientistas n\u00e3o sabiam o que era ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o e os profissionais da computa\u00e7\u00e3o n\u00e3o entendiam a complexidade dos problemas cient\u00edficos\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cFoi necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de um trabalho conjunto, de longo prazo, para que os dois lados entendessem qual era a contribui\u00e7\u00e3o que cada um poderia dar em suas respectivas \u00e1reas, e iniciar o desenvolvimento de novos algoritmos,\u00a0hardware,\u00a0software\u00a0e da programa\u00e7\u00e3o de linguagens para possibilitar a realiza\u00e7\u00e3o de experimentos em diversas \u00e1reas\u201d, contou.<\/p>\n<p>Oportunidades em temas ousados<\/p>\n<p>Durante o evento da FAPESP e da Microsoft Research foram apresentados diversos projetos por pesquisadores que utilizam o eScience em diversos pa\u00edses, em \u00e1reas como energias renov\u00e1veis, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, transforma\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas nas metr\u00f3poles contempor\u00e2neas, caracteriza\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e uso sustent\u00e1vel da biodiversidade, medicina e sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Um desses projetos, coordenado pela professora Glaucia Mendes Souza, coordenadora do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), pretende desenvolver um\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/353\/transcriptoma-cana-acucar\/\" target=\"_blank\">algoritmo<\/a>\u00a0para o sequenciamento do genoma da cana-de-a\u00e7\u00facar e, com isso, possibilitar o desenvolvimento de variedades da planta com maior quantidade de sacarose e mais resistente a pragas e \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cA colabora\u00e7\u00e3o entre a FAPESP e a Microsoft tem aberto para a comunidade cient\u00edfica do Estado de S\u00e3o Paulo in\u00fameras oportunidades de realizar pesquisas em temas ousados relacionados com o uso de tecnologias da informa\u00e7\u00e3o em \u00e1reas como a de energia e meio ambiente\u201d, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da FAPESP, na sess\u00e3o de abertura do workshop.<\/p>\n<p>\u201cTemos grandes expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 eScience. Se soubermos utiliz\u00e1-la adequadamente, ela poder\u00e1 trazer grandes avan\u00e7os n\u00e3o s\u00f3 em pesquisas mas tamb\u00e9m na pr\u00f3pria maneira de se fazer ci\u00eancia\u201d, disse Brito Cruz.<\/p>\n<p>Ele disse que\u00a0a FAPESP planeja lan\u00e7ar em breve um programa voltado para apoiar pesquisas na \u00e1rea de eScience.<\/p>\n<p>\u201cTemos a clara convic\u00e7\u00e3o de que um papel importante da FAPESP \u00e9 estar na vanguarda da inova\u00e7\u00e3o e do conhecimento, e consideramos muito importante o apoio \u00e0 pesquisas em eScience, cuja aplica\u00e7\u00e3o em \u00e1reas como a de meio ambiente \u00e9 inequ\u00edvoca, mas que tamb\u00e9m apresenta um grande potencial de utiliza\u00e7\u00e3o nas Ci\u00eancias Humanas, por exemplo\u201d, disse Celso Lafer, presidente da FAPESP.<\/p>\n<p>Levy destacou a parceria da Microsoft com a FAPESP e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados pela empresa no pa\u00eds. \u201cA Microsoft tem aumentado seus investimentos na \u00e1rea de pesquisa e desenvolvimento no Brasil nos \u00faltimos anos e um dos mais importantes exemplos disso \u00e9 a parceria bem sucedida que mantemos com a FAPESP\u201d, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Elton Alisson\u00a0Ag\u00eancia FAPESP\u00a0eScience\u00a0\u2013 Um software de visualiza\u00e7\u00e3o de dados astron\u00f4micos pela internet permite que cientistas em diversas partes do mundo acessem milhares de imagens de objetos celestes, coletadas por grandes telesc\u00f3pios espaciais, por observat\u00f3rios e por institui\u00e7\u00f5es internacionais de pesquisa em astronomia. 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