{"id":4461,"date":"2009-07-02T17:49:07","date_gmt":"2009-07-02T21:49:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=4461"},"modified":"2009-07-02T17:49:07","modified_gmt":"2009-07-02T21:49:07","slug":"ministro-anuncia-r-93-milhoes-para-a-reducao-da-mortalidade-infantil-no-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/ministro-anuncia-r-93-milhoes-para-a-reducao-da-mortalidade-infantil-no-amazonas\/4461","title":{"rendered":"Ministro anuncia R$ 9,3 milh\u00f5es para a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil no Amazonas"},"content":{"rendered":"<p>O pacto que est\u00e1 sendo assinado por estados e munic\u00edpios do Nordeste e da Amaz\u00f4nia Legal prev\u00ea queda de 5% na taxa anual<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade investir\u00e1 R$ 9,3 milh\u00f5es em a\u00e7\u00f5es pela redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil no Amazonas. O an\u00fancio foi feito na tarde desta quinta-feira (2) em Manaus pelo ministro da Sa\u00fade, Jos\u00e9 Gomes Tempor\u00e3o, no in\u00edcio da segunda etapa de um roteiro de visitas aos estados da Amaz\u00f4nia Legal e do Nordeste. \u201cTrata-se um compromisso p\u00fablico, atendendo a um chamado do presidente Lula para reduzirmos a mortalidade infantil no Brasil, principalmente na Amaz\u00f4nia Legal e no Nordeste, j\u00e1 que h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a entre as regi\u00f5es do pa\u00eds\u201d, ressaltou o ministro.<\/p>\n<p>O Amazonas registrou 11.878 \u00f3bitos infantis (crian\u00e7as com menos de um ano de idade) entre 2000 e 2007. No ranking estadual, o maior n\u00famero de mortes ocorreu nos munic\u00edpios de Manaus (6.390), Parintins (399), Manacapuru (335), S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (330) e Coari (294).<\/p>\n<p>Por isso, o Pacto Pela Redu\u00e7\u00e3o da Mortalidade Infantil busca reduzir, no m\u00ednimo, em 5% ao ano o n\u00famero de mortes de crian\u00e7as menores de um ano de idade, principalmente nos neonatos (beb\u00eas com at\u00e9 27 dias de vida). Entre as a\u00e7\u00f5es previstas no Amazonas, est\u00e3o a implanta\u00e7\u00e3o de 22 equipes de sa\u00fade da fam\u00edlia (ESF), de 25 N\u00facleos de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Fam\u00edlia (NASF) e de 29 leitos de UTI Neonatal.<\/p>\n<p>\u201cAgora precisamos nos concentrar na redu\u00e7\u00e3o da mortalidade na faixa que vai do momento do nascimento ao primeiro m\u00eas de vida. Para isso, vamos precisar trabalhar em tr\u00eas grandes blocos: aten\u00e7\u00e3o ao rec\u00e9m-nascido, cuidado no pr\u00e9-natal e no parto, em si\u201d, ponderou Tempor\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do investimento no combate \u00e0 mortalidade infantil, o ministro anunciou para o estado do Amazonas um investimento de R$ 11,8 milh\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o de sete Unidades de Pronto Atendimento 24 Horas (UPAs). Outros R$ 3,9 milh\u00f5es ser\u00e3o investidos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade na compra de equipamentos para essas unidades, al\u00e9m do custeio, no valor de R$ 1,45 milh\u00e3o por m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cAs UPAs se integram a uma rede onde a base \u00e9 a estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia, o SAMU, os hospitais e policl\u00ednicas trabalhando com a regula\u00e7\u00e3o de qualidade\u201d, afirmou Tempor\u00e3o, sinalizando a possibilidade de implanta\u00e7\u00e3o de outras tr\u00eas UPAs no munic\u00edpio de Manaus.<\/p>\n<p>ADES\u00c3O DOS MUNIC\u00cdPIOS \u2013 Em Manaus, o ministro participou da cerim\u00f4nia de assinatura do acordo entre o governador Eduardo Braga e os prefeitos dos 12 munic\u00edpios priorit\u00e1rios do Amazonas no Pacto pela Redu\u00e7\u00e3o da Mortalidade Infantil. \u201cN\u00f3s estamos construindo um pa\u00eds melhor para as novas gera\u00e7\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 patrim\u00f4nio maior que a m\u00e3e e seu beb\u00ea, bin\u00f4mio que deve ser objeto de um carinho especial por parte dos gestores p\u00fablicos, do ponto de vista de orienta\u00e7\u00e3o, apoio e cuidado\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>Entre maio e junho deste ano, o ministro j\u00e1 havia percorrido 9 mil quil\u00f4metros entre as capitais do Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, Para\u00edba, Pernambuco e Alagoas, para participar da assinatura de 123 acordos entre os governadores e os prefeitos dos munic\u00edpios priorit\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Munic\u00edpios priorit\u00e1rios do Amazonas<\/strong><\/p>\n<p>Manaus, Boca do Acre, Borba, Coari, Itacoatiara, Manacapuru, Mau\u00e9s, Parintins, S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Tapau\u00e1 e Tef\u00e9.<\/p>\n<p><strong>O que ganha o Amazonas:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Equipes de Sa\u00fade da Fam\u00edlia \u2013 passa de 175 para 197 equipes<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0N\u00facleos de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Fam\u00edlia (NASF) \u00bf ganha 25<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Leitos de UTI Neonatal\u00a0 \u00bf passa de 40 para 69<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Leitos de UCI \u00bf passa de 47 para 134<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Bancos de Leite Humano \u2013 passa de 1 para 2<br \/>\nMETA &#8211; Na Amaz\u00f4nia Legal e no Nordeste, o Pacto Pela Redu\u00e7\u00e3o da Mortalidade Infantil prev\u00ea a\u00e7\u00f5es em 250 munic\u00edpios, o que representar\u00e1 um investimento global do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade de R$ 110 milh\u00f5es este ano, sem contar com as contrapartidas dos governos estaduais e municipais.<\/p>\n<p>Entre 2000 e 2007, no Brasil, morreram 443.946 crian\u00e7as menores de um ano de idade. No Nordeste, foram 144.003 e na Amaz\u00f4nia Legal (incluindo o Maranh\u00e3o), 76.916. Nas duas regi\u00f5es, o n\u00famero de \u00f3bitos somou 220.919 ou quase 50% do total nacional.<\/p>\n<p>Assim, a Amaz\u00f4nia Legal e o Nordeste est\u00e3o entre as prioridades do Governo Federal, decidido a diminuir as desigualdades regionais at\u00e9 2010. Al\u00e9m da mortalidade infantil, especialmente a de neonatos, o presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, quer reduzir o sub-registro de nascimento, o analfabetismo e garantir mais investimentos na agricultura familiar.<\/p>\n<p>MORTALIDADE EM DECL\u00cdNIO \u00bf No Brasil, a taxa de mortalidade infantil (menores de um ano de idade) mant\u00e9m tend\u00eancia cont\u00ednua de queda desde 1990. Passou de 47,1 \u00f3bitos por cada mil beb\u00eas nascidos vivos para 19,3 mortes, em 2007 &#8211; o que representou uma redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 59,7%. Atualmente, o Brasil, em um grupo de 68 pa\u00edses, est\u00e1 entre os 16 em condi\u00e7\u00f5es de atingir a quarta meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio e chegar \u00e0 taxa aceit\u00e1vel de 14,4 mortes por cada mil nascidos vivos, em 2012, tr\u00eas anos antes da data-limite fixada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em 2000, ano em que instituiu os oito ODMs.<\/p>\n<p>Essa mesma tend\u00eancia de queda se reproduz no Nordeste e na Amaz\u00f4nia Legal. Em 2007, o Nordeste registrou 27,2 mortes por cada mil beb\u00eas nascidos vivos contra uma taxa de 75,8 \u00f3bitos por mil nascidos vivos em 1990. No Norte, a taxa foi de 21,7, em 2007, contra 45,9, em 1990. O Sul fechou 2007 com uma taxa de 12,9 mortes por cada mil crian\u00e7as nascidas vivas e o Sudeste em 13,8.<\/p>\n<p>O decl\u00ednio da mortalidade infantil no Brasil \u00e9 resultado do aumento da cobertura vacinal da popula\u00e7\u00e3o, uso da terapia de reidrata\u00e7\u00e3o oral, aumento da cobertura do pr\u00e9-natal, amplia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade, redu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da fecundidade, melhoria das condi\u00e7\u00f5es ambientas, aumento do grau de escolaridade das m\u00e3es e das taxas de aleitamento materno.<\/p>\n<p>TRABALHO CONJUNTO &#8211; De acordo com o ministro Tempor\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil exige um trabalho conjunto dos governos federal, estaduais e municipais e tamb\u00e9m da sociedade, \u00e0 qual cabe apoiar, monitorar, avaliar e sugerir melhoras ao sistema p\u00fablico de sa\u00fade do pa\u00eds. \u201cEsse esfor\u00e7o dos governos contribui para o cumprimento da meta n\u00famero 4 das oito previstas nos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio, acordo assinado, em 2000, por 191 pa\u00edses, que prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil em 75% at\u00e9 2015, com base nos \u00edndices de 1990\u201d, lembra Tempor\u00e3o. Para o \u00eaxito do pacto pela redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil, o ministro citou como desafios a necessidade de qualifica\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-natal, das urg\u00eancias e emerg\u00eancias obst\u00e9tricas e neonatais e a amplia\u00e7\u00e3o do acesso aos cuidados intensivos neonatais.<\/p>\n<p>A maioria das mortes de rec\u00e9m-nascidos ocorre por causas evit\u00e1veis, entre elas, falta de aten\u00e7\u00e3o adequada \u00e0 mulher durante a gest\u00e3o, no parto e tamb\u00e9m ao beb\u00ea. Al\u00e9m desses fatores, a mortalidade infantil tamb\u00e9m est\u00e1 associada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao padr\u00e3o de renda familiar, ao acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, \u00e0 oferta \u00e1gua tratada e esgoto e ao grau de informa\u00e7\u00e3o das m\u00e3es. Essa constata\u00e7\u00e3o orientou toda a estrat\u00e9gia do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, constru\u00edda em parceria com as secretarias estaduais de sa\u00fade no in\u00edcio de mar\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Estados integrantes do Pacto<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nordeste: <\/strong>Alagoas, Bahia, Cear\u00e1, Para\u00edba, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte, Sergipe.<\/p>\n<p><strong>Amaz\u00f4nia Legal: <\/strong>Amap\u00e1, Acre, Amazonas, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Par\u00e1, Roraima, Rond\u00f4nia, Tocantins.<br \/>\nsaude.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pacto que est\u00e1 sendo assinado por estados e munic\u00edpios do Nordeste e da Amaz\u00f4nia Legal prev\u00ea queda de 5% na taxa anual O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade investir\u00e1 R$ 9,3 milh\u00f5es em a\u00e7\u00f5es pela redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil no Amazonas. 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