{"id":44628,"date":"2013-06-06T15:00:31","date_gmt":"2013-06-06T18:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=44628"},"modified":"2013-06-06T15:00:31","modified_gmt":"2013-06-06T18:00:31","slug":"rede-brasileira-de-astrobiologia-e-lancada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/rede-brasileira-de-astrobiologia-e-lancada\/44628","title":{"rendered":"Rede Brasileira de Astrobiologia \u00e9 lan\u00e7ada"},"content":{"rendered":"<p>Elton Alisson Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 A comunidade cient\u00edfica de <em><strong>astrobiologia<\/strong><\/em> no Brasil ganhou uma rede virtual para integrar pesquisadores de diferentes estados e institui\u00e7\u00f5es dessa nova \u00e1rea multidisciplinar do conhecimento, dedicada a estudar a origem, evolu\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e futuro da vida na Terra e, eventualmente, fora dela.<\/p>\n<p>A\u00a0<a href=\"http:\/\/www.astrobiologia.net.br\/\" target=\"_blank\">Rede Brasileira de Astrobiologia<\/a>\u00a0(RBA) foi lan\u00e7ada no fim de maio por pesquisadores do N\u00facleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (NAP-Astrobio\/USP).<\/p>\n<p>Voltada a pesquisadores, professores, estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o que atuem em pesquisa, ensino ou divulga\u00e7\u00e3o da astrobiologia no Brasil ou no exterior, a rede tem entre seus objetivos organizar e aumentar a integra\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica da \u00e1rea no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cA astrobiologia \u00e9 uma \u00e1rea muito ampla \u2013 resultado da interface entre astronomia, biologia, qu\u00edmica, geologia e ci\u00eancias atmosf\u00e9ricas, entre outras disciplinas \u2013, na qual atuam pesquisadores de diversas regi\u00f5es do Brasil, mas ainda de forma dispersa\u201d, disse Fabio Rodrigues, do NAP-Astrobio e um dos idealizadores do projeto, \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cA meta da RBA \u00e9 promover a integra\u00e7\u00e3o entre esses pesquisadores a fim de facilitar a divulga\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es, como eventos e oportunidades de coopera\u00e7\u00e3o em pesquisa. Dessa forma, ser\u00e1 poss\u00edvel aumentar o impacto dos estudos feitos no pa\u00eds\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com Rodrigues, uma das dificuldades para identificar os pesquisadores atuantes em astrobiologia \u00e9 que muitos deles estudam temas relacionados a esse campo do conhecimento, mas sem usar a nomenclatura.<\/p>\n<p>H\u00e1, por exemplo, pesquisadores que estudam a forma\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas prebi\u00f3ticas (existentes antes do surgimento da vida) em planetas e no meio interestelar mas que n\u00e3o mencionam a astrobiologia nas palavras-chave de seus artigos cient\u00edficos ou na descri\u00e7\u00e3o de linhas de pesquisa em seus curr\u00edculos disponibilizados na internet.<\/p>\n<p>\u201cComo as pesquisas de interesse em astrobiologia s\u00e3o muito amplas e os pesquisadores utilizam palavras-chave de suas \u00e1reas espec\u00edficas, \u00e9 muito dif\u00edcil encontrar quem faz pesquisa em astrobiologia no Brasil em bases como a plataforma Lattes, por exemplo\u201d, avaliou Rodrigues.<\/p>\n<p>A fim de facilitar o processo de identifica\u00e7\u00e3o e mapeamento da comunidade cient\u00edfica brasileira de astrobiologia, uma das propostas da RBA \u00e9 servir como banco de dados no qual pesquisadores se cadastram por meio de formul\u00e1rio eletr\u00f4nico com itens como descri\u00e7\u00e3o de artigos e projetos de pesquisa recentes.<\/p>\n<p>O cadastro ser\u00e1 analisado pelos organizadores da rede e, se admitido, o pesquisador ter\u00e1 um perfil no sistema, que poder\u00e1 ser acessado pelos demais usu\u00e1rios cadastrados.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 que os pesquisadores de astrobiologia entrem no site da rede para estabelecer contatos com colegas e que essa intera\u00e7\u00e3o resulte em colabora\u00e7\u00f5es em pesquisa e outras iniciativas conjuntas, como promo\u00e7\u00e3o de eventos, lan\u00e7amento de cursos e identifica\u00e7\u00e3o de novas linhas de pesquisa\u201d, disse Rodrigues.<\/p>\n<p>Segundo ele, o plano \u00e9 que a rede seja um meio para identificar as principais demandas dos pesquisadores da \u00e1rea e, caso seja observado interesse, o primeiro passo na cria\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o formal da comunidade de pesquisa na \u00e1rea no Brasil, como uma Sociedade Brasileira de Astrobiologia.<\/p>\n<p>Coopera\u00e7\u00e3o internacional<\/p>\n<p>Para criar a RBA, foi formado um comit\u00ea cient\u00edfico composto por cientistas de diversas partes do mundo, muitos com experi\u00eancia em organizar sociedades e redes de astrobiologia em seus respectivos pa\u00edses. Entre eles est\u00e3o Lynn Rothschild, pesquisadora da Nasa, a ag\u00eancia espacial norte-americana; Neil Banerjee, presidente da Rede de Astrobiologia do Canad\u00e1; Antigona Segura, da Sociedade Mexicana de Astrobiologia; e Worlf Geppert, da Rede N\u00f3rdica de Astrobiologia.<\/p>\n<p>O comit\u00ea cient\u00edfico ter\u00e1 a miss\u00e3o de avaliar os rumos da RBA e\u00a0o cumprimento de\u00a0seus objetivos. \u201cEsses pesquisadores v\u00e3o nos ajudar a olhar para a RBA e a pensar sobre\u00a0temas de pesquisa em astrobiologia que devem ser estimulados no Brasil, levando-se em conta as prioridades do pa\u00eds\u201d, disse Rodrigues.<\/p>\n<p>Algumas linhas de pesquisa exploradas por pesquisadores em diversos pa\u00edses s\u00e3o: astroqu\u00edmica; qu\u00edmica prebi\u00f3tica e origem da vida; forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria e exoplanetas; Terra ancestral e primeiros f\u00f3sseis; ciclos geol\u00f3gicos, atmosf\u00e9ricos e hidrol\u00f3gicos terrestres e em outros planetas; evolu\u00e7\u00e3o; explora\u00e7\u00e3o espacial; e entendimento da vida em ambientes extremos da Terra.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2011, pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (IAG) da USP promoveram a S\u00e3o Paulo Advanced School of Astrobiology \u2013 Making Connections\u00a0<a href=\"http:\/\/www.astro.iag.usp.br\/~spasa2011\/home.html\" target=\"_blank\">(Spasa 2011)<\/a>, no \u00e2mbito da Escola S\u00e3o Paulo de Ci\u00eancia Avan\u00e7ada\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/5374\" target=\"_blank\">(ESPCA)<\/a>\u00a0\u2013 modalidade de\u00a0<a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/31907\/sao-paulo-advanced-school-astrobiology\/\" target=\"_blank\">apoio da FAPESP<\/a>. O evento reuniu 160 pesquisadores, docentes e estudantes do Brasil e do exterior.<\/p>\n<p>Alguns dos resultados indiretos da\u00a0Escola foi a publica\u00e7\u00e3o, em outubro de 2012, de uma\u00a0<a href=\"http:\/\/journals.cambridge.org\/action\/displayIssue?decade=2010&amp;jid=IJA&amp;volumeId=11&amp;issueId=04&amp;iid=8704214\" target=\"_blank\">edi\u00e7\u00e3o especial<\/a>do\u00a0International Journal of Astrobiology\u00a0dedicada a artigos baseados nas confer\u00eancias proferidas no evento.<\/p>\n<p>Os cantatos feitos no encontro possibilitaram que, agora, o NAP-Astrobio tamb\u00e9m se tornasse membro associado do\u00a0<a href=\"https:\/\/astrobiology.nasa.gov\/nai\/\" target=\"_blank\">Nasa Astrobiology Institute<\/a>. Al\u00e9m do Instituto de Astrobiologia da Nasa, o NAP-Astrobio tamb\u00e9m \u00e9 membro internacional da European Astrobiology Networks Association.<\/p>\n<p>\u201cIsso tudo nos d\u00e1 a possibilidade de expandir e tornar a RBA tamb\u00e9m membro internacional de redes de astrobiologia de outros pa\u00edses\u201d, disse Rodrigues.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elton Alisson Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 A comunidade cient\u00edfica de astrobiologia no Brasil ganhou uma rede virtual para integrar pesquisadores de diferentes estados e institui\u00e7\u00f5es dessa nova \u00e1rea multidisciplinar do conhecimento, dedicada a estudar a origem, evolu\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e futuro da vida na Terra e, eventualmente, fora dela. A\u00a0Rede Brasileira de Astrobiologia\u00a0(RBA) foi lan\u00e7ada no fim de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":37419,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-44628","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44628"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44628\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}