{"id":44799,"date":"2013-06-25T13:54:17","date_gmt":"2013-06-25T16:54:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=44799"},"modified":"2013-06-25T13:54:17","modified_gmt":"2013-06-25T16:54:17","slug":"sao-paulo-ganha-rede-de-estacoes-de-sistemas-de-navegacao-por-satelite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/sao-paulo-ganha-rede-de-estacoes-de-sistemas-de-navegacao-por-satelite\/44799","title":{"rendered":"S\u00e3o Paulo ganha rede de esta\u00e7\u00f5es de sistemas de navega\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lite"},"content":{"rendered":"<p>Por Elton Alisson Ag\u00eancia FAPESP \u2013 a comunidade cient\u00edfica paulista usu\u00e1ria de <em><strong>Sistemas Globais de Navega\u00e7\u00e3o por Sat\u00e9lite<\/strong><\/em> (GNSS, na sigla em ingl\u00eas) passou a dispor de melhor infraestrutura para utiliza\u00e7\u00e3o dessa tecnologia para fins de pesquisa em \u00e1reas como a Geod\u00e9sia (determina\u00e7\u00e3o da forma, dimens\u00f5es e campo de gravidade da Terra), cartografia, modelagem da ionosfera (camada que cobre a Terra, formada por \u00edons e el\u00e9trons) e da troposfera (localizada entre a superf\u00edcie da Terra e a ionosfera).<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Presidente Prudente, em parceria com colegas da Escola Superior de Agricultura \u201cLuiz de Queiroz\u201d (Esalq), da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (Poli\/USP) e do Centro de Previs\u00e3o de Tempo e Estudos Clim\u00e1ticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), implantaram a primeira rede de esta\u00e7\u00f5es GNSS ativa do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Batizada de GNSS-SP, a rede foi constru\u00edda no \u00e2mbito de um Projeto Tem\u00e1tico, realizado com apoio da FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cAgora dispomos de uma rede de receptores GNSS em S\u00e3o Paulo, funcionando em tempo real, criada para fins de pesquisa, mas que tamb\u00e9m deve contribuir para melhorar a aplica\u00e7\u00e3o de sistemas de navega\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lite em setores como o de agricultura de precis\u00e3o, posicionamento terrestre, a\u00e9reo e offshore e previs\u00e3o de tempo, entre outros\u201d, disse Jo\u00e3o Francisco Galera Monico, professor da Unesp de Presidente Prudente e coordenador do projeto, \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Os pesquisadores participantes do projeto realizaram, no dia 20 de junho, em S\u00e3o Paulo, o terceiro workshop do Projeto Tem\u00e1tico, durante a confer\u00eancia MundoGEO#Connect LatinAmerica 2013, em que apresentaram alguns dos principais resultados alcan\u00e7ados.<\/p>\n<p>De acordo com Monico, a rede GNSS-SP conta atualmente com 20 esta\u00e7\u00f5es ativas, espalhadas por diferentes munic\u00edpios paulistas.<\/p>\n<p>Em cada uma dessas esta\u00e7\u00f5es h\u00e1 um receptor GNSS conectado com a internet, que rastreia um conjunto de sat\u00e9lites GNSS em opera\u00e7\u00e3o \u2013 como o GPS, dos Estados Unidos, e Glonass, da R\u00fassia \u2013 e captam em tempo real os sinais eletromagn\u00e9ticos que enviam para a Terra.<\/p>\n<p>Os sinais dos sat\u00e9lites recebidos pelos receptores s\u00e3o remetidos para um centro de processamento e armazenamento de dados, localizado no campus da Unesp em Presidente Prudente, e disponibilizados em uma plataforma on-line para usu\u00e1rios cadastrados para utiliza\u00e7\u00e3o em pesquisa.<\/p>\n<p>Dados de algumas esta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o enviados para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que os disponibiliza para o p\u00fablico em geral por meio da Rede Brasileira de Monitoramento Cont\u00ednuo (RBMC).<\/p>\n<p>Mas, al\u00e9m disso, os dados de sat\u00e9lites fornecidos pelas esta\u00e7\u00f5es GNSS tamb\u00e9m poder\u00e3o ser usados a partir da pr\u00f3pria esta\u00e7\u00e3o como refer\u00eancia para realiza\u00e7\u00e3o de posicionamento relativo \u2013 em que um usu\u00e1rio com um receptor GNSS est\u00e1tico ou m\u00f3vel, pr\u00f3ximo a uma das esta\u00e7\u00f5es, pode obter suas coordenadas com boa acur\u00e1cia.<\/p>\n<p>\u201cA utiliza\u00e7\u00e3o de dados de redes GNSS ativas, como a GNSS-SP, para realiza\u00e7\u00e3o de posicionamento relativo \u00e9 uma tend\u00eancia que dever\u00e1 aumentar cada vez mais\u201d, estima Monico.<\/p>\n<p>\u201cHoje os aparelhos celulares que possuem GPS fornecem posi\u00e7\u00e3o com precis\u00e3o da ordem de 12 metros. Mas, no futuro, quando passarem a receber corre\u00e7\u00f5es de esta\u00e7\u00f5es GNSS, fornecer\u00e3o posi\u00e7\u00e3o da ordem de meio metro\u201d, exemplificou o pesquisador, explicando que, quanto menor a dist\u00e2ncia da posi\u00e7\u00e3o fornecida pelo GNSS, melhor a acur\u00e1cia das coordenadas do ponto de interesse.<\/p>\n<p>Efeitos da ionosfera<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, a rede tamb\u00e9m possibilitou monitorar melhor a ionosfera e ampliar o conhecimento em rela\u00e7\u00e3o a seus efeitos sobre os sinais emitidos pelos sat\u00e9lites, que, ao passar pela atmosfera, sofrem interfer\u00eancias e chegam \u00e0 Terra com varia\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde a atenua\u00e7\u00e3o da pot\u00eancia at\u00e9 altera\u00e7\u00f5es na dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o e velocidade da onda eletromagn\u00e9tica.<\/p>\n<p>Ao atravessar a ionosfera, por exemplo, os sinais dos sat\u00e9lites se chocam com el\u00e9trons, que alteram sua velocidade. J\u00e1 ao seguir pela troposfera, s\u00e3o afetados pelo vapor d\u2019\u00e1gua, que pode ser estimado e utilizado para melhorar os modelos de previs\u00e3o de tempo, uma vez que algumas das esta\u00e7\u00f5es da rede GNNS-SP s\u00e3o integradas com medidores de temperatura, press\u00e3o e umidade.<\/p>\n<p>Os receptores das esta\u00e7\u00f5es GNSS medem os sinais eletromagn\u00e9ticos captados dos sat\u00e9lites e os decodificam em dados que podem ser observados pelos pesquisadores para avaliar as influ\u00eancias que sofreram durante a passagem pela atmosfera.<\/p>\n<p>\u201cPara n\u00f3s, que trabalhamos com posicionamento geod\u00e9sico [determina\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00e3o sobre a superf\u00edcie terrestre por meio de sistema de coordenadas], essas interfer\u00eancias da atmosfera sobre os sinais dos sat\u00e9lites degradam a posi\u00e7\u00e3o e s\u00e3o erros que queremos eliminar para melhorar a acur\u00e1cia do posicionamento\u201d, disse Paulo de Oliveira Camargo, professor da Unesp de Presidente Prudente, e um dos pesquisadores principais participantes do projeto.<\/p>\n<p>\u201cMas para outras \u00e1reas, como a das ci\u00eancias espaciais, esses erros s\u00e3o sinais importantes por meio dos quais \u00e9 poss\u00edvel calcular o total de el\u00e9trons e gerar modelos da ionosfera, fazer infer\u00eancias sobre suas irregularidades e detectar causas de dist\u00farbios como a cintila\u00e7\u00e3o ionosf\u00e9rica\u201d, comparou.<\/p>\n<p>Caracterizado por uma altera\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico durante a passagem do sinal dos sat\u00e9lites pela ionosfera, o fen\u00f4meno ocorre com maior intensidade no intervalo das 18h \u00e0s 2h, no hor\u00e1rio local. Em fun\u00e7\u00e3o disso, prejudica a utiliza\u00e7\u00e3o de GNSS na agricultura de precis\u00e3o, em que a tecnologia \u00e9 usada para orientar a dire\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas colheitadeiras dotadas de receptores de GNSS para piloto autom\u00e1tico tanto de dia como \u00e0 noite.<\/p>\n<p>Durante os per\u00edodos de cintila\u00e7\u00e3o ionosf\u00e9rica, os sinais dos sat\u00e9lites captados por esta\u00e7\u00f5es base e enviados para um retransmissor m\u00f3vel, que os retransmite para as m\u00e1quinas agr\u00edcolas, s\u00e3o afetados. Como consequ\u00eancia, as m\u00e1quinas podem ter a qualidade da posi\u00e7\u00e3o deteriorada e n\u00e3o se localizar adequadamente na \u00e1rea de planta\u00e7\u00e3o onde realizam colheita \u00e0 noite, por exemplo. \u201cEsse \u00e9 um problema para o qual n\u00f3s estamos tentando encontrar uma solu\u00e7\u00e3o\u201d, disse Monico.<\/p>\n<p>A fim de analisar os efeitos do fen\u00f4meno, aumentar a compreens\u00e3o sobre suas causas e desenvolver novas t\u00e9cnicas de contramedidas a serem implementadas em receptores de GNSS, pesquisadores da Unesp, Petrobras e da Universidade de Nottingham, do Reino Unido, entre outros conclu\u00edram no in\u00edcio de 2012 o projeto \u201cConcept for ionospheric scintillation mitigation for professional GNSS in Latin America\u201d (Cigala, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Financiado pela Comunidade Europeia, o projeto tamb\u00e9m deu origem a uma rede de esta\u00e7\u00f5es GNSS situadas nas cidades de Manaus (AM), Palmas (TO), Maca\u00e9 (RJ), Porto Alegre (RS) e Presidente Prudente e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, ambas em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em continua\u00e7\u00e3o ao Cigala, em novembro de 2012 foi iniciado o projeto \u201cCounterign GNSS high accuray applications limitations due to ionospheric disturbances in Brazil\u201d (Calibra, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m financiado pela Comunidade Europeia e com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores de algumas das institui\u00e7\u00f5es que atuaram no Cigala, alguns dos objetivos do projeto, que dever\u00e1 ser conclu\u00eddo no final de 2014, s\u00e3o melhorar e desenvolver novos algoritmos para mitigar os efeitos causados pelos dist\u00farbios da ionosfera para posicionamento de GNSS de alta precis\u00e3o.<\/p>\n<p>O projeto tamb\u00e9m prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de mais cinco esta\u00e7\u00f5es de GNSS em diferentes estados brasileiros.<\/p>\n<p>\u201cEsses dois projetos, com o GNSS-SP, constitu\u00edram uma infraestrutura de monitoramento da ionosfera que est\u00e1 coletando dados desde 2011\u201d, disse Bruno Vani, que realiza mestrado na Unesp de Presidente Prudente e participa dos tr\u00eas projetos.<\/p>\n<p>An\u00e1lise de dados<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, at\u00e9 agora j\u00e1 foram coletados mais de 13 terabytes de dados e 7,5 bilh\u00f5es de registros de monitoramento da ionosfera pelos tr\u00eas projetos.<\/p>\n<p>A cada minuto, um receptor fornece mais de 60 par\u00e2metros diferentes da ionosfera, gerados por um conjunto de sat\u00e9lites, como a varia\u00e7\u00e3o do sinal nos \u00faltimos 60 segundos. Os dados das observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o apresentados em arquivos com colunas de informa\u00e7\u00e3o que s\u00e3o disponibilizados em um portal na internet, em portugu\u00eas e ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Por meio de t\u00e9cnicas de visualiza\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00e3o de dados, utilizadas pela ferramenta, os usu\u00e1rios podem saber como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o da ionosfera em um determinado dia, por exemplo, e utiliz\u00e1-la para realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas em diversas \u00e1reas e para desenvolvimento de t\u00e9cnicas que possam mitigar os efeitos da ionosfera no posicionamento.<\/p>\n<p>A base de dados permite aos pesquisadores avaliar os picos de cintila\u00e7\u00e3o ionosf\u00e9rica no intervalo de um dia ou de uma semana, por exemplo, e identificar qual o sat\u00e9lite mais afetado. Mas, apesar de estar em um est\u00e1gio bastante avan\u00e7ado de desenvolvimento, ainda requer avan\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cComo recebemos grandes volumes de dados, \u00e9 importante que tamb\u00e9m tenhamos infraestrutura para analis\u00e1-los e para detectar comportamentos espec\u00edficos da ionosfera\u201d, ressaltou Vani.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos dificuldades, por exemplo, de posicionar em per\u00edodos de disponibilidade de dados amea\u00e7ada, quando poucos sat\u00e9lites est\u00e3o sendo rastreados e est\u00e3o sobre forte incid\u00eancia de cintila\u00e7\u00e3o. Pode ser que, nesse momento, n\u00e3o tenhamos capacidade de posicionamento\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para solucionar esse problema, os pesquisadores participantes dos projetos Calibra e GNSS-SP est\u00e3o desenvolvendo uma ferramenta de computa\u00e7\u00e3o para explora\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de dados baseada em softwares livres.<\/p>\n<p>O programa permitir\u00e1 aos pesquisadores excluir um determinado sat\u00e9lite mais afetado pela cintila\u00e7\u00e3o ionosf\u00e9rica do rastreamento para possibilitar melhorar o posicionamento ou prever qual deles est\u00e1 mais suscet\u00edvel aos dist\u00farbios ionosf\u00e9ricos, por exemplo.<\/p>\n<p>\u201cA ionosfera \u00e9 uma camada muito inst\u00e1vel que sofre varia\u00e7\u00f5es em diversas escalas do tempo \u2013 durante o dia, ao longo das esta\u00e7\u00f5es do ano e dos ciclos solares, que ocorrem em per\u00edodos de 11 em 11 anos \u2013 e \u00e9 dif\u00edcil saber como estar\u00e1 daqui a um m\u00eas\u201d, disse Marco Mendon\u00e7a, outro mestrando participante do projeto. \u201cO software para explora\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de dados vai nos ajudar a responder a essa quest\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Elton Alisson Ag\u00eancia FAPESP \u2013 a comunidade cient\u00edfica paulista usu\u00e1ria de Sistemas Globais de Navega\u00e7\u00e3o por Sat\u00e9lite (GNSS, na sigla em ingl\u00eas) passou a dispor de melhor infraestrutura para utiliza\u00e7\u00e3o dessa tecnologia para fins de pesquisa em \u00e1reas como a Geod\u00e9sia (determina\u00e7\u00e3o da forma, dimens\u00f5es e campo de gravidade da Terra), cartografia, modelagem da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":37419,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-44799","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44799"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44799\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}