{"id":45304,"date":"2013-07-18T01:43:35","date_gmt":"2013-07-18T04:43:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=45304"},"modified":"2013-07-18T01:43:35","modified_gmt":"2013-07-18T04:43:35","slug":"reabilitacao-cognitiva-ajuda-a-tratar-dependentes-quimicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/reabilitacao-cognitiva-ajuda-a-tratar-dependentes-quimicos\/45304","title":{"rendered":"Reabilita\u00e7\u00e3o cognitiva ajuda a tratar dependentes qu\u00edmicos"},"content":{"rendered":"<p>Por Karina Toledo Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O efeito da maconha, da coca\u00edna e do crack no c\u00e9rebro e o dano causado por essas drogas em <em><strong>fun\u00e7\u00f5es cognitivas<\/strong> <\/em>como mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o, capacidade de planejamento e de tomada de decis\u00f5es foram os temas de uma palestra apresentada pelo neuropsic\u00f3logo Paulo Jannuzzi Cunha, do\u00a0Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP), no World Congress on Brain, Behavior and Emotions.<\/p>\n<p>Durante o evento, realizado em S\u00e3o Paulo no fim de junho, Cunha apresentou dados de pesquisas recentes que mostram como a reabilita\u00e7\u00e3o cognitiva \u2013 feita por meio de est\u00edmulos como o jogo de xadrez \u2013 pode ajudar a recuperar parte das habilidades perdidas pelo consumo de drogas e ser fundamental para evitar a reca\u00edda de dependentes qu\u00edmicos em tratamento.<\/p>\n<p>Leia a seguir trechos da entrevista concedida por Cunha \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 De que forma a maconha, a coca\u00edna e o crack afetam o c\u00e9rebro?<br \/>\nPaulo Jannuzzi Cunha\u00a0\u2013 Cada droga tem seu mecanismo de a\u00e7\u00e3o particular, mas todas atingem de alguma forma o sistema de recompensa cerebral, que envolve o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal, a \u00e1rea tegmentar ventral, onde h\u00e1 um conjunto de neur\u00f4nios respons\u00e1veis pela libera\u00e7\u00e3o do neurotransmissor dopamina, e o n\u00facleo accumbens. Quando sentimos prazer \u2013 seja por um est\u00edmulo f\u00edsico, como comida, seja por um est\u00edmulo emocional \u2013, ocorre a libera\u00e7\u00e3o de dopamina na sinapse, que \u00e9 o espa\u00e7o de conex\u00e3o entre um neur\u00f4nio e outro. Mas n\u00e3o ficamos alegres o tempo todo e, para retornar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio, essa dopamina precisa ser recapturada pelo neur\u00f4nio que a liberou inicialmente. As drogas impedem esse processo de recaptura e fazem com que um excesso de dopamina permane\u00e7a na fenda sin\u00e1ptica, estimulando a comunica\u00e7\u00e3o entre os neur\u00f4nios do sistema de recompensa, intensificando e prolongando a sensa\u00e7\u00e3o de prazer.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 De que\u00a0maneira isso pode ser prejudicial?<br \/>\nCunha\u00a0\u2013 Como as drogas estimulam muito o sistema de recompensa, mas de maneira artificial, o c\u00e9rebro come\u00e7a a ficar pregui\u00e7oso para produzir e liberar dopamina. Na medida em que o uso da droga vai se tornando cr\u00f4nico, a pessoa literalmente come\u00e7a a perder os prazeres da vida e a sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar vai ficando cada vez mais restrita ao uso da droga.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Mas como isso afeta as fun\u00e7\u00f5es cognitivas?<br \/>\nCunha\u00a0\u2013 Tudo o que fazemos precisa envolver um certo grau de prazer e bem-estar; caso contr\u00e1rio, n\u00e3o conseguimos manter a aten\u00e7\u00e3o por muito tempo na atividade. Ent\u00e3o o sistema de recompensa est\u00e1 de alguma forma relacionado com fun\u00e7\u00f5es executivas, mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o, planejamento e tomada de decis\u00f5es. Al\u00e9m disso, no uso agudo da coca\u00edna e do crack, ocorre uma vasoconstri\u00e7\u00e3o e aumento da press\u00e3o arterial. Isso aumenta o risco de um acidente vascular cerebral e de entupimentos de pequenos vasos sangu\u00edneos (isquemias). O uso cr\u00f4nico dessas drogas faz com que v\u00e1rias regi\u00f5es do c\u00e9rebro fiquem mal irrigadas, o que tamb\u00e9m pode afetar o processamento cognitivo. Os danos s\u00e3o ainda maiores quando a coca\u00edna \u00e9 associada ao consumo de \u00e1lcool, pois a mistura das duas drogas causa a forma\u00e7\u00e3o no f\u00edgado de um metab\u00f3lito chamado cocaetileno, que intoxica os neur\u00f4nios e pode causar danos ao cora\u00e7\u00e3o. O crack, por ser absorvido mais rapidamente, causa os mesmos efeitos da coca\u00edna e de forma ainda mais intensa. J\u00e1 a maconha n\u00e3o causa a vasoconstri\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 estudos que mostram outras altera\u00e7\u00f5es vasculares, aumento no risco de derrame e a diminui\u00e7\u00e3o de certas regi\u00f5es do c\u00e9rebro como a am\u00edgdala e o hipocampo, que s\u00e3o ricas em receptores para o tetrahidrocanabinol (THC). Isso pode afetar diretamente a capacidade de memoriza\u00e7\u00e3o e a regula\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es como medo e agressividade.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 \u00c9 por esse motivo que a maconha \u00e9 considerada um fator de risco para o desenvolvimento de transtornos psic\u00f3ticos?<br \/>\nCunha\u00a0\u2013 A maconha aumenta o risco de desenvolver sintomas psic\u00f3ticos, mas os mecanismos relacionados a esse fato ainda est\u00e3o sendo estudados. A suscetibilidade parece estar ligada tanto a caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas como ao hist\u00f3rico de vida do usu\u00e1rio de maconha, a forma como ocorreu seu desenvolvimento neuropsicol\u00f3gico e seu estado psicol\u00f3gico no momento em que faz uso da droga. H\u00e1 estudos que indicam que portadores de um determinado polimorfismo no gene que codifica a enzima catecol-O-metiltransferase (COMT) apresentam risco maior de desenvolver sintomas psic\u00f3ticos se consumirem maconha. Um estudo do nosso grupo refor\u00e7a a hip\u00f3tese de que o c\u00e9rebro de portadores de transtornos psic\u00f3ticos \u2013 entre eles esquizofrenia e transtorno bipolar \u2013 que usam maconha \u00e9 diferente do c\u00e9rebro de portadores de psicoses sem hist\u00f3ria de uso de maconha.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Como foi feito esse estudo?<br \/>\nCunha\u00a0\u2013 Os dados foram coletados durante o doutorado da Maristela Schaufelberger, na FMUSP, hoje docente na USP de Ribeir\u00e3o Preto, e parte deles foi analisada durante meu p\u00f3s-doutorado, que conta com<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/115491\/integridade-de-substancia-branca-em-corpo-caloso-e-desempenho-neuropsicologico-em-criancas-e-adolesc\" target=\"_blank\">apoio da FAPESP<\/a>. Os resultados foram divulgados na edi\u00e7\u00e3o de julho da revista\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0920996413002090\" target=\"_blank\">Schizophrenia Research<\/a>. N\u00f3s comparamos, por meio de exames de neuroimagem, o volume de certas \u00e1reas cerebrais de 80 volunt\u00e1rios sadios e n\u00e3o usu\u00e1rios de drogas, com 78 portadores de transtornos psic\u00f3ticos n\u00e3o usu\u00e1rios de droga e com 28 portadores de transtornos psic\u00f3ticos com hist\u00f3rico de uso de maconha. Tamb\u00e9m comparamos o desempenho de cada grupo em testes que mediam flu\u00eancia verbal, mem\u00f3ria operacional e a amplitude da aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Quais foram os resultados?<br \/>\nCunha\u00a0\u2013 Era de se esperar que os psic\u00f3ticos usu\u00e1rios de maconha se sa\u00edssem pior nas duas avalia\u00e7\u00f5es, mas curiosamente eles tiveram resultados mais parecidos com os do grupo controle. Os psic\u00f3ticos n\u00e3o usu\u00e1rios da droga apresentaram volume cerebral menor, principalmente no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal \u2013 ligado \u00e0s fun\u00e7\u00f5es executivas \u2013 e nas \u00e1reas hipocampais \u2013 ligadas \u00e0 mem\u00f3ria. Outros estudos recentes tamb\u00e9m est\u00e3o apontando essa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Haveria algum efeito ben\u00e9fico da maconha?<br \/>\nCunha\u00a0\u2013 N\u00e3o parece ser o caso. Do ponto de vista dos efeitos cerebrais, a maconha fumada est\u00e1 cada vez mais potente e mais rica em THC, que \u00e9 o princ\u00edpio ativo da droga e que est\u00e1 associado fortemente com problemas cognitivos e sintomas psic\u00f3ticos. Por outro lado, h\u00e1 autores que defendem a hip\u00f3tese de que o canabidiol (CBD), outra subst\u00e2ncia presente na maconha, poderia ter algum efeito neuroprotetor. Mas nossos dados n\u00e3o permitem afirmar isso, at\u00e9 porque n\u00e3o temos informa\u00e7\u00f5es sobre a concentra\u00e7\u00e3o de CBD e THC na maconha que os pacientes fumaram. Al\u00e9m disso, quem fuma maconha n\u00e3o absorve apenas canabidiol, mas tamb\u00e9m altas doses de THC, que conhecidamente causa danos cerebrais. Nossa hip\u00f3tese \u00e9 de que as pessoas que desenvolvem algum tipo de transtorno psic\u00f3tico mesmo sem usar nenhum tipo de droga j\u00e1 apresentam algum preju\u00edzo anterior no neurodesenvolvimento, talvez desde a inf\u00e2ncia, que faz com que o quadro inicial seja mais severo e as anormalidades cerebrais tamb\u00e9m. J\u00e1 o paciente psic\u00f3tico com hist\u00f3ria de uso de uso de maconha teria inicialmente um perfil neuropsicol\u00f3gico mais preservado, mas com a desestrutura\u00e7\u00e3o funcional decorrente da psicose, em sua fase inicial. Mas, \u00e0 medida que a doen\u00e7a avan\u00e7a, o quadro se torna igualmente grave nos dois grupos, pior ainda se o uso de maconha persistir. Os usu\u00e1rios de maconha n\u00e3o apresentam uma psicose mais leve que os demais.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Por que certas pessoas s\u00e3o mais suscet\u00edveis aos preju\u00edzos causados pelas drogas e outras mais resistentes?<br \/>\nCunha\u00a0\u2013 H\u00e1 fatores gen\u00e9ticos e ambientais. Todos os est\u00edmulos que recebemos ao longo da vida, a cultura adquirida, o aprendizado de l\u00ednguas e de novas habilidades, fazem com que o c\u00e9rebro forme um maior n\u00famero de sinapses e isso gera uma reserva cognitiva. Quanto maior for essa reserva, maior \u00e9 a resist\u00eancia ao d\u00e9ficit causado pelas drogas ou por doen\u00e7as como Alzheimer nas fun\u00e7\u00f5es executivas e na mem\u00f3ria. Agora estamos estudando como a reabilita\u00e7\u00e3o cognitiva, que \u00e9 uma esp\u00e9cie de muscula\u00e7\u00e3o cerebral, pode ajudar a compensar o d\u00e9ficit funcional causado pelas drogas. J\u00e1 temos dados que indicam que, quanto maior o preju\u00edzo \u00e0s fun\u00e7\u00f5es executivas, maior o risco de um dependente em tratamento voltar a usar a droga.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Como foi feito esse estudo?<br \/>\nCunha\u00a0\u2013 Participaram 32 pacientes com diagn\u00f3stico de depend\u00eancia de coca\u00edna ou de crack, entre 18 e 45 anos, internados na Enfermaria do Comportamento Impulsivo do HC-FMUSP. Ap\u00f3s a semana de desintoxica\u00e7\u00e3o, quando o teste toxicol\u00f3gico deixou de detectar os metab\u00f3litos da droga na urina dos pacientes, eles foram submetidos a diversos testes de avalia\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es executivas, como aten\u00e7\u00e3o sustentada (manter o foco por per\u00edodo prolongado), aten\u00e7\u00e3o alternada (observar dois est\u00edmulos sequenciais, como n\u00fameros e letras, ao mesmo tempo), capacidade de abstra\u00e7\u00e3o, flexibilidade cognitiva (adaptar-se a novos padr\u00f5es de racioc\u00ednio), planejamento e tomada de decis\u00f5es pensando no futuro. Ap\u00f3s o per\u00edodo de interna\u00e7\u00e3o de aproximadamente cinco semanas, o seguimento foi feito por telefone durante um m\u00eas. Os pacientes que reca\u00edram durante esse per\u00edodo de seguimento foram os que apresentaram no in\u00edcio do tratamento o pior desempenho nos testes de avalia\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es executivas. Dessa forma, os d\u00e9ficits cognitivos podem ser interpretados como indicadores da probabilidade de reca\u00edda dos dependentes. A pesquisa foi desenvolvida durante o mestrado da neuropsic\u00f3loga Priscila Dib Gon\u00e7alves, que contou com<a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/127602\/pesquisa-sobre-o-impacto-da-reabilitacao-neuropsicologica-em-dependentes-de-cocainacrack\/\" target=\"_blank\">apoio da FAPESP<\/a>\u00a0e foi orientada por Arthur Guerra de Andrade. Agora, durante o doutorado, ela est\u00e1 avaliando o impacto da reabilita\u00e7\u00e3o cognitiva no tratamento, a partir de um novo modelo de reabilita\u00e7\u00e3o cognitiva que n\u00f3s criamos, chamado \u201cXadrez Motivacional\u201d.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Como funciona esse modelo?<br \/>\nCunha\u00a0\u2013 Usamos o jogo de xadrez aliado a t\u00e9cnicas de uma abordagem cient\u00edfica conhecida como Entrevista Motivacional, em que a terapeuta ajuda o dependente a entender as motiva\u00e7\u00f5es que o levam a usar drogas e o auxilia a tra\u00e7ar metas para o futuro e estrat\u00e9gias para manter-se longe das drogas. Por meio de exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, estamos tamb\u00e9m investigando as regi\u00f5es cerebrais ativadas durante a reabilita\u00e7\u00e3o, com apoio de Geraldo Busatto, que coordena o Laborat\u00f3rio de Neuroimagem da USP, com aux\u00edlio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq). Sabemos que os dependentes qu\u00edmicos t\u00eam danos generalizados em v\u00e1rias regi\u00f5es, mas pensamos que aqueles da regi\u00e3o pr\u00e9-frontal \u2013 que coordena as fun\u00e7\u00f5es executivas \u2013 s\u00e3o os mais relacionados com as reca\u00eddas e a dificuldade de aderir ao tratamento. Por isso, focamos na reabilita\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas pr\u00e9-frontais. Nosso objetivo \u00e9 investigar se o treinamento de fato faz com que essas regi\u00f5es cerebrais funcionem melhor.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Como a reabilita\u00e7\u00e3o cognitiva atua sobre o c\u00e9rebro?<br \/>\nCunha\u00a0\u2013 Trazer de volta os neur\u00f4nios que j\u00e1 morreram \u00e9 imposs\u00edvel, mas podemos estimular as \u00e1reas que continuam preservadas e deix\u00e1-las mais fortes para compensar o d\u00e9ficit cognitivo. \u00c9 a chamada neuroplasticidade. Os dados preliminares j\u00e1 evidenciam melhoria cognitiva nesses pacientes, mas precisamos ir al\u00e9m e entender de que forma isso representaria melhoria na vida di\u00e1ria e na recupera\u00e7\u00e3o deles a longo prazo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Karina Toledo Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O efeito da maconha, da coca\u00edna e do crack no c\u00e9rebro e o dano causado por essas drogas em fun\u00e7\u00f5es cognitivas como mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o, capacidade de planejamento e de tomada de decis\u00f5es foram os temas de uma palestra apresentada pelo neuropsic\u00f3logo Paulo Jannuzzi Cunha, do\u00a0Instituto de Psiquiatria da Faculdade de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37376,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":""},"categories":[22,5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-45304","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-saude-e-vida"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45304"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45304\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37376"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}