{"id":45338,"date":"2013-07-18T22:55:23","date_gmt":"2013-07-19T01:55:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=45338"},"modified":"2013-07-18T22:55:52","modified_gmt":"2013-07-19T01:55:52","slug":"homicidios-de-jovens-crescem-3261-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/homicidios-de-jovens-crescem-3261-no-brasil\/45338","title":{"rendered":"Homic\u00eddios de jovens crescem 326,1% no Brasil, mostra Mapa da Viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia &#8211; A <em><strong>viol\u00eancia<\/strong><\/em> contra os jovens brasileiros aumentou nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas de acordo com o Mapa da Viol\u00eancia 2013: Homic\u00eddio e Juventude no Brasil, publicado hoje (18) pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com dados do Subsistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade (SIM), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Entre 1980 e 2011, as mortes n\u00e3o naturais e violentas de jovens \u2013 como acidentes, homic\u00eddio ou suic\u00eddio \u2013 cresceram 207,9%. Se forem considerados s\u00f3 os homic\u00eddios, o aumento chega a 326,1%. Do total de 46.920 mortes na faixa et\u00e1ria de 14 a 25 anos, em 2011, 63,4% tiveram causas violentas (acidentes de tr\u00e2nsito, homic\u00eddio ou suic\u00eddio). Na d\u00e9cada de 1980, o percentual era 30,2%.<\/p>\n<p>\u201cHoje, com grande pesar, vemos que os motivos ainda existem e subsistem, apesar de reconhecer os avan\u00e7os realizados em diversas \u00e1reas. Contudo, s\u00e3o avan\u00e7os ainda insuficientes diante da magnitude do problema\u201d, conclui o estudo.<\/p>\n<p>O homic\u00eddio \u00e9 a principal causa de mortes n\u00e3o naturais e violentas entre os jovens. A cada 100 mil jovens, 53,4 assassinados, em 2011. Os crimes foram praticados contra pessoas entre 14 e 25 anos. Os acidentes com algum tipo de meio de transporte, como carros ou motos, foram respons\u00e1veis por 27,7 mortes no mesmo ano.<\/p>\n<p>Segundo o mapa, o aumento da viol\u00eancia entre pessoas dessa faixa et\u00e1ria demonstra a omiss\u00e3o da sociedade e do Poder P\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o aos jovens, especialmente os que moram nos chamados polos de concentra\u00e7\u00e3o de mortes, no interior de estados mais desenvolvidos; em zonas perif\u00e9ricas, de fronteira e de turismo predat\u00f3rio; em \u00e1reas com dom\u00ednio territorial de quadrilhas, mil\u00edcias ou de tr\u00e1fico de drogas; e no arco do desmatamento na Amaz\u00f4nia que envolve os estados do Acre, Amazonas, de Rond\u00f4nia, Mato Grosso, do Par\u00e1, Tocantins e Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, a partir \u201cdo esquecimento e da omiss\u00e3o passa-se, de forma f\u00e1cil, \u00e0 condena\u00e7\u00e3o\u201d o que representa \u201cs\u00f3 um pequeno passo para a repress\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o\u201d. O autor do mapa, Julio Jacobo Waiselfisz, explicou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que a transi\u00e7\u00e3o da d\u00e9cada de 1980 para a de 1990 causou mudan\u00e7as no modelo de crescimento nacional, com uma descentraliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que n\u00e3o foi acompanhada pelo aparato estatal, especialmente o de seguran\u00e7a p\u00fablica. O deslocamento dos interesses econ\u00f4micos das grandes cidades para outros centros gerou a interioriza\u00e7\u00e3o e a periferiza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, \u00e1reas n\u00e3o preparadas para lidar com os problemas.<\/p>\n<p>\u201cO malandro n\u00e3o \u00e9 ot\u00e1rio, n\u00e3o vai atacar um banco bem protegido, no centro da cidade. Ele vai aonde a seguran\u00e7a est\u00e1 atrasada e deficiente, gerando um novo desenho da viol\u00eancia. N\u00e3o foi uma migra\u00e7\u00e3o meramente f\u00edsica, mas de estruturas\u201d, destacou Waiselfisz.<\/p>\n<p>Nos estados e capitais em que eram registrados os \u00edndices mais altos de homic\u00eddios, como em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro, houve redu\u00e7\u00e3o significativa de casos, devido aos investimentos na \u00e1rea. S\u00e3o Paulo, atualmente, \u00e9 a capital com a maior queda nos \u00edndices de homic\u00eddios de jovens nos \u00faltimos 15 anos (-86,3%). A Regi\u00e3o Sudeste \u00e9 a que tem o menor percentual de morte de jovens por causas n\u00e3o naturais e violentas (57%).<\/p>\n<p>Em contraponto, Natal (RN), considerado um novo polo de viol\u00eancia, \u00e9 a capital que registrou o maior crescimento de homic\u00eddios de pessoas entre 15 e 24 anos \u2013 267,3%. A regi\u00e3o com os piores \u00edndices \u00e9 a Centro-Oeste, com 69,8% das pessoas nessa faixa et\u00e1ria mortas por homic\u00eddio.<\/p>\n<p>Carolina Sarres<br \/>\nRep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Marcos Chagas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia &#8211; A viol\u00eancia contra os jovens brasileiros aumentou nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas de acordo com o Mapa da Viol\u00eancia 2013: Homic\u00eddio e Juventude no Brasil, publicado hoje (18) pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com dados do Subsistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade (SIM), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. 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