{"id":4878,"date":"2009-07-08T15:40:55","date_gmt":"2009-07-08T19:40:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=4878"},"modified":"2009-07-08T15:40:55","modified_gmt":"2009-07-08T19:40:55","slug":"aumenta-numero-de-criancas-nascidas-com-o-auxilio-das-tecnicas-de-reproducao-humana-assistida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/aumenta-numero-de-criancas-nascidas-com-o-auxilio-das-tecnicas-de-reproducao-humana-assistida\/4878","title":{"rendered":"Aumenta n\u00famero de crian\u00e7as nascidas com o aux\u00edlio das t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o humana assistida"},"content":{"rendered":"<p>Entre 219 mil e 246 mil beb\u00eas nascem a cada ano no mundo gra\u00e7as ao desenvolvimento das t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida. Os n\u00fameros foram apresentados pelo professor Jacques de Mouzon e seus colaboradores em artigo publicado na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Human Reproduction<\/em>, em maio deste ano. Mouzon \u00e9 membro do Instituto Nacional de Sa\u00fade e da Pesquisa M\u00e9dica (Inserm), na Fran\u00e7a, e coordena o Comit\u00ea Internacional para Monitoramento de Tecnologias de Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida.<\/p>\n<p>O estudo indica um aumento no n\u00famero de procedimentos envolvendo as t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida: mais de 25% em apenas dois anos, de 2000 a 2002. Os pesquisadores usaram dados de 1.563 cl\u00ednicas em 53 pa\u00edses, mas ressaltaram a insufici\u00eancia de dados em partes da \u00c1sia, \u00c1frica e Oceania.<\/p>\n<p>Um dos destaques do documento \u00e9 o crescente aumento no n\u00famero de nascimentos a partir de t\u00e9cnicas como a inje\u00e7\u00e3o esperm\u00e1tica citoplasm\u00e1tica, que tem crescido mais do que a fertiliza\u00e7\u00e3o\u00a0<em>in vitro<\/em>. O artigo tamb\u00e9m traz dados que revelam a disparidade no acesso aos sistemas de sa\u00fade e \u00e0s tecnologias de reprodu\u00e7\u00e3o assistida pelo mundo. No oeste da Europa, por exemplo, essas condi\u00e7\u00f5es se mostram bem mais favor\u00e1veis do que nos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Segundo Mouzon, estas informa\u00e7\u00f5es levantam a quest\u00e3o de se desenvolver t\u00e9cnicas de baixo custo para aplica\u00e7\u00e3o em pa\u00edses mais pobres, onde normalmente, o tratamento \u00e9 mais agressivo, podendo levar a nascimentos m\u00faltiplos e a problemas como a s\u00edndrome da hiperestimula\u00e7\u00e3o ovariana ou a necessidade de redu\u00e7\u00f5es fetais.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Veja o relat\u00f3rio\u00a0<em>World collaborative report on assisted reproductive technology<\/em> em:<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/humrep.oxfordjournals.org\/cgi\/content\/full\/dep098\" target=\"_blank\">http:\/\/humrep.oxfordjournals.org\/cgi\/content\/full\/dep098<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><em> <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em> <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Desafios da reprodu\u00e7\u00e3o humana assistida<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O nascimento de m\u00faltiplos beb\u00eas \u00e9 considerado um problema de sa\u00fade p\u00fablica devido aos riscos causados \u00e0s m\u00e3es, \u00e0s crian\u00e7as e pelo alto custo gerado ao sistema p\u00fablico de sa\u00fade. \u201cOs riscos da gravidez m\u00faltipla s\u00e3o muitos. Para a m\u00e3e, podemos citar a pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia, o diabetes gestacional, o rompimento do colo uterino e o parto prematuro. Para o beb\u00ea, o maior risco \u00e9 o da prematuridade, o que pode ocasionar a malforma\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os\u201d, explica o Prof\u00b0 Dr\u00b0 Joji Ueno, ginecologista, diretor da Cl\u00ednica GERA, especializada em reprodu\u00e7\u00e3o humana assistida.<\/p>\n<p>De uma maneira geral, em termos de reprodu\u00e7\u00e3o humana, seja pela fertiliza\u00e7\u00e3o\u00a0<em>in vivo<\/em> ou pela\u00a0<em>in vitro<\/em>, temos poucas chances de sucesso em obter uma gravidez. \u201cComo resolver esta quest\u00e3o? Melhorando o \u00edndice de implanta\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o. Para melhorar as chances de gesta\u00e7\u00e3o, normalmente, s\u00e3o transferidos para o \u00fatero mais de um embri\u00e3o. Isto porque as chances de gesta\u00e7\u00e3o aumentam, conforme o n\u00famero de embri\u00f5es transferidos, at\u00e9 se estabilizarem em torno de quatro embri\u00f5es. Em outras palavras, transferir mais do que quatro embri\u00f5es aumenta apenas a chance de gesta\u00e7\u00e3o m\u00faltipla. Quando obtivermos melhores \u00edndices de implanta\u00e7\u00e3o, poderemos diminuir o n\u00famero de embri\u00f5es transferidos, sem prejudicar as chances do casal de engravidar\u201d, defende Ueno.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um desafio para as cl\u00ednicas de Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida, hoje: otimizar os resultados, manter bons \u00edndices de gravidez e n\u00e3o aumentar a incid\u00eancia de gesta\u00e7\u00e3o m\u00faltipla. \u201cCom o respaldo de um bom embriologista, esperamos que, em alguns anos, possamos transferir rotineiramente apenas um embri\u00e3o, com boas chances de gesta\u00e7\u00e3o. Para isto, devemos desenvolver mais pesquisas sobre as condi\u00e7\u00f5es ideais de transfer\u00eancia, sobreviv\u00eancia intra\u00fatero e implanta\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m melhorar os protocolos de congelamento e descongelamento de gametas e embri\u00f5es, pois estas t\u00e9cnicas podem colaborar\u00a0 com a redu\u00e7\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o m\u00faltipla\u201d, diz o diretor da Cl\u00ednica GERA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 219 mil e 246 mil beb\u00eas nascem a cada ano no mundo gra\u00e7as ao desenvolvimento das t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida. Os n\u00fameros foram apresentados pelo professor Jacques de Mouzon e seus colaboradores em artigo publicado na revista cient\u00edfica\u00a0Human Reproduction, em maio deste ano. 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