{"id":48951,"date":"2013-10-23T18:17:39","date_gmt":"2013-10-23T20:17:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=48951"},"modified":"2013-10-23T18:17:39","modified_gmt":"2013-10-23T20:17:39","slug":"ctc-busca-produzir-celulas-tronco-em-larga-escala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/ctc-busca-produzir-celulas-tronco-em-larga-escala\/48951","title":{"rendered":"CTC busca produzir c\u00e9lulas-tronco em larga escala"},"content":{"rendered":"<p>Por Claudia Izique Ag\u00eancia FAPESP \u2013 No in\u00edcio de 2000, o \u00edndice de sobrevida de pacientes com <em><strong>leucemia promieloc\u00edtica<\/strong><\/em> aguda (LPA) no Brasil era de 50% contra os mais de 80% registrados nos Estados Unidos e em pa\u00edses europeus. A maior incid\u00eancia da doen\u00e7a em pa\u00edses latino-americanos n\u00e3o justificava a discrep\u00e2ncia nas estat\u00edsticas: a LPA responde bem ao \u00e1cido all-trans retinoico (ATRA), medica\u00e7\u00e3o que \u00e9 distribu\u00edda pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). A explica\u00e7\u00e3o para a defasagem nos resultados estava no diagn\u00f3stico tardio e no consequente atraso no in\u00edcio do tratamento de uma doen\u00e7a que induz a um grave quadro hemorr\u00e1gico, elevando o n\u00famero de \u00f3bitos.\u00a0Associando pesquisa b\u00e1sica e cl\u00ednica, pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC), um Centro de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (CEPID) mantido pela FAPESP e sediado na Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) de Ribeir\u00e3o Preto, propuseram um novo modelo de diagn\u00f3stico, adotado por um cons\u00f3rcio de oito hospitais p\u00fablicos em cinco estados.<\/p>\n<p>\u201cEm nove anos, a mortalidade caiu pela metade e a sobrevida dos pacientes chegou a 70%\u201d, comemora o pesquisador Eduardo Magalh\u00e3es Rego. O resultado do trabalho foi\u00a0<a href=\"http:\/\/bloodjournal.hematologylibrary.org\/content\/121\/11\/1935.full\" target=\"_blank\">capa<\/a>\u00a0da revista\u00a0Blood, em 14 de mar\u00e7o de 2013. O protocolo tornou-se padr\u00e3o em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina: agora, o cons\u00f3rcio tamb\u00e9m re\u00fane hospitais do Chile, do Uruguai e do M\u00e9xico e, nos pr\u00f3ximos meses, incluir\u00e1 o Paraguai e o Peru.<\/p>\n<p>O novo diagn\u00f3stico da LPA traduz uma das miss\u00f5es primordiais do Centro de Terapia Celular e do<a href=\"http:\/\/cepid.fapesp.br\/\" target=\"_blank\">Programa CEPID<\/a>, criado pela FAPESP em 2000: desenvolver pesquisa de excel\u00eancia, comprometida com a aplica\u00e7\u00e3o de resultados.<\/p>\n<p>A partir de hoje, a\u00a0Ag\u00eancia FAPESP\u00a0d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 publica\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de reportagens especiais sobre os CEPIDs apoiados pela Funda\u00e7\u00e3o entre 2001 e 2013 e lan\u00e7a um site especialmente para o programa, que pode ser acessado em:\u00a0<a href=\"http:\/\/cepid.fapesp.br\/\" target=\"_blank\">cepid.fapesp.br<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cO CTC criou um ambiente f\u00e9rtil para o desenvolvimento de metodologias relacionadas \u00e0 pesquisa com c\u00e2ncer, c\u00e9lulas-tronco, biotecnologia e biologia molecular\u201d, avalia Marco Antonio Zago, coordenador do Centro e pr\u00f3-reitor de Pesquisa da USP. \u201cFazemos pesquisa b\u00e1sica e temos cl\u00ednica de tratamento de pacientes, laborat\u00f3rios no Hemocentro e no Hospital das Cl\u00ednicas, al\u00e9m de uma unidade de transplante de medula \u00f3ssea.\u201d<\/p>\n<p>A formula\u00e7\u00e3o do novo teste diagn\u00f3stico da LPA fez o percurso da bancada \u00e0 cl\u00ednica. \u201cA LPA resulta da quebra de dois cromossomos que trocam peda\u00e7os entre si, formando um gene de fus\u00e3o. O desafio era entender como esse gene causa a leucemia\u201d, explica Magalh\u00e3es Rego.<\/p>\n<p>Utilizando modelos transg\u00eanicos, os pesquisadores reproduziram a doen\u00e7a em camundongos e constataram que algumas prote\u00ednas, que deveriam atuar como supressoras, n\u00e3o funcionavam. Uma delas, a PML, \u201caprisionada\u201d em estrutura bem definida em indiv\u00edduos sadios, entre doentes apresenta-se dispersa, sem fun\u00e7\u00e3o de regula\u00e7\u00e3o do organismo e em intera\u00e7\u00e3o com outro grupo de prote\u00ednas.<\/p>\n<p>A dispers\u00e3o da PML foi a chave para o teste diagn\u00f3stico, realizado por meio de exame de medula \u00f3ssea em rea\u00e7\u00e3o a anticorpos \u201cdoados por um pesquisador italiano\u201d, como Magalh\u00e3es Rego diz. \u201cTrata-se de um exame laboratorial de imunofluoresc\u00eancia, dispon\u00edvel em hospitais de porte m\u00e9dio, e que fica pronto em seis horas\u201d, descreve.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 testar o efeito do transplante de c\u00e9lulas-tronco hematopoi\u00e9ticas (TCTH), extra\u00eddas da medula \u00f3ssea, no tratamento de infec\u00e7\u00f5es oportunistas em portadores de leucemias mieloides agudas.<\/p>\n<p>Diferencia\u00e7\u00e3o celular<\/p>\n<p>O TCTH \u00e9 uma terapia desenvolvida pelo CTC desde o in\u00edcio do ano 2000. \u201cNa \u00e9poca, ainda n\u00e3o se falava em c\u00e9lulas-tronco. S\u00f3 us\u00e1vamos transplante de medula\u201d, lembra Zago. \u201cT\u00ednhamos tr\u00eas fontes, c\u00e9lulas da medula, do sangue e da placenta, com respostas diferentes no tratamento celular.\u201d<\/p>\n<p>A diferencia\u00e7\u00e3o celular e a resposta cl\u00ednica passaram a ser foco de estudos da equipe. Em 2004, quando uma pesquisa sueca sugeriu que as c\u00e9lulas-tronco reduziam a resposta imunol\u00f3gica dos organismos porque alteravam o linf\u00f3cito T, a equipe resolver avaliar o seu uso no tratamento do diabetes, doen\u00e7a autoimune em que o sistema imunol\u00f3gico ataca as c\u00e9lulas produtoras de insulina do p\u00e2ncreas.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese era a de que, se o ataque fosse interrompido e as c\u00e9lulas restantes preservadas, seria poss\u00edvel, por meio de TCTH, recuperar o p\u00e2ncreas, reduzir a depend\u00eancia de insulina e evitar complica\u00e7\u00f5es t\u00edpicas da doen\u00e7a, como a retinopatia, nefropatias e neuropatias.<\/p>\n<p>Do primeiro protocolo experimental participaram 25 pacientes diagnosticados com diabetes tipo 1. Eles tiveram as c\u00e9lulas-tronco hematopoi\u00e9ticas de sua medula \u00f3ssea coletadas e congeladas antes de se submeterem a uma quimioterapia para zerar o sistema imunol\u00f3gico e interromper a agress\u00e3o ao p\u00e2ncreas.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas-tronco congeladas foram, em seguida, transfundidas, produzindo uma nova medula e novas c\u00e9lulas sangu\u00edneas. Dos 25 pacientes, tr\u00eas est\u00e3o livres de insulina e 22 voltaram a utilizar a insulina depois de um determinado per\u00edodo, ainda que em dose inferior \u00e0 utilizada antes do tratamento.<\/p>\n<p>Um novo protocolo de TCTH foi iniciado em 2009, com outros quatro pacientes com diabetes tipo 1 diagnosticados h\u00e1 menos de cinco meses. A pesquisa tem parceria da Northwestern University, de Chicago, e da Universidade Paris Diderot. \u201cEstamos entusiasmados com os resultados\u201d, adianta a pesquisadora Maria Carolina de Oliveira Rodrigues.<\/p>\n<p>Antes disso, em 2008, em outro protocolo experimental, os pesquisadores tentaram modular o sistema imunol\u00f3gico de pacientes diab\u00e9ticos por meio de aplica\u00e7\u00f5es de c\u00e9lulas mesenquimais, extra\u00eddas da medula de um parente.<\/p>\n<p>\u201cA hip\u00f3tese era a de que c\u00e9lulas mesenquimais seriam capazes de migrar e de se diferenciar em c\u00e9lulas do p\u00e2ncreas produtoras de insulina\u201d, explicou a pesquisadora Oliveira Rodrigues\u00a0em uma<a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/16321\" target=\"_blank\">reportagem<\/a>\u00a0da\u00a0Ag\u00eancia FAPESP. A resposta, no caso, n\u00e3o foi animadora e uma nova pesquisa poder\u00e1 ser realizada.<\/p>\n<p>Um protocolo para o SUS<\/p>\n<p>Protocolo semelhante ao do diabetes tipo 1 tem se mostrado promissor tamb\u00e9m no tratamento da esclerose m\u00faltipla, doen\u00e7a que agride o sistema nervoso central e compromete progressivamente a capacidade neurol\u00f3gica (leia mais em\u00a0<a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/10090\" target=\"_blank\">agencia.fapesp.br\/10090<\/a>). Desde 2002, 100 pacientes foram submetidos \u00e0 quimioterapia e inje\u00e7\u00e3o endovenosa de c\u00e9lulas-tronco hematopoi\u00e9ticas para interromper o avan\u00e7o da doen\u00e7a, relata Oliveira Rodrigues.<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos 11 anos \u2013 per\u00edodo que correspondeu ao financiamento da FAPESP ao CTC \u2013, a administra\u00e7\u00e3o do quimioter\u00e1pico foi sendo calibrada \u00e0 resposta dos pacientes. \u201cUma terapia muito t\u00f3xica foi substitu\u00edda por outra, mais adequada. Tamb\u00e9m aprendemos que o transplante n\u00e3o funciona quando a doen\u00e7a est\u00e1 em est\u00e1gio muito avan\u00e7ado.\u201d O protocolo atual est\u00e1 sendo avaliado junto com a Universidade de Northwestern, e os resultados comparados com os das melhores drogas.<\/p>\n<p>O CTC tem conseguido \u00f3timos resultados tamb\u00e9m no tratamento da esclerose sist\u00eamica, que afeta progressivamente as c\u00e9lulas do tecido conjuntivo, causando altera\u00e7\u00f5es vasculares e fibrose da pele. O tratamento convencional, com ciclosfosfamida, evita a progress\u00e3o da doen\u00e7a, mas, em pelo menos um ter\u00e7o dos casos, o TCTH antecedido por quimioterapia \u00e9 o procedimento recomendado.<\/p>\n<p>Em 48 pacientes, o transplante interrompeu a agress\u00e3o, revertendo o quadro de degenera\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea associado e estabilizando o paciente. \u201cEsse protocolo est\u00e1 em vias de ser adotado pelo SUS\u201d, revela Oliveira Rodrigues.<\/p>\n<p>Os riscos t\u00eam de ser ponderados. Em fevereiro de 2013, em parceria com pesquisadores da Northwestern, a equipe do CTC publicou na\u00a0Lancet\u00a0um artigo recomendando uma avalia\u00e7\u00e3o card\u00edaca minuciosa para melhor avaliar a oportunidade do transplante, em decorr\u00eancia, entre outros fatores, do coquetel quimioter\u00e1pico (leia mais em\u00a0<a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/16803\" target=\"_blank\">agencia.fapesp.br\/16803<\/a>). \u201cIniciaremos um segundo estudo para comparar tr\u00eas esquemas de quimioterapia e avaliar o melhor.\u201d<\/p>\n<p>A excel\u00eancia e os bons resultados alcan\u00e7ados pela pesquisa devem ser creditados \u00e0 equipe qualificada, aos parceiros internacionais de peso, como as universidades de Montreal, Guelph, Munchen, King&#8217;s College, Leiden, entre outras, e, principalmente, ao financiamento de grande porte e de longo prazo.<\/p>\n<p>\u201cA equipe tem competitividade. Nesse per\u00edodo, al\u00e9m do apoio da FAPESP, contamos tamb\u00e9m com recursos de outras ag\u00eancias de fomento como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Conselho Nacional de Pesquisa Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica (CNPq). Isso sem falar do or\u00e7amento da pr\u00f3pria universidade. O resultado \u00e9 que os recursos repassados pela FAPESP foram multiplicados por dois\u201d, afirma Zago.<\/p>\n<p>A qualidade dos estudos credenciou o CTC para integrar, desde 2008, a rede de pesquisas formada pelos Institutos Nacionais de Ci\u00eancia e Tecnologia (INCTs), por meio da qual desenvolve 30 projetos nas \u00e1reas de c\u00e9lulas-tronco e terapia celular, em parceria com universidades paulistas, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Centro Nacional de Primatas, no Par\u00e1. Os projetos s\u00e3o financiados, meio a meio, pelo CNPq e pela FAPESP (leia mais em\u00a0<a href=\"http:\/\/lgmb.fmrp.usp.br\/inctc\/\" target=\"_blank\">http:\/\/lgmb.fmrp.usp.br\/inctc<\/a>).<\/p>\n<p>Em 2013, o CTC teve aprovada uma nova proposta de trabalho, por meio do segundo edital do Programa CEPID. At\u00e9 2014, o Centro implementar\u00e1 um ambicioso programa multidisciplinar, com foco no estudo das caracter\u00edsticas moleculares, celulares e biol\u00f3gicas de c\u00e9lulas normais e patol\u00f3gicas e na avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de seu potencial terap\u00eautico. Os objetivos s\u00e3o gerar linhagens brasileiras a serem utilizadas em estudos pr\u00e9-cl\u00ednicos e investigar os mecanismos envolvidos no estado de pluripot\u00eancia, assim como em doen\u00e7as como disceratose cong\u00eanita, anemia da Faconi, hemofilia A e doen\u00e7a de Parkinson.<\/p>\n<p>Todos os estudos visam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em grande escala de c\u00e9lulas-tronco, de forma a permitir sua utiliza\u00e7\u00e3o cl\u00ednica potencial. Nesse per\u00edodo, tamb\u00e9m seguir\u00e3o em curso um projeto de transfer\u00eancia de tecnologia com foco na melhoria da sa\u00fade p\u00fablica e um programa de educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Para saber mais sobre o CTC leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"http:\/\/cepid.fapesp.br\/materia\/96\" target=\"_blank\">Tecnologia para o mercado<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/cepid.fapesp.br\/materia\/97\" target=\"_blank\">O c\u00edrculo virtuoso da ci\u00eancia<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Claudia Izique Ag\u00eancia FAPESP \u2013 No in\u00edcio de 2000, o \u00edndice de sobrevida de pacientes com leucemia promieloc\u00edtica aguda (LPA) no Brasil era de 50% contra os mais de 80% registrados nos Estados Unidos e em pa\u00edses europeus. A maior incid\u00eancia da doen\u00e7a em pa\u00edses latino-americanos n\u00e3o justificava a discrep\u00e2ncia nas estat\u00edsticas: a LPA [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37376,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":""},"categories":[22,5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-48951","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-saude-e-vida"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48951","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48951"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48951\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37376"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}