{"id":50345,"date":"2013-12-03T16:51:55","date_gmt":"2013-12-03T18:51:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=50345"},"modified":"2013-12-03T16:51:55","modified_gmt":"2013-12-03T18:51:55","slug":"brasil-ocupa-58o-lugar-no-programa-internacional-de-avaliacao-de-estudantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/brasil-ocupa-58o-lugar-no-programa-internacional-de-avaliacao-de-estudantes\/50345","title":{"rendered":"Brasil ocupa 58\u00ba lugar no Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo &#8211; Apesar de ter conseguido uma evolu\u00e7\u00e3o significativa nos itens avaliados pelo <em><strong>Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes<\/strong> <\/em>(Pisa), o Brasil ainda est\u00e1 nas posi\u00e7\u00f5es mais baixas do ranking. Entre os 65 pa\u00edses comparados, o Brasil ficou em 58\u00ba lugar. No entanto, desde 2003, o Brasil conseguiu os maiores ganhos na performance em matem\u00e1tica, saindo dos 356 pontos naquele ano e chegando aos 391 pontos em 2012, segundo os dados divulgados.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o, feita pela Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), \u00e9 aplicada a jovens de 15 anos a cada tr\u00eas anos. A pesquisa mede o desempenho dos estudantes em tr\u00eas \u00e1reas do conhecimento \u2013 leitura, matem\u00e1tica e ci\u00eancias. Em 2009, o Brasil ficou na 54\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking.<\/p>\n<p>Entre os pontos destacados em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil tamb\u00e9m est\u00e1 o aumento percentual de estudantes matriculados. De acordo com o estudo, em 2003, 65% dos jovens com 15 anos frequentavam a escola. Em 2012, o pa\u00eds conseguiu matricular 78% dos adolescentes nessa faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o s\u00f3 a maioria dos estudantes brasileiros melhorou o desempenho, mas tamb\u00e9m o Brasil aumentou a taxa de matr\u00edculas nas escolas prim\u00e1rias e secund\u00e1rias&#8221;, informa o relat\u00f3rio. Segundo o texto, as taxas de escolaridade para jovens de 15 anos aumentaram de 65% em 2003 para 78% em 2012. &#8220;Muitos dos alunos que agora est\u00e3o inclu\u00eddos no sistema escolar v\u00eam de comunidades rurais ou fam\u00edlias socioeconomicamente desfavorecidas, de modo que a popula\u00e7\u00e3o de alunos que participaram na avalia\u00e7\u00e3o do Pisa 2012 \u00e9 muito diferente da de 2003&#8221;, destaca o documento .<\/p>\n<p>Mesmo com a evolu\u00e7\u00e3o dos alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 matem\u00e1tica, o Brasil ainda est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia da OCDE, ficando no patamar de pa\u00edses como a Albania, Jord\u00e2nia, Argentina e Tun\u00edsia. Comparando com a Am\u00e9rica Latina, a performance brasileira est\u00e1 abaixo do Chile, M\u00e9xico, Uruguai e da Costa Rica. Por\u00e9m, o pa\u00eds se saiu melhor do que a Col\u00f4mbia e o Peru. A pesquisa ressalta que metade dos ganhos obtidos pelo Brasil em matem\u00e1tica se deve ao desenvolvimento econ\u00f4mico, social e cultural dos estudantes.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, o Pisa mostra que h\u00e1 desafios em rela\u00e7\u00e3o ao aprendizado de matem\u00e1tica. Na \u00e1rea, s\u00e3o seis os n\u00edveis de profici\u00eancia, sendo que o sexto n\u00edvel \u00e9 atingido apenas por 4,2% dos estudantes dos pa\u00edses que participaram do exame. A m\u00e9dia brasileira atinge apenas o n\u00edvel 1. Em um gr\u00e1fico mais detalhado \u00e9 poss\u00edvel observar que pouco mais de 60% dos estudantes brasileiros que participaram do exame est\u00e3o no n\u00edvel 1 ou abaixo dele. Pouco mais de 20% atingiram o n\u00edvel 2. A porcentagem de estudantes que atingiu os n\u00edveis de 3 a 6 n\u00e3o chega a 20%.<\/p>\n<p>Em leitura, o Brasil subiu de 396 pontos em 2000 para 410 pontos em 2012, colocando o pa\u00eds no mesmo patamar da Col\u00f4mbia, da Tun\u00edsia e do Uruguai, abaixo da m\u00e9dia da OCDE. Na Am\u00e9rica Latina, os estudantes brasileiros tiveram performance inferior aos colegas chilenos, costa-riquenhos e mexicanos. Mas, se sa\u00edram melhor do que os argentinos e peruanos. O estudo atribui a evolu\u00e7\u00e3o do Brasil nesse item somente aos avan\u00e7os econ\u00f4micos e sociais no per\u00edodo.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que 49,2% dos estudantes brasileiros conseguem, no m\u00e1ximo entender, a ideia geral de um texto que trate de um tema familiar ou fazer uma conex\u00e3o simples entre as informa\u00e7\u00f5es lidas e o conhecimento cotidiano. Apenas um em cada duzentos alunos atinge o n\u00edvel m\u00e1ximo de leitura. Ou seja, cerca 0,5% dos jovens s\u00e3o capazes de compreender um texto desconhecido tanto na forma quanto no conte\u00fado e fazer uma an\u00e1lise elaborada a respeito.<\/p>\n<p>Em ci\u00eancias, o desempenho brasileiro tamb\u00e9m ficou abaixo da m\u00e9dia, no n\u00edvel da Argentina, Col\u00f4mbia, Jord\u00e2nia e Tun\u00edsia. O Brasil ficou, nesse item, atr\u00e1s do Chile, da Costa Rica, do Uruguai e do M\u00e9xico, mas \u00e0 frente do Peru. Desde 2006, a performance brasileira saiu dos 390 pontos e chegou aos 405 em 2012. O estudo mostra que cerca da metade dessa evolu\u00e7\u00e3o deve ser atribu\u00edda a mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas e socioecon\u00f4micas da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Daniel Mello<br \/>\nRep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\n*Colaborou Mariana Tokarnia<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Talita Cavalcante<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo &#8211; Apesar de ter conseguido uma evolu\u00e7\u00e3o significativa nos itens avaliados pelo Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (Pisa), o Brasil ainda est\u00e1 nas posi\u00e7\u00f5es mais baixas do ranking. Entre os 65 pa\u00edses comparados, o Brasil ficou em 58\u00ba lugar. 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