{"id":50371,"date":"2013-12-04T15:24:04","date_gmt":"2013-12-04T17:24:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=50371"},"modified":"2013-12-04T15:24:04","modified_gmt":"2013-12-04T17:24:04","slug":"desafios-para-a-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2013\/desafios-para-a-inovacao\/50371","title":{"rendered":"Desafios para a inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Por Samuel Antenor Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Colocar em pauta os <em><strong>caminhos que levam \u00e0 inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>, o que ela significa em termos econ\u00f4micos e sua capacidade de induzir o desenvolvimento humano. Com esse objetivo, o 4\u00ba F\u00f3rum Regional de Barueri, realizado na C\u00e2mara Municipal de Barueri (SP), prop\u00f4s debater a qualidade da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, os desafios e oportunidades para a inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica em S\u00e3o Paulo, al\u00e9m do papel das m\u00e9dias e pequenas empresas no crescimento do Estado.<\/p>\n<p>Promovido pelo Grupo de L\u00edderes Empresariais (Lide) \u2013 organiza\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter privado fundada no Brasil em 2003 que re\u00fane empres\u00e1rios de 12 pa\u00edses e quatro continentes \u2013, o f\u00f3rum contou com a participa\u00e7\u00e3o do governador de S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin, que abriu o evento apresentando os n\u00fameros da economia paulista. \u201cS\u00e3o Paulo \u00e9 a 19\u00aa economia mundial, mas, para manter ou avan\u00e7ar nesse patamar, o setor produtivo precisa inovar\u201d, afirmou Alckmin.<\/p>\n<p>Com base em dados sobre o papel da pesquisa no desenvolvimento de S\u00e3o Paulo, o secret\u00e1rio de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Ci\u00eancia e Tecnologia do Estado, Rodrigo Garcia, falou sobre a participa\u00e7\u00e3o paulista na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o Paulo responde por 50% de toda a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nacional e 1,6% do PIB do Estado \u00e9 investido em pesquisa e desenvolvimento. Al\u00e9m disso, mais de 12% do disp\u00eandio anual do Estado \u00e9 direcionado ao ensino superior e \u00e0 pesquisa e desenvolvimento.\u201d<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio, a\u00e7\u00f5es como a instala\u00e7\u00e3o, no dia 13 de novembro, do Conselho Estadual de Ci\u00eancia e Tecnologia (Concite) v\u00e3o ajudar a identificar pontos cr\u00edticos e a enfrentar com mais efici\u00eancia os gargalos.<\/p>\n<p>\u201cO Concite pretende fazer um levantamento detalhado das atividades relacionadas a Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (C,T&amp;I) e a Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D) implementadas por institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas no Estado, que tem um plano de investimentos de R$ 155,6 bilh\u00f5es, sendo R$ 93,6 bilh\u00f5es em verbas p\u00fablicas e outros R$ 62 bilh\u00f5es em parcerias p\u00fablico-privadas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Uma das a\u00e7\u00f5es desse investimento destacada por Garcia s\u00e3o os Parques Tecnol\u00f3gicos. Segundo ele, 28 localidades no Estado possuem iniciativas efetivas para a implanta\u00e7\u00e3o desses parques, como, por exemplo,\u00a0S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, o primeiro munic\u00edpio do Estado a receber o credenciamento definitivo do sistema Paulista de Parques Tecnol\u00f3gicos (SPTec).<\/p>\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, o secret\u00e1rio destacou tamb\u00e9m a necessidade de implantar os\u00a0centros de inova\u00e7\u00e3o, com laborat\u00f3rios compartilhados por empresas incubadoras de base tecnol\u00f3gica. Ele destacou o sistema de incubadoras de Israel, que \u00e9 sustent\u00e1vel e serve de modelo para o projeto paulista.<\/p>\n<p>\u201cPara criar produtos inovadores a pre\u00e7os competitivos \u00e9 preciso aproximar a academia do setor produtivo, algo essencial para vencer o desafio da C&amp;T no Estado\u201d, disse.<\/p>\n<p>Exemplificando esse tipo de coopera\u00e7\u00e3o, projetos de pesquisa realizados em parceria entre os setores p\u00fablico e privado foram apresentados por Celso Lafer, presidente da FAPESP, que esteve presente ao f\u00f3rum como debatedor.<\/p>\n<p>Segundo Lafer, a FAPESP realiza diversas a\u00e7\u00f5es para aproximar o setor produtivo das universidades, apoiando a pesquisa em conjunto entre universidades, institutos de pesquisa e empresas.<\/p>\n<p>\u201cAs empresas que se relacionam com a FAPESP formam uma carteira relevante.\u00a0H\u00e1 casos em que elas aportam 50% dos recursos nessas parcerias p\u00fablico-privadas, a exemplo de acordos de coopera\u00e7\u00e3o firmados em 2013 para a implanta\u00e7\u00e3o de centros de pesquisas em \u00e1reas estrat\u00e9gicas para o desenvolvimento tecnol\u00f3gico do Estado de S\u00e3o Paulo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Lafer citou os recentes acordos da Funda\u00e7\u00e3o com as empresas BG Brasil, GlaxoSmithKline Brasil, Peugeot Citro\u00ebn Brasil e Natura, que juntas v\u00e3o compartilhar investimentos de R$ 114 milh\u00f5es, por per\u00edodo entre cinco e dez anos, em pesquisas voltadas a aplica\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de energia, qu\u00edmica sustent\u00e1vel, engenharia de motores a combust\u00e3o, neuroci\u00eancias e ci\u00eancias do comportamento.<\/p>\n<p>\u201cNo exerc\u00edcio de uma gest\u00e3o, deve haver a combina\u00e7\u00e3o entre curto e m\u00e9dio prazo, al\u00e9m de uma vis\u00e3o de futuro. Esses projetos s\u00e3o de larga escala, com empresas l\u00edderes em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, porque precisamos trabalhar voltados para ampliar e potencializar essa sinergia entre o setor p\u00fablico e o setor privado\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>Desafios da educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Destacada como um alicerce para todas as demais a\u00e7\u00f5es de desenvolvimento econ\u00f4mico e social, a educa\u00e7\u00e3o foi tema da apresenta\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio da Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, Herman Voorwald, que tra\u00e7ou um panorama do ensino e da aprendizagem.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio, que \u00e9 ex-reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a universaliza\u00e7\u00e3o promovida nos \u00faltimos anos elevou o \u00edndice de crian\u00e7as de 6 a 14 anos que frequentam a escola para 98,8%, mas entre os jovens de 15 a 17 anos esse \u00edndice ainda n\u00e3o atingiu o ideal, ficando em 84,4%.<\/p>\n<p>Para ele, manter esses jovens na sala de aula configura um dos maiores desafios de S\u00e3o Paulo para a inova\u00e7\u00e3o. O Estado possui uma rede de 5.300 escolas p\u00fablicas de ensino fundamental e m\u00e9dio e 4,3 milh\u00f5es de alunos.<\/p>\n<p>\u201cA solu\u00e7\u00e3o para um ensino de qualidade, que mantenha os alunos na escola e tenha reflexos no desenvolvimento econ\u00f4mico e social, passa pelo ensino integral. Trata-se de um grande desafio, mas sabemos que, quanto mais tempo o aluno frequenta a escola, mais completa se torna sua forma\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo ele, a m\u00e9dia brasileira nesse quesito \u00e9 ainda menor. Conforme dados do IBGE de 2009, 49,8% dos jovens brasileiros de 19 anos n\u00e3o conseguiram concluir o ensino m\u00e9dio e, dos que conseguem concluir, apenas cerca de 10% apresentam um desempenho considerado adequado ao t\u00e9rmino de sua s\u00e9rie.<\/p>\n<p>A mesma pesquisa aponta que apenas 14,4% dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos frequentam o ensino superior, o que acarreta em falta de m\u00e3o de obra especializada para 64% dos empregadores.<\/p>\n<p>\u201cCom qualidade abaixo dos n\u00edveis atingidos por pa\u00edses com PIB similar ao do Brasil, nosso desafio \u00e9 acelerar o ritmo atual, que evolui apenas 1% ao ano, o que \u00e9 muito lento. Caso contr\u00e1rio, seriam necess\u00e1rios 44 anos para atingir os \u00edndices recomendados. N\u00e3o podemos esperar\u201d, afirmou Voorwald.<\/p>\n<p>Para tanto, de acordo com o secret\u00e1rio, foi iniciado em S\u00e3o Paulo um programa para elevar a qualidade do sistema de educa\u00e7\u00e3o, com a melhoria na qualidade e na gest\u00e3o dos investimentos, associando cada etapa dessa melhoria a um conjunto de interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio, \u00e9 preciso que os jovens tenham novamente no magist\u00e9rio uma op\u00e7\u00e3o profissional. \u201cN\u00e3o falta verba para a educa\u00e7\u00e3o, mas ainda falta obtermos mais efici\u00eancia na gest\u00e3o dos recursos.\u201d<\/p>\n<p>Setor produtivo<\/p>\n<p>Representado pelas pequenas e m\u00e9dias empresas, o setor produtivo foi apresentado no f\u00f3rum como o terceiro pilar para a inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, com o tema Empreendedorismo, o presidente do conselho do Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Alencar Burti, afirmou que h\u00e1 1,8 milh\u00e3o de pequenos neg\u00f3cios em atividade no Estado de S\u00e3o Paulo, respons\u00e1veis por 4,6 milh\u00f5es de empregos com carteira assinada, conduzidos por 3,3 milh\u00f5es de empreendedores.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de um sistema que ajude o empreendedor a manter seu neg\u00f3cio, como uma al\u00edquota de impostos que o motive a crescer e n\u00e3o o obrigue a\u00a0permanecer pequeno para manter menor sua carga de impostos\u201d, enfatizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Samuel Antenor Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Colocar em pauta os caminhos que levam \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, o que ela significa em termos econ\u00f4micos e sua capacidade de induzir o desenvolvimento humano. 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