{"id":53797,"date":"2014-04-08T15:30:21","date_gmt":"2014-04-08T18:30:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=53797"},"modified":"2014-04-08T15:30:21","modified_gmt":"2014-04-08T18:30:21","slug":"fapesp-week-beijing-destaca-pesquisas-feitas-no-brasil-e-na-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/fapesp-week-beijing-destaca-pesquisas-feitas-no-brasil-e-na-china\/53797","title":{"rendered":"FAPESP Week Beijing destaca pesquisas feitas no Brasil e na China"},"content":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 A necessidade de estreitar la\u00e7os entre <em><strong>brasileiros e chineses no campo da ci\u00eancia e tecnologia<\/strong><\/em> \u00e9 cada vez mais evidente, acompanhando o crescimento dos dois pa\u00edses em diferentes \u00e1reas, da pesquisa acad\u00eamica ao setor produtivo. Parte das discuss\u00f5es para ampliar a parceria sino-brasileira vai ganhar corpo entre os dias 16 e 18 de abril, quando ocorre em Pequim a\u00a0.<\/p>\n<p>O evento ser\u00e1 promovido pela FAPESP em conjunto com a Universidade de Peking (PKU, na sigla em ingl\u00eas) e reunir\u00e1 pesquisadores dos dois\u00a0pa\u00edses na capital da China para discutir estudos nas \u00e1reas de ci\u00eancia dos materiais, meio ambiente, energias renov\u00e1veis, agricultura, ci\u00eancias da vida, medicina e sa\u00fade.<\/p>\n<p>O foco principal do simp\u00f3sio ser\u00e1 aumentar o relacionamento entre pesquisadores do Estado de S\u00e3o Paulo e pesquisadores chineses de diferentes institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa, com o objetivo de promover estudos conjuntos que beneficiem a popula\u00e7\u00e3o de ambos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gica aproxima\u00e7\u00e3o entre\u00a0Brasil e China deve-se ao fato de que, nos \u00faltimos anos, o pa\u00eds asi\u00e1tico vem se destacando enormemente nas \u00e1reas de pesquisa e desenvolvimento, resultado do grande volume de recursos destinados a C&amp;T, que o tornou uma das na\u00e7\u00f5es que mais investem em pesquisa no mundo, com reflexos claros na produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e na economia.<\/p>\n<p>Em setembro de 2013, o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, esteve na FAPESP acompanhado da conselheira pol\u00edtica da embaixada da China em Bras\u00edlia, Tian Min, e do adido civil da representa\u00e7\u00e3o chinesa no Brasil, Deng Huan, para discutir a aproxima\u00e7\u00e3o\u00a0nas \u00e1reas de ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n<p>No m\u00eas seguinte, uma delega\u00e7\u00e3o da Universidade de Peking, chefiada por Wang Enge, presidente da PKU, esteve na Funda\u00e7\u00e3o a fim de conhecer melhor os mecanismos adotados para o financiamento \u00e0 pesquisa em S\u00e3o Paulo e levantar o perfil das principais institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa do Estado.<\/p>\n<p>Representantes da FAPESP tamb\u00e9m estiveram em Pequim em junho de 2013 e em mar\u00e7o de 2014, para discutir e preparar o simp\u00f3sio em Pequim.<\/p>\n<p>O evento \u00e9 parte de um esfor\u00e7o da FAPESP pela internacionaliza\u00e7\u00e3o da pesquisa brasileira. Desde 2012, a Funda\u00e7\u00e3o j\u00e1 organizou simp\u00f3sios cient\u00edficos em Washington, Morgantown, Cambridge, Charlotte, Chapel Hill, Raleigh (EUA), Toronto (Canad\u00e1), Salamanca, Madri (Espanha), T\u00f3quio (Jap\u00e3o) e Londres (Reino Unido).<\/p>\n<p>A fim de que as pesquisas apoiadas pela Funda\u00e7\u00e3o estejam entre as mais destacadas no mundo, a FAPESP tem feito parceria com institui\u00e7\u00f5es de pesquisa internacionais, al\u00e9m de ag\u00eancias de fomento e empresas em pa\u00edses conhecidos pela alta qualidade de suas pesquisas.<\/p>\n<p>Coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/p>\n<p>De acordo com Li Jinzhang, embaixador da China no Brasil, nos \u00faltimos anos seu pa\u00eds aumentou significativamente os investimentos em ci\u00eancia, tecnologia e educa\u00e7\u00e3o, o que fez com que outros setores da sociedade chinesa percebessem os resultados desses investimentos, passando a apoi\u00e1-los como prioridade. Isso explica, segundo ele, a expressiva participa\u00e7\u00e3o das empresas no desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico chin\u00eas.<\/p>\n<p>Para Celso Lafer, presidente da FAPESP, este \u00e9 o momento de a Funda\u00e7\u00e3o incluir a China em seu processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o, tendo em vista os significativos investimentos realizados pelo pa\u00eds asi\u00e1tico em pesquisa e desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o Paulo pode tornar-se um parceiro importante na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento para as universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa da China, visto que produz 50% da ci\u00eancia brasileira. Em diferentes \u00e1reas, nossas pesquisas v\u00eam se internacionalizando rapidamente e precisamos criar condi\u00e7\u00f5es para aumentar nossa produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica tamb\u00e9m com os chineses. Assim, os valores da ci\u00eancia poder\u00e3o fazer parte da constru\u00e7\u00e3o de fortes la\u00e7os entre as sociedades dos dois pa\u00edses\u201d, diz.<\/p>\n<p>De acordo com Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da Funda\u00e7\u00e3o, a crescente produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica chinesa justifica a aproxima\u00e7\u00e3o com institui\u00e7\u00f5es e pesquisadores daquele pa\u00eds. \u201cCom os eventos FAPESP Week, t\u00eam sido criadas oportunidades para aumentar a visibilidade da ci\u00eancia feita em S\u00e3o Paulo e, com isso, criam-se oportunidades para projetos de pesquisa colaborativos internacionais. Com o evento na China buscamos intensificar as oportunidades de colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores naquele pa\u00eds, especialmente com os da Universidade de Peking, respons\u00e1vel por parte significativa da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica chinesa.\u201d<\/p>\n<p>Programa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>No primeiro dia da sess\u00e3o de palestras, ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o pelo diretor cient\u00edfico da FAPESP\u00a0de um panorama da ci\u00eancia e tecnologia no Estado de S\u00e3o Paulo, ser\u00e3o expostos trabalhos desenvolvidos por pesquisadores dos dois pa\u00edses nas \u00e1reas de ci\u00eancia dos materiais e nanomateriais. Ser\u00e3o abordados, entre outros aspectos, o desenvolvimento de modelos para carga eletrost\u00e1tica e suas possibilidades de uso na produ\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>O segundo dia do evento estar\u00e1 reservado para apresenta\u00e7\u00f5es de pesquisadores da \u00e1rea de ci\u00eancias ambientais e energias renov\u00e1veis, com palestras sobre o desenvolvimento do Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre, que incorpora conhecimentos sobre as florestas e oceanos tropicais e sua influ\u00eancia nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, e sobre as tecnologias para superar os desafios para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis de segunda e terceira gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agricultura, ci\u00eancias biol\u00f3gicas, medicina e ci\u00eancias da vida ser\u00e3o as \u00e1reas abordadas pelos pesquisadores no terceiro dia do evento. Entre os temas de apresenta\u00e7\u00f5es estar\u00e3o estudos sobre a rela\u00e7\u00e3o do investimento em capital humano e as mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas na agricultura, pesquisas sobre as estrat\u00e9gias de remodela\u00e7\u00e3o da fisiologia de plantas para os processos de produ\u00e7\u00e3o de alimentos e bioenergia e as novas tecnologias em neuroimagem, resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e biomarcadores para o tratamento da epilepsia.<\/p>\n<p>Biodiversidade brasileira<\/p>\n<p>Como parte da programa\u00e7\u00e3o, a Universidade de Peking receber\u00e1 tamb\u00e9m a mostra\u00a0, dedicada \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o da biodiversidade brasileira. A programa\u00e7\u00e3o completa do evento pode ser conferida no endere\u00e7o www.fapesp.br\/week2014\/beijing. A participa\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta ao p\u00fablico, mediante inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Resultado de uma parceria entre a FAPESP e o Museu Bot\u00e2nico de Berlim, a exposi\u00e7\u00e3o Brazilian Nature mostra o trabalho de documenta\u00e7\u00e3o feito pelo naturalista alem\u00e3o Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868), reunido na obra\u00a0Flora brasiliensis, que 173 anos depois da publica\u00e7\u00e3o de seu primeiro volume permanece como o mais completo levantamento da flora brasileira, ainda utilizado na identifica\u00e7\u00e3o de plantas do Brasil e da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>O trabalho do naturalista deu origem tamb\u00e9m ao projeto\u00a0, que inclui a atualiza\u00e7\u00e3o da nomenclatura utilizada no trabalho original de Martius e a inclus\u00e3o de esp\u00e9cies descritas depois de sua publica\u00e7\u00e3o, com novas informa\u00e7\u00f5es e ilustra\u00e7\u00f5es recentes.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o apresenta ainda uma compara\u00e7\u00e3o das imagens produzidas no s\u00e9culo 19 com fotografias atuais de plantas e biomas, al\u00e9m de retratar alguns dos resultados de pesquisas realizadas no \u00e2mbito do projeto \u201c\u201d\u00a0e do Programa de Pesquisas em Caracteriza\u00e7\u00e3o, Conserva\u00e7\u00e3o, Recupera\u00e7\u00e3o e Uso Sustent\u00e1vel da Biodiversidade do Estado de S\u00e3o Paulo ().<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por 37 pain\u00e9is, com reprodu\u00e7\u00f5es de imagens e ilustra\u00e7\u00f5es e textos explicativos. A mostra que chega agora \u00e0 China j\u00e1 foi vista em Berlim, Bremen, Leipizig, Heidelberg, Eichst\u00e4tt e Erlangen (Alemanha); Toronto (Canad\u00e1); Washington, Cambridge, Morgantown, Charlotte, Chapel Hill e Raleigh (Estados Unidos); Salamanca e Madri (Espanha); T\u00f3quio (Jap\u00e3o); e Londres (Reino Unido).<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o abre ao p\u00fablico no dia 15 de abril, na biblioteca da Universidade de Peking, onde ficar\u00e1 at\u00e9 29 de abril. Os pain\u00e9is digitalizados podem ser vistos com legendas em portugu\u00eas, ingl\u00eas, alem\u00e3o, espanhol e mandarim no endere\u00e7o\u00a0.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 A necessidade de estreitar la\u00e7os entre brasileiros e chineses no campo da ci\u00eancia e tecnologia \u00e9 cada vez mais evidente, acompanhando o crescimento dos dois pa\u00edses em diferentes \u00e1reas, da pesquisa acad\u00eamica ao setor produtivo. 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