{"id":54745,"date":"2014-05-08T18:06:32","date_gmt":"2014-05-08T21:06:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=54745"},"modified":"2014-05-08T18:06:32","modified_gmt":"2014-05-08T21:06:32","slug":"ministerio-determina-fiscalizacao-especial-para-empresas-com-leite-adulterado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/ministerio-determina-fiscalizacao-especial-para-empresas-com-leite-adulterado\/54745","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio determina fiscaliza\u00e7\u00e3o especial para empresas com leite adulterado"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento colocou as empresas de latic\u00ednios do Rio Grande do Sul &#8211; Pavlat e Hollmann &#8211; sob Regime Especial de Fiscaliza\u00e7\u00e3o (REF). A san\u00e7\u00e3o administrativa foi aplicada em fun\u00e7\u00e3o das suspeitas de que as ind\u00fastricas vendiam <em><strong>leite adulterado<\/strong><\/em> ou fora dos padr\u00f5es sanit\u00e1rios. Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Sul, cerca de 1 milh\u00e3o de litros do produto foram comercializados desde janeiro de 2013, quando come\u00e7aram as investiga\u00e7\u00f5es que servem de base para a Opera\u00e7\u00e3o Leite Compen$ado, deflagrada em maio do ano passado e cuja quinta fase foi feita com a pris\u00e3o dos donos da Pavlat e da Hollmann, al\u00e9m de um executivo da \u00faltima empresa.<\/p>\n<p>De acordo com o minist\u00e9rio, durante o prazo de vig\u00eancia do regime especial, as a\u00e7\u00f5es de inspe\u00e7\u00e3o nas empresas ser\u00e3o intensificadas e nenhum produto \u00e9 liberado para comercializa\u00e7\u00e3o at\u00e9 que resultados de an\u00e1lises oficiais de cada lote produzido demonstrem estar em conformidade com os padr\u00f5es. S\u00f3 ent\u00e3o o produto \u00e9 liberado ao consumo. Al\u00e9m das a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o, uma vez descoberta uma nova fraude, as empresas ficam obrigadas a incluir an\u00e1lises espec\u00edficas dentro do programa de controle de qualidade.<\/p>\n<p>Mais cedo, o ministro Neri Geller declarou que a nova fase da Opera\u00e7\u00e3o Leite Compen$ado indica que o sistema de defesa sanit\u00e1ria do pa\u00eds \u201cest\u00e1 funcionando\u201d de forma adequada. \u201c[Isso] Demonstra que a defesa est\u00e1 funcionando. A fiscaliza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agriculrura est\u00e1 funcionado. Estamos com equipe comprometida\u201d, disse Geller.<\/p>\n<p>De acordo com a professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, Mirna Gigante, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira pro\u00edbe a presen\u00e7a, em qualquer volume, dos produtos mencionados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.&#8221;No leite cru, n\u00e3o \u00e9 permitida a adi\u00e7\u00e3o de nenhum produto, seja durante a coleta ou o transporte em caminh\u00f5es refrigerados. Ou seja, dos postos de capta\u00e7\u00e3o at\u00e9 chegar \u00e0 ind\u00fastria processadora, nenhum conservante pode ser adicionado. J\u00e1 durante o processamento do leite UHT [ou longa vida, vendido em caixas], a legisla\u00e7\u00e3o permite que a ind\u00fastria adicione o citrato ao leite UHT, de acordo com a Portaria 370, de 1997, do Minist\u00e9rio da Agricultura. Soda c\u00e1ustica, bicarbonato de s\u00f3dio, \u00e1gua oxigenada [&#8230;] Nada disso \u00e9 para ser adicionado e [se encontrados no leite] indicam que houve uma adi\u00e7\u00e3o fraudulenta desses compostos&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo com os promotores do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Sul, respons\u00e1veis por coordenar a opera\u00e7\u00e3o deflagrada com o apoio do minist\u00e9rio e da Receita estadual, h\u00e1 provas de que n\u00e3o s\u00f3 os respons\u00e1veis pelas duas empresas que sabiam que os produtos colocados \u00e0 venda estavam fora dos padr\u00f5es sanit\u00e1rios, apresentando uma s\u00e9rie de problemas decorrentes do manuseio e das m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de transporte e fabrica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de que os funcion\u00e1rios das duas empresas eram orientados a adulterar o leite comprado de produtores rurais ga\u00fachos. Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual, os tr\u00eas homens presos hoje davam ordens para que seus subordinados corrigissem a acidez do leite cru prestes a estragar, adicionando-lhe diversos produtos, como soda c\u00e1ustica, bicarbonato de s\u00f3dio, \u00e1gua oxigenada, citrato, entre outros. Ainda segundo o MP, amostras do produto inspecionado apontam a presen\u00e7a de \u00e1gua e de leite azedo e o volume das subst\u00e2ncias citadas que as empresas compravam chama a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Brasil tentou ouvir os representantes da Hollmann por meio dos telefones informados no site da empresa, mas n\u00e3o conseguiu contato.<\/p>\n<p>Alex Rodrigues &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil*<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Carolina Pimentel<br \/>\n* Colaborou Kelly Oliveira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento colocou as empresas de latic\u00ednios do Rio Grande do Sul &#8211; Pavlat e Hollmann &#8211; sob Regime Especial de Fiscaliza\u00e7\u00e3o (REF). A san\u00e7\u00e3o administrativa foi aplicada em fun\u00e7\u00e3o das suspeitas de que as ind\u00fastricas vendiam leite adulterado ou fora dos padr\u00f5es sanit\u00e1rios. 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