{"id":55106,"date":"2014-05-20T14:08:15","date_gmt":"2014-05-20T17:08:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=55106"},"modified":"2014-05-20T14:08:15","modified_gmt":"2014-05-20T17:08:15","slug":"fapesp-e-agencia-portuguesa-planejam-chamada-conjunta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/fapesp-e-agencia-portuguesa-planejam-chamada-conjunta\/55106","title":{"rendered":"FAPESP e ag\u00eancia portuguesa planejam chamada conjunta"},"content":{"rendered":"<p>Por Karina Toledo Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Com o intuito de apresentar grupos de excel\u00eancia em pesquisa nas \u00e1reas de Ci\u00eancias do Mar, Energias Renov\u00e1veis, Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, Sa\u00fade e Biotecnologia, bem como identificar \u00e1reas de interesse comum entre pesquisadores paulistas e portugueses, foi realizado na sede da FAPESP o \u201cSimp\u00f3sio S\u00e3o Paulo, <em><strong>Brasil &#8211; Portugal &#8211; Colabora\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/strong><\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">O evento foi promovido pela FAPESP e pela Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e a Tecnologia (FCT), principal ag\u00eancia lusitana de fomento \u00e0 pesquisa. As duas institui\u00e7\u00f5es assinaram, em outubro de 2013, um\u00a0<a style=\"color: #6c8dbe;\" href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/8139\" target=\"_blank\">memorando de entendimento<\/a>\u00a0para promover a colabora\u00e7\u00e3o em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. Foi acertado o lan\u00e7amento de uma chamada conjunta de propostas em breve.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">\u201cA ideia \u00e9 fazer um edital conjunto o mais breve poss\u00edvel. Pensamos que possa ser feito j\u00e1, com dura\u00e7\u00e3o at\u00e9 setembro, para dar tempo para as equipes conseguirem elaborar projetos conjuntos. Este workshop \u00e9 o pontap\u00e9 de sa\u00edda. Penso que est\u00e3o reunidas as condi\u00e7\u00f5es para implementar uma fase de coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de forma a obter maior dinamismo, maior qualidade e maior impacto nas pesquisas\u201d, afirmou Miguel Seabra, presidente da FCT.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Durante a abertura do encontro, o presidente da FAPESP, Celso Lafer, destacou a import\u00e2ncia da parceria com Portugal. \u201cTodos sabem que um dos pontos importantes da atividade da FAPESP nos \u00faltimos anos tem sido sua internacionaliza\u00e7\u00e3o e atribu\u00edmos a esse processo uma prefer\u00eancia hier\u00e1rquica, tanto substantiva quanto subjetiva, aos nossos relacionamentos com Portugal. E creio que este evento \u00e9 um marco nesse sentido\u201d, destacou.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">A programa\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio com uma breve apresenta\u00e7\u00e3o da FCT feita por Seabra. Com or\u00e7amento que ultrapassa \u20ac 400 milh\u00f5es ao ano, a ag\u00eancia financia pesquisas em todas as \u00e1reas do conhecimento.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">\u201cEm Portugal, n\u00e3o h\u00e1 outra ag\u00eancia p\u00fablica nessa \u00e1rea, somente uma voltada \u00e0 inova\u00e7\u00e3o empresarial. Gastamos praticamente todo nosso or\u00e7amento em atividades de promo\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia e, no momento, financiamos mais de 22 mil investigadores, 293 universidades e 26 laborat\u00f3rios associados\u201d, disse Seabra.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">No painel \u201cEnergias Renov\u00e1veis\u201d, a professora do Instituto de Qu\u00edmica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Glaucia Mendes Souza apresentou as principais linhas de pesquisa do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), do qual \u00e9 membro da coordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">\u201cOs desafios do BIOEN se expandem por v\u00e1rias frentes. Estamos desenhando novas biomassas mais dedicadas para energia, pois a cana-de-a\u00e7\u00facar foi sendo melhorada pelo homem nos \u00faltimos 200 anos para a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar. Agora estamos pensando em desenvolver a cana-energia, para produzir mais exajoules [medida de energia] por hectare, com menor uso de \u00e1gua e menor impacto ambiental\u201d, disse Souza.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Em seguida, M\u00e1rio Gon\u00e7alves Costa, apresentou a infraestrutura, os equipamentos e os projetos em andamento no Laborat\u00f3rio Associado de Energia, Transportes e Aeron\u00e1utica (Laeta), da Universidade de Lisboa.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">O segundo painel teve como tema \u201cTecnologia da Informa\u00e7\u00e3o\u201d e contou com a participa\u00e7\u00e3o do professor do Instituto de Matem\u00e1tica e Estat\u00edstica da USP Roberto Marcondes Cesar, que apresentou iniciativas apoiadas pela FAPESP na \u00e1rea de e-Science.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">\u201cHouve uma explos\u00e3o na capacidade dos cientistas de capturar dados nas mais diferentes \u00e1reas e o gargalo se moveu para a capacidade de tratar esses dados de maneira a extrair conhecimento \u00fatil. Enquanto na d\u00e9cada de 1990 um aluno de doutorado em Biologia tinha de trabalhar ao fim de quatro anos com duas planilhas de dados, hoje esse n\u00famero pode chegar a 500 j\u00e1 no primeiro ano\u201d, disse Marcondes Cesar.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">\u201cEssa \u00e1rea [e-Science] trata de problemas como esse. N\u00f3s nos preocupamos com desde a parte de aquisi\u00e7\u00e3o de dados at\u00e9 a visualiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise, e como trabalhar em conjunto com cientistas dos mais diferentes dom\u00ednios de maneira a empregar t\u00e9cnicas de computa\u00e7\u00e3o e matem\u00e1tica para apoi\u00e1-los na sua pesquisa cient\u00edfica\u201d, explicou.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Ainda no segundo painel, Vladimiro Miranda, diretor do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (Inesc) \u2013 organiza\u00e7\u00e3o privada sem fins lucrativos situada na cidade do Porto \u2013, apresentou as linhas de pesquisa em diferentes \u00e1reas, como rob\u00f3tica e sistemas inteligentes, diagn\u00f3stico por imagem e outros dispositivos de uso m\u00e9dico, ve\u00edculos el\u00e9tricos e economia do mar.<\/p>\n<p style=\"color: #000000;\">Miranda apresentou ainda a Inesc P&amp;D Brasil, uma rede de coopera\u00e7\u00e3o que re\u00fane mais de 10 universidades brasileiras com o objetivo de fomentar projetos multilaterais e multidisciplinares e o interc\u00e2mbio tecnol\u00f3gico entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Branco, professor da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa, defendeu em sua apresenta\u00e7\u00e3o a import\u00e2ncia da uni\u00e3o entre pesquisadores brasileiros e portugueses em pesquisas na \u00e1rea de processamento computacional da l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<p>\u201cSomente isso garantir\u00e1 aos falantes da l\u00edngua portuguesa cidadania plena na sociedade de informa\u00e7\u00e3o e ter\u00e1 impactos econ\u00f4micos em inova\u00e7\u00e3o e internacionaliza\u00e7\u00e3o no mercado digital global\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ci\u00eancias do mar<\/p>\n<p>No terceiro painel dedicado \u00e0s \u201cci\u00eancias do mar\u201d, o professor Edmo Campos apresentou as pesquisas em andamento no Instituto Oceanogr\u00e1fico da USP, inclusive os projetos que contam com a infraestrutura das embarca\u00e7\u00f5es Alpha Crucis e Alpha Delphini, adquiridas com apoio da FAPESP.<\/p>\n<p>Em seguida, Amadeu Soares apresentou os cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o oferecidos no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, bem como pesquisas em \u00e1reas como tratamento de efluentes oriundos de aquacultura marinha e aquacultura de invertebrados marinhos para fins biotecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Augusto Barata da Rocha, da Universidade do Porto, apresentou as atividades do Oceanus &#8211; Marine Research and Innovation e firmou com Campos um memorando de entendimento para elabora\u00e7\u00e3o de projetos conjuntos com o Instituto Oceanogr\u00e1fico da USP.<\/p>\n<p>O quarto e \u00faltimo painel teve como tema \u201cSa\u00fade e Biotecnologia\u201d e contou com a participa\u00e7\u00e3o do professor da Faculdade de Medicina da USP Jorge Kalil, que apresentou as principais atividades e produtos desenvolvidos no Instituto Butantan, do qual \u00e9 diretor.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participaram Cl\u00e1udio Soares (Instituto de Tecnologia Qu\u00edmica e Biol\u00f3gica da Universidade de Lisboa), Rosa Quinta-Ferreira (Centro de Investiga\u00e7\u00e3o em Engenharia dos Processos Qu\u00edmicos e dos Produtos da Floresta da Universidade de Coimbra), Jos\u00e9 Maria Albuquerque (Instituto Nacional de Sa\u00fade Dr. Ricardo Jorge), Henrique Silveira (Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa) e Jorge Pedrosa (Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Vida e Sa\u00fade da Universidade do Minho).<\/p>\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es realizadas no evento est\u00e3o dispon\u00edveis em:\u00a0<a style=\"color: #6c8dbe;\" href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/eventos\/fct\" target=\"_blank\">http:\/\/www.fapesp.br\/eventos\/fct<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Karina Toledo Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Com o intuito de apresentar grupos de excel\u00eancia em pesquisa nas \u00e1reas de Ci\u00eancias do Mar, Energias Renov\u00e1veis, Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, Sa\u00fade e Biotecnologia, bem como identificar \u00e1reas de interesse comum entre pesquisadores paulistas e portugueses, foi realizado na sede da FAPESP o \u201cSimp\u00f3sio S\u00e3o Paulo, Brasil &#8211; 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