{"id":70767,"date":"2015-05-29T11:37:04","date_gmt":"2015-05-29T14:37:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=70767"},"modified":"2015-05-29T11:37:04","modified_gmt":"2015-05-29T14:37:04","slug":"inflacao-e-confianca-seguem-em-queda-em-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2015\/inflacao-e-confianca-seguem-em-queda-em-maio\/70767","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o e confian\u00e7a seguem em queda em maio"},"content":{"rendered":"<p> A <strong>infla\u00e7\u00e3o<\/strong><em> calculada pelo IGP-M apresentou redu\u00e7\u00e3o no m\u00eas de maio na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas de abril, passando de 1,17% para 0,41%. A queda no \u00edndice se verificou tanto na infla\u00e7\u00e3o no atacado, medido pelo IPA (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Produtor Amplo, que representa 60% do \u00edndice total), quanto na infla\u00e7\u00e3o no varejo, medida pelo IPC (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor, que representa 30% do \u00edndice total). O IPA passou de 1,41% em abril para apenas 0,30% em maio, dada uma desacelera\u00e7\u00e3o expressiva nos pre\u00e7os dos produtos agropecu\u00e1rios (1,51%). <\/p>\n<p>J\u00e1 o IPC saiu de 0,75% em abril para 0,68% em maio, com a contribui\u00e7\u00e3o expressiva do grupo habita\u00e7\u00e3o, que saiu de alta de 1,42% para 0,75% (em decorr\u00eancia da redu\u00e7\u00e3o no ritmo de aumento das tarifas de energia el\u00e9trica). Com este resultado, o IGP-M acumula alta de 3,64 % no ano e 4,11% no acumulado de doze meses. Pelo lado da confian\u00e7a, a industria voltou a registrar queda nos seus indicadores em maio (-1,6% ante abril), tanto no que diz respeito a situa\u00e7\u00e3o atual (-2,0%) quanto as expectativas futuras (-1,3%). J\u00e1 a confian\u00e7a no setor comercial, apesar de tamb\u00e9m apresentar queda no m\u00eas de maio (-0,3%), concentrou suas perdas na avalia\u00e7\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o atual (-7,9%), mas apresentou recupera\u00e7\u00e3o no indicador de expectativas futuras (4,1%).<\/p>\n<p>Coment\u00e1rio: A redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada a dois fatores principais: o fim do impacto negativo dos aumentos nos pre\u00e7os de tarifas p\u00fablicas (que contaminou os \u00edndices de pre\u00e7os dos primeiros meses de 2015) e a estabiliza\u00e7\u00e3o da taxa de c\u00e2mbio pr\u00f3xima a R$3,00, reduzindo o impacto negativo da desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial recente nos pre\u00e7os. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m devemos considerar que h\u00e1 uma sazonalidade na infla\u00e7\u00e3o brasileira, que tende a se desacelerar at\u00e9 o m\u00eas de julho, ponto a partir do qual dever\u00e1 voltar a crescer. De qualquer forma, os primeiros meses de 2015 n\u00e3o devem se repetir no semestre vindouro, o que cria a expectativa de que a infla\u00e7\u00e3o (IPCA) encerre o ano pr\u00f3ximo ao patamar do acumulado em doze meses atual, ou seja, pr\u00f3xima a 8%. J\u00e1 do ponto de vista das expectativas, o fato de estarmos quase no meio do ano sem nenhuma sinaliza\u00e7\u00e3o positiva parece indicar que os empres\u00e1rios est\u00e3o mais pessimistas do que o governo esperava inicialmente em rela\u00e7\u00e3o a atual estrat\u00e9gia. \u00c9 prov\u00e1vel que ocorra uma revers\u00e3o na queda incessante dos \u00edndices de confian\u00e7a nos pr\u00f3ximos meses, mas dificilmente eles voltar\u00e3o ao terreno positivo este ano, indicando que qualquer esperan\u00e7a de retomada dos investimentos privados dever\u00e1 ser adiada.<\/p>\n<p>Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o calculada pelo IGP-M apresentou redu\u00e7\u00e3o no m\u00eas de maio na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas de abril, passando de 1,17% para 0,41%. 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