{"id":73379,"date":"2015-07-30T18:47:39","date_gmt":"2015-07-30T21:47:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=73379"},"modified":"2015-07-30T18:47:39","modified_gmt":"2015-07-30T21:47:39","slug":"governo-central-acumula-deficit-primario-de-r-16-bilhao-no-primeiro-semestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2015\/governo-central-acumula-deficit-primario-de-r-16-bilhao-no-primeiro-semestre\/73379","title":{"rendered":"Governo Central acumula d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 1,6 bilh\u00e3o no primeiro semestre"},"content":{"rendered":"<p> A queda da arrecada\u00e7\u00e3o provocada pela contra\u00e7\u00e3o da economia teve impacto nas <strong><em>contas p\u00fablicas<\/em><\/strong> no primeiro semestre. De janeiro a junho, o Governo Central \u2013 Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central \u2013 acumula d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 1,598 bilh\u00e3o. Em valores reais (corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o oficial), o resultado \u00e9 o pior da hist\u00f3ria para os seis primeiros meses do ano desde a cria\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1997.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio representa o resultado negativo das contas p\u00fablicas antes do pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica. Em junho, o Governo Central registrou d\u00e9ficit de R$ 8,206 bilh\u00f5es, tamb\u00e9m o pior resultado para o m\u00eas em valores reais. O d\u00e9ficit no m\u00eas passado anulou o super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 6,626 bilh\u00f5es acumulado de janeiro a maio.<\/p>\n<p>Segundo o Tesouro Nacional, a queda na arrecada\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo a principal causa para o desempenho negativo das contas p\u00fablicas em 2015. De janeiro a junho, as receitas l\u00edquidas ca\u00edram 3,3% descontando a infla\u00e7\u00e3o. As despesas totais, no entanto, ficaram est\u00e1veis, subindo 0,5%.<\/p>\n<p>A estabilidade das despesas est\u00e1 sendo puxada pelos investimentos, que somaram R$ 27,797 bilh\u00f5es nos seis primeiros meses do ano, queda real (descontada a infla\u00e7\u00e3o) de 36,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2014. Desse total, os gastos com o Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) somaram R$ 19,958 bilh\u00f5es, com uma redu\u00e7\u00e3o real de 36%. Outra despesa que apresentou diminui\u00e7\u00e3o ao considerar a infla\u00e7\u00e3o foi o funcionalismo, com queda real de 1,3%.<\/p>\n<p>No entanto, outros tipos de gastos est\u00e3o subindo em 2015, como o custeio (manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina p\u00fablica), com alta real de 7,3% em 2015 e subs\u00eddios e subven\u00e7\u00f5es, com alta real de 108,9% impulsionada pelos financiamentos do Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o do Investimento, concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES).<\/p>\n<p>As despesas da Previd\u00eancia Social acumulam alta de 3,8% acima do IPCA em 2015. Segundo o Tesouro, o crescimento real deve-se ao reajuste m\u00e9dio de 8,1% no valor dos benef\u00edcios e ao aumento de 3,1% no n\u00famero de benef\u00edcios pagos.<\/p>\n<p>As dificuldades em cortar gastos e em aumentar as receitas fizeram a equipe econ\u00f4mica reduzir para R$ 8,7 bilh\u00f5es, 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no pa\u00eds), a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio (economia para pagar os juros da d\u00edvida p\u00fablica) para 2015. Desse total, 0,10% \u2013 R$ 5,8 bilh\u00f5es \u2013 correspondem ao Governo Central.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: A\u00e9cio Amado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A queda da arrecada\u00e7\u00e3o provocada pela contra\u00e7\u00e3o da economia teve impacto nas contas p\u00fablicas no primeiro semestre. 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