{"id":7798,"date":"2009-08-06T14:14:17","date_gmt":"2009-08-06T18:14:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=7798"},"modified":"2009-08-06T14:14:17","modified_gmt":"2009-08-06T18:14:17","slug":"legislacao-de-emissoes-para-off-road-e-mesmo-necessaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/legislacao-de-emissoes-para-off-road-e-mesmo-necessaria\/7798","title":{"rendered":"Legisla\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es para off-road \u00e9 mesmo necess\u00e1ria?"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o existe no Brasil qualquer legisla\u00e7\u00e3o para restringir a emiss\u00e3o dos poluentes que saem pelo escapamento das m\u00e1quinas fora de estrada, como geradores, tratores e empilhadeiras, a exemplo de muitos pa\u00edses. A pergunta que vem \u00e9: controlar a emiss\u00e3o de poluentes destas m\u00e1quinas \u00e9 mesmo necess\u00e1rio? Ou ainda: o impacto causado no meio ambiente \u00e9 significativo? O assunto \u00e9 complexo e pode ser visto por diversos aspectos, seja para recomendar uma lei de emiss\u00f5es que regulamente o setor ou para rejeitar a sua aplica\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que as m\u00e1quinas s\u00e3o pouco expressivas em termos de quantidade no Brasil se comparadas aos autom\u00f3veis. Por outro lado, t\u00eam volume de motor consideravelmente maior do que os ve\u00edculos e trabalham, em alguns casos, sem parar, ou seja, consomem mais combust\u00edveis e emitem mais poluentes.<\/p>\n<p>Outro ponto a ser considerado \u00e9 a localiza\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas que est\u00e3o, em sua maioria, no interior do Pa\u00eds, onde a polui\u00e7\u00e3o existente \u00e9 muito baixa. Assim, para efeitos de qualidade de vida nas grandes cidades, talvez seja pouco representativo o ganho que a legisla\u00e7\u00e3o trar\u00e1. J\u00e1 nos Estados Unidos, onde a frota de equipamentos fora de estrada \u00e9 bem maior do que a brasileira, estudos conduzidos pela EPA (Environmental Protection Agency) indicaram que a participa\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas no total das emiss\u00f5es do pa\u00eds \u00e9 significativa e que se fazia necess\u00e1rio este controle por l\u00e1. Mas no Brasil, estudos dessa natureza n\u00e3o existem.<\/p>\n<p>No entanto, a condi\u00e7\u00e3o a que est\u00e3o sujeitos os fabricantes de equipamentos instalados no Brasil \u00e9 um forte argumento em favor da legisla\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o que restrinja minimamente os fabricantes a colocarem as suas m\u00e1quinas no mercado abre as portas do Pa\u00eds para os produtos estrangeiros, muitas vezes sem qualidade com pre\u00e7os muito baixos e sem rede de manuten\u00e7\u00e3o, minando a capacidade competitiva do produtor nacional.<\/p>\n<p>Hoje qualquer empresa consegue colocar seu produto no Brasil. Ter uma regulamenta\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es apresentaria, no m\u00ednimo, uma dificuldade aos importadores, assim como evitaria que fossem jogadas em nosso Pa\u00eds m\u00e1quinas sem compromisso algum com o meio ambiente, a economia de combust\u00edvel, os direitos dos operadores de suas m\u00e1quinas e com a seguran\u00e7a do usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mas o controle das emiss\u00f5es tem custo. As m\u00e1quinas, sem os sofisticados sistemas de inje\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-tratamento, e sem todos os componentes adicionados para que o controle das emiss\u00f5es seja efetivo, saem mais em conta, o que equivale a dizer que a comunidade como um todo \u00e9 quem subsidia a melhoria do meio ambiente. Diferentemente do propriet\u00e1rio do autom\u00f3vel, que compra um carro com baixos \u00edndices de emiss\u00e3o, paga mais caro por isso e assume a diferen\u00e7a, o propriet\u00e1rio de uma m\u00e1quina tem o custo inicial e operacional do equipamento numa planilha que vai resultar no custo de seu produto ou servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Restam, portanto, perguntas-chave para a sociedade brasileira: o benef\u00edcio ambiental advindo de uma legisla\u00e7\u00e3o que restrinja as emiss\u00f5es dos ve\u00edculos fora de estrada \u00e9 significativo? Qual o acr\u00e9scimo de custo que a sociedade brasileira est\u00e1 disposta a pagar pela melhoria do meio ambiente? As empresas do segmento j\u00e1 est\u00e3o preparadas para fornecer produtos compat\u00edveis com as necessidades do Brasil?<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o assunto \u00e9 importante e merece um debate mais profundo. O start da discuss\u00e3o ser\u00e1 dado no dia 6 de outubro, quando o Congresso SAE BRASIL 2009 reunir\u00e1, em S\u00e3o Paulo, representantes do segmento agr\u00edcola, de movimenta\u00e7\u00e3o de terra e do governo para trazer suas vis\u00f5es sobre o assunto, considerando as oportunidades e limita\u00e7\u00f5es que uma legisla\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es poderia trazer ao Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong><br \/>\n* <\/strong><em>Vicente Pimenta \u00e9 diretor do Comit\u00ea de M\u00e1quinas Agr\u00edcolas e de Constru\u00e7\u00e3o do Congresso SAE BRASIL 2009<\/em><em><\/em><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o existe no Brasil qualquer legisla\u00e7\u00e3o para restringir a emiss\u00e3o dos poluentes que saem pelo escapamento das m\u00e1quinas fora de estrada, como geradores, tratores e empilhadeiras, a exemplo de muitos pa\u00edses. 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