{"id":79326,"date":"2016-01-04T00:31:46","date_gmt":"2016-01-04T02:31:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=79326"},"modified":"2016-01-03T21:35:35","modified_gmt":"2016-01-03T23:35:35","slug":"novas-regras-do-icms-no-comercio-eletronico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/novas-regras-do-icms-no-comercio-eletronico\/79326","title":{"rendered":"Novas regras do ICMS no com\u00e9rcio eletr\u00f4nico"},"content":{"rendered":"<p>Entraram em vigor novas regras para a cobran\u00e7a do Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) para o <strong><em>com\u00e9rcio eletr\u00f4nico<\/em><\/strong>. Os impostos estaduais das mercadorias compradas pela internet passam a ser repartidos entre os estados de origem e de destino do bem.<\/p>\n<p>Neste ano, o estado de destino da mercadoria ficar\u00e1 com 40% do diferencial de al\u00edquotas (parcela do imposto que ele tem direito a receber); e o estado de origem, com 60%. Em 2017, a propor\u00e7\u00e3o se inverter\u00e1: 60% para o estado comprador e 40% para o estado vendedor. O estado consumidor ficar\u00e1 com 80% em 2018, e a partir de 2019, o diferencial ser\u00e1 integralmente cobrado pelo estado de destino.<\/p>\n<p>A medida faz parte da Emenda Constitucional (EC) 87\/2015, promulgada pelo Congresso em abril do ano passado, depois de tr\u00eas anos de discuss\u00f5es. A EC criou um cronograma para igualar a reparti\u00e7\u00e3o do ICMS nas compras virtuais aos demais tipos de consumo. Nas compras f\u00edsicas, feitas nas lojas, parte do ICMS interestadual fica com o estado produtor e parte com o estado consumidor. A propor\u00e7\u00e3o varia de 7% a 12%, conforme o estado de origem da mercadoria.<\/p>\n<p>Durante as discuss\u00f5es no Congresso, os parlamentares optaram por criar um cronograma de transi\u00e7\u00e3o para reduzir a perda de arrecada\u00e7\u00e3o dos estados que sediam p\u00e1ginas de compras. Inicialmente, estava previsto que 20% do diferencial de al\u00edquota do ICMS fossem destinados aos estados consumidores a partir de 2015. No entanto, por causa do princ\u00edpio da anterioridade, altera\u00e7\u00f5es em impostos s\u00f3 podem ser aplicadas no ano seguinte \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Com a ascens\u00e3o da internet, o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico tornou-se um dos principais focos de disputa entre os estados. Isso porque o ICMS de mercadorias compradas pela internet ou por telefone, at\u00e9 agora, ficava integralmente com o estado que abriga a loja virtual por causa da falta de legisla\u00e7\u00e3o para regulamentar o consumo \u00e0 dist\u00e2ncia. A distor\u00e7\u00e3o trazia mais arrecada\u00e7\u00e3o para Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, que abrigam a maioria dos sites de compra, e preju\u00edzo para os demais estados, principalmente do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste.<\/p>\n<p>O ICMS interestadual incide quando uma mercadoria \u00e9 produzida (ou importada) por determinado estado e vendida a outro. O estado de origem recebe a al\u00edquota interestadual e o estado de destino \u2013 onde a mercadoria \u00e9 consumida \u2013 fica com a diferen\u00e7a entre a al\u00edquota interestadual e a al\u00edquota final, chamada de diferencial de al\u00edquotas. Dessa forma, se a al\u00edquota final no estado de destino \u00e9 de 18%, o estado produtor cobra os 12% de ICMS interestadual, e o estado consumidor fica com 6%.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: St\u00eanio Ribeiro<br \/>\n04\/01\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entraram em vigor novas regras para a cobran\u00e7a do Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) para o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico. Os impostos estaduais das mercadorias compradas pela internet passam a ser repartidos entre os estados de origem e de destino do bem. Neste ano, o estado de destino da mercadoria ficar\u00e1 com 40% [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38938,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-79326","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-economia"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79326"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79326\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}