{"id":85308,"date":"2016-04-29T10:51:02","date_gmt":"2016-04-29T13:51:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=85308"},"modified":"2016-04-28T21:54:35","modified_gmt":"2016-04-29T00:54:35","slug":"governo-central-tem-deficit-primario-recorde-no-primeiro-trimestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/governo-central-tem-deficit-primario-recorde-no-primeiro-trimestre\/85308","title":{"rendered":"Governo Central tem d\u00e9ficit prim\u00e1rio recorde no primeiro trimestre"},"content":{"rendered":"<p> A queda das receitas e o crescimento de gastos obrigat\u00f3rios fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) registrar o maior <strong><em>d\u00e9ficit prim\u00e1rio<\/em><\/strong> da hist\u00f3ria para o primeiro trimestre. De janeiro a mar\u00e7o deste ano, o resultado ficou negativo em R$ 18,216 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio \u00e9 o resultado negativo nas contas do governo antes do pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica. Apenas em mar\u00e7o, ele ficou em R$ 7,943 bilh\u00f5es, tamb\u00e9m valor recorde para o m\u00eas, desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica em 1997.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros mostram a deteriora\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas em 2016. Em 2015, o Governo Central tinha registrado super\u00e1vit prim\u00e1rio (economia para pagar os juros da d\u00edvida p\u00fablica) de R$ 1,504 bilh\u00e3o em mar\u00e7o e resultado positivo de R$ 4,493 bilh\u00f5es no primeiro trimestre.<\/p>\n<p>De janeiro a mar\u00e7o, as receitas l\u00edquidas do Governo Central ca\u00edram 3%, descontada a infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). O principal respons\u00e1vel foi a contra\u00e7\u00e3o de 8,3% (tamb\u00e9m descontada a infla\u00e7\u00e3o) da arrecada\u00e7\u00e3o administrada pela Receita Federal, provocada pela retra\u00e7\u00e3o na economia.<\/p>\n<p>Gastos obrigat\u00f3rios<\/p>\n<p>As despesas, no entanto, acumulam alta de 5,2% acima da infla\u00e7\u00e3o nos tr\u00eas primeiros meses do ano. O crescimento foi impulsionado por gastos obrigat\u00f3rios como o pagamento de subs\u00eddios concedidos nos anos anteriores, que aumentaram 670,5% por causa da quita\u00e7\u00e3o de passivos do governo com bancos p\u00fablicos acertada com o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU). Tamb\u00e9m contribuiu para o aumento real dos gastos o novo calend\u00e1rio de pagamento do abono salarial, que fez as despesas com os benef\u00edcios trabalhistas saltarem 58,5% acima do IPCA.<\/p>\n<p>As despesas com o funcionalismo p\u00fablico ca\u00edram 2%, descontada a infla\u00e7\u00e3o no primeiro trimestre. Os gastos n\u00e3o obrigat\u00f3rios tamb\u00e9m acumulam queda. As despesas de custeio (manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina p\u00fablica) acusam queda real de 5% em 2016. Os investimentos (gastos com obras p\u00fablicas e compra de equipamentos) somaram R$ 14,144 bilh\u00f5es no ano, com retra\u00e7\u00e3o real de 15,1%.<\/p>\n<p>Principal programa federal de investimentos, o Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) soma R$ 10,588 bilh\u00f5es no ano, queda de 8%, descontado o IPCA. O Programa Minha Casa, Minha Vida gastou R$ 1,623 bilh\u00e3o em 2016, retra\u00e7\u00e3o real de 61,8% em rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas primeiros meses de 2015.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n29\/04\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A queda das receitas e o crescimento de gastos obrigat\u00f3rios fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) registrar o maior d\u00e9ficit prim\u00e1rio da hist\u00f3ria para o primeiro trimestre. De janeiro a mar\u00e7o deste ano, o resultado ficou negativo em R$ 18,216 bilh\u00f5es. 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