{"id":9355,"date":"2009-08-21T12:34:58","date_gmt":"2009-08-21T16:34:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=9355"},"modified":"2009-08-21T12:34:58","modified_gmt":"2009-08-21T16:34:58","slug":"pacto-contra-a-mortalidade-infantil-sera-discutido-em-manaus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/migracao.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/pacto-contra-a-mortalidade-infantil-sera-discutido-em-manaus\/9355","title":{"rendered":"Pacto contra a Mortalidade Infantil ser\u00e1 discutido em Manaus"},"content":{"rendered":"<p>Manaus ser\u00e1 o palco para uma grande debate em torno das estrat\u00e9gias para a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil nos estados do Nordeste e na Amaz\u00f4nia Legal. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS) promove nesta sexta-feira (21), em Manaus, encontro com as federa\u00e7\u00f5es dos profissionais de gineco-obstetr\u00edcia, pediatria, enfermagem, medicina de fam\u00edlia e comunidade para avaliar as a\u00e7\u00f5es que t\u00eam sido implementadas. Durante o encontro, ser\u00e1 apresentado o plano Regional para Mortalidade Infantil e as possibilidades de apoio aos Estados e Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. O objetivo \u00e9 sensibilizar os profissionais a melhorarem a qualidade do atendimento prestado na aten\u00e7\u00e3o ao pr\u00e9-natal, ao parto e ao rec\u00e9m-nascido<strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Para o assessor especial do Ministro da sa\u00fade, Adson Fran\u00e7a, este plano ajudar\u00e1 os profissionais de sa\u00fade no monitoramento dos \u00f3bitos e na realiza\u00e7\u00e3o de atividades desenvolvidas em cada especialidade. \u201cEstes profissionais deve se envolver nos ajustes de conte\u00fado e de estrat\u00e9gias do plano elaborado pelos estados, em parceria com o MS, e no processo real de implementa\u00e7\u00e3o, onde as entidades poder\u00e3o contribuir na indica\u00e7\u00e3o de profissionais, servi\u00e7os e munic\u00edpios que h\u00e1 uma maior car\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Fran\u00e7a destacou ainda que \u201cos problemas de financiamento de qualifica\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o, de aus\u00eancia de planos de carreira, cargos e sal\u00e1rios, s\u00e3o conhecidos por todos os gestores, mas o grande desafio do conjunto de profissionais \u00e9 buscar a negocia\u00e7\u00e3o, diminuir tens\u00f5es desnecess\u00e1rias e focar no que \u00e9 poss\u00edvel ser realizado at\u00e9 2010, com o objetivo central de ajudar a sociedade\u201d, completou.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia Legal registrou 76.916 mortes de crian\u00e7as menores de um ano de idade entre 2000 e 2007. O n\u00famero corresponde a 17,32% dos \u00f3bitos infantis em todo o Brasil. No mesmo per\u00edodo, foram 443.946 \u00f3bitos nacionais. Assim, a Amaz\u00f4nia Legal (incluindo Maranh\u00e3o) est\u00e1 no foco das prioridades das a\u00e7\u00f5es do governo federal, decidido a diminuir as desigualdades regionais at\u00e9 2010.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>PACTO<\/strong><strong> <\/strong>\u2013 No pa\u00eds, a taxa de mortalidade infantil (menores de um ano de idade), desde 1990, mant\u00e9m tend\u00eancia cont\u00ednua de queda. Passou de 47,1 \u00f3bitos por cada mil beb\u00eas nascidos vivos para 19,3 mortes, em 2007, o que representou uma redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 59,7%. Atualmente, o Brasil, em um grupo de 68 pa\u00edses, est\u00e1 entre os 16 em condi\u00e7\u00f5es de atingir a quarta meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM) e chegar a taxa de 14,4 mortes por cada mil nascidos vivos, em 2012, tr\u00eas anos antes da data-limite fixada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em 2000, ano em que instituiu os oito ODMs.<\/p>\n<p>Essa mesma tend\u00eancia de queda se reproduz no Nordeste e na Amaz\u00f4nia Legal.\u00a0\u00a0Em 2007, o Nordeste registrou 27,2 mortes por cada mil beb\u00eas nascidos vivos contra uma taxa de 75,8 \u00f3bitos por mil nascidos vivos em 1990. Na Amaz\u00f4nia Legal a taxa foi de 21,7, em 2007, contra 45,9, em 1990. Mas ambas est\u00e3o longe da m\u00e9dia nacional e mais distantes ainda das taxas alcan\u00e7adas no Sul e Sudeste, que superaram a meta para 2015 estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio. O Sul fechou 2007 com uma taxa de 12,9 mortes por cada mil crian\u00e7as nascidas vivas e o Sudeste em 13,8.<\/p>\n<p>Para diminuir essa dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o do Sul e Sudeste, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva firmou, no in\u00edcio de 2009, um pacto com os governadores do Nordeste e da Amaz\u00f4nia Legal. O pacto pela redu\u00e7\u00e3o das desigualdades regionais abrange tamb\u00e9m a\u00e7\u00f5es para diminuir o analfabetismo, o sub-registro de nascimento e assegurar mais incentivos ao desenvolvimento da agricultura familiar. O amplo acordo envolve 22 minist\u00e9rios, sem contar com a participa\u00e7\u00e3o dos governos estaduais e municipais. No campo da sa\u00fade, as metas s\u00e3o preservar a tend\u00eancia de queda em todas as regi\u00f5es e reduzir os n\u00fameros em 192 munic\u00edpios do Nordeste e 58 da Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia<\/strong><strong> <\/strong>&#8211; A maioria das mortes de rec\u00e9m-nascidos ocorre por causas evit\u00e1veis, entre elas as por falta de aten\u00e7\u00e3o adequada \u00e0 mulher durante a gesta\u00e7\u00e3o, no parto e tamb\u00e9m ao feto e ao beb\u00ea. Al\u00e9m desses fatores, a mortalidade infantil tamb\u00e9m est\u00e1 associada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao padr\u00e3o de renda familiar, ao acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, \u00e0 oferta \u00e1gua tratada e esgoto e ao grau de informa\u00e7\u00e3o das m\u00e3es. Essa constata\u00e7\u00e3o orientou toda a estrat\u00e9gia do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, constru\u00edda em parceria com as secretarias estaduais de sa\u00fade, em encontro que durou uma semana, no in\u00edcio de mar\u00e7o, em Bras\u00edlia. O plano tra\u00e7ado para reduzir a mortalidade infantil no Nordeste tem seis eixos de a\u00e7\u00f5es: qualifica\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal, ao parto e ao rec\u00e9m-nascido; forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos; gest\u00e3o do trabalho, gest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o; vigil\u00e2ncia do \u00f3bito infantil e neonatal e fortalecimento do controle social, mobiliza\u00e7\u00e3o social e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para qualificar a aten\u00e7\u00e3o ao pr\u00e9-natal, ao parto e ao rec\u00e9m-nascido, a regi\u00e3o contar\u00e1 com mais 301 equipes de Sa\u00fade da Fam\u00edlia, que passar\u00e3o de 4.430 para 4.731. O maior n\u00famero de novas equipes \u2014 88 \u2014 ser\u00e1 para Pernambuco, que hoje conta 804. A Bahia receber\u00e1 85 equipes, elevando para 765 o total de ESF. Em seguida, 52 novas equipes permitir\u00e3o a Para\u00edba contar com 610 ESF. O Cear\u00e1, com 633 ESF, ter\u00e1 668. Alagoas, com 269 equipes, receber\u00e1 o refor\u00e7o de outras 20, e Sergipe, com 255, somar\u00e1 276. A distribui\u00e7\u00e3o das equipes levou em conta a demanda apresentada por cada estado. Tamb\u00e9m haver\u00e1 aumento do n\u00famero de N\u00facleos de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Fam\u00edlia (NASF), que passar\u00e1 de 100 para 599 na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os 192 munic\u00edpios priorit\u00e1rios contar\u00e3o com cobertura de 100% do Servi\u00e7o Atendimento M\u00f3vel de Urg\u00eancia (Samu).\u00a0\u00a0Atualmente, o Samu cobre 53% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, os brasileiros somam 193 milh\u00f5es.\u00a0\u00a0Com o pacto para acelerar a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, a meta \u00e9 ampliar essa cobertura para 75% da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u2014 144,7 milh\u00f5es \u2014 at\u00e9 2010, assegurando que as gestantes e os rec\u00e9m-nascidos, por meio da Central da Regula\u00e7\u00e3o M\u00e9dica, tenham acesso a esse servi\u00e7o com melhor n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o e transporte qualificado.<\/p>\n<p>O Nordeste ter\u00e1 357 novos leitos de unidade de terapia intensiva, o que elevar\u00e1 a oferta para 925.\u00a0Receber\u00e1 tamb\u00e9m outros 1.005 leitos de cuidados intermedi\u00e1rios para rec\u00e9m-nascidos, totalizando 1743. Ganhar\u00e1 ainda de 24 novos bancos de leite humano, o que permitir\u00e1 suprir a demanda em 100%. O Programa Sa\u00fade da Fam\u00edlia receber\u00e1 um refor\u00e7o de 301 equipes e todos os hospitais que realizam mais de mil partos, entre os 192 munic\u00edpios priorit\u00e1rios para o combate \u00e0 mortalidade infantil, ser\u00e3o integrados \u00e0 Rede Norte-Nordeste de Sa\u00fade Perinatal, criada em novembro de 2008, por meio de articula\u00e7\u00e3o das principais maternidades e unidades neonatais de m\u00e9dio e alto risco das duas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>At\u00e9 o ano que vem, ser\u00e3o qualificados 7.500 pediatras, obstetras das maternidades das unidades de tratamento intensivo e de cuidados intermedi\u00e1rios, e profissionais envolvidos em transporte e servi\u00e7os pr\u00e9-hospitalares. O pacto para redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, firmado entre o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e os governadores nordestinos \u00e9 mais amplo. Abrange tamb\u00e9m a\u00e7\u00f5es para reduzir o analfabetismo, o sub-registro de nascimento e mais incentivo ao desenvolvimento da agricultura familiar. O amplo acordo envolve 22 minist\u00e9rios, sem contar com a participa\u00e7\u00e3o dos governos estaduais e municipais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manaus ser\u00e1 o palco para uma grande debate em torno das estrat\u00e9gias para a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil nos estados do Nordeste e na Amaz\u00f4nia Legal. 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